Dá-nos a tua opinião sobre o filme Amanhecer-Parte 1 AQUI.

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A New Beginning, Capítulo 6

Capitulo 6

Almoçámos, ajudei a minha avó a lavar a loiça enquanto o Dan foi arrumar a mota noutro sítio. Onde parámos apesar de estar ao pé do portão da casa da avó ficou também muito perto do portão da garagem do vizinho. E ele aselha como é foi-nos tocar à campainha para o Dan tirar a mota para que ele assim conseguisse entrar com o seu carro. Afinal as mulheres não são as piores condutoras, existem homens que conseguem ser bem piores.
Enquanto o Dan estava fora, a minha avó começou a falar comigo, como estávamos sozinhas.
-Querida, ele é um bom rapaz. Os pais separaram-se e ele veio viver com o avô, e para não o sobrecarregar com despesas arranjou o seu próprio trabalho. – bem parecia que a minha avó aprovava a nossa amizade.
-Ele é simpático. – disse-lhe eu, isto já parece aquelas conversas que as mães têm connosco, para termos cuidado temos de ter precaução e usar protecção. Aquelas conversas que ninguém sabe como iniciar mas só têm vontade de acabar, são um pouco constrangedoras.
-Eu vi como ele olha para ti, posso ser avó mas ainda sei quando um rapaz olha para uma rapariga e gosta dela. Esse é o olhar que ele tem para ti, e tu quase que coras sempre que ele te sorri, o que significa… - oh meu deus, ela estava a dar a entender que… - que tu também não és indiferente a ele.
Prontos ok, indiferente eu não ficava, e depois daquele pseudo-passeio de mota. Mas será que pode ser mais que isso?? Nós conhecemo-nos ontem, como é que eu posso dizer que gosto dele ou ele dizer que gosta de mim. Mas eu sentia-me mais feliz neste pouco tempo que passei com ele, a sua voz acalmava-me, o seu sorriso fazia o meu coração palpitar mais depressa.
Ele entrou e sorriu-me, a cozinha já estava arrumada.
-Madison, porque não mostras a casa ao Daniel? – disse a minha avó e nisto piscou-me o olho. Fiquei um pouco baralhada confesso. Eu não sei o porquê das pessoas mostrarem a casa umas às outras, parece que quando nos visitam a primeira vez vão lá para ver a casa e depois raramente lá põem os pés. Mas lá fui eu… e ele.
-Anda. – peguei na mão dele outra vez, pareceu-me que fizemos faísca quando nos unimos. Ok devo de estar a ficar louca.
Comecei por lhe mostrar o andar de baixo, visto que já lá estávamos.
-Aqui é a sala, não tem nada de especial.
Tinha uma caixa de cartão ao pé da televisão que dizia, “DVD’s da Maddie”.
-São teus, posso ver? – perguntou-me, fiquei curiosa acerca do que ele ia achar da minha pequena colecção.
-Claro que podes, senta-te no sofá, que eu meto a caixa em cima da mesinha.
Assim o fizemos, ele sentou-se e depois sentei-me ao lado dele. Ele abriu a caixa e começou a tirar as caixas para fora, acho que é melhor arranjar um porta CD’s para DVD’s whatever, fica mais fácil de transportar.
-Tens bons gostos. Pensei que ia encontrar filmes românticos ou coisas dessas assim lamechas… - não o deixei acabar, tinha de me defender.
-Por quem me tomas?? – não consegui evitar rir – Não gosto muito dessas lamechices.
-Estou a ver que não, gosto disso em ti. – ele estava a olhar para mim mas quando disse isso desviou o olhar para os filmes que estava a ver, e eu corei.
-Obrigada, eu gosto mais de filmes de acção e de terror, e comédias, drama. Coisas muito românticas não gosto. – veio-me à memória o que se passou com a Kat e com o Peter. Tenho de passar isso e ir para outra fase, seguir em frente apesar de ser difícil de esquecer. Ele notou como o meu sorriso de repente desapareceu.
-Vamos deixar os filmes para outro dia, pode ser?
-Claro, vamos.
Subimos as escadas em direcção ao primeiro andar, neste pouco tempo que aqui estou consegui remodelar o quarto um pouco à minha maneira. Não mudei muita coisa, apenas a disposição de alguns móveis e pus um puff a um canto, o meu suporte da guitarra.
-Este é o meu pseudo-quarto.
-É tranquilo, tu realmente espantas-me pela positiva. –disse aquilo com uma cara de gozo.
-Hey, então.
-É verdade, os filmes, a guitarra... – agora já se via que falava verdade. Ele não estava à espera que eu gostasse de filmes de terror e assim do género, mas sim daquelas coisas lamechas e românticas.
-Também tocas?
-Sim, antes de me mudar para La Push tinha uma banda de garagem, no inicio ainda ia até Forks, mas depois aconteceram umas coisas…mas deixa para lá não interessa agora.
-Quero ver isso um dia, um pequeno concerto talvez??
-Hum, talvez só por ser para ti!
Deixou-me envergonhada e corei tanto que ele se começou a rir. Ficamos a conversar por um bom tempo, nunca tocou para mim, começou a dizer que tinha de ir embora com muita pena minha, não o queria deixar ir embora estava tão bem ao pé dele. Sentia-me feliz, preenchida, como nunca outrora me tinha sentido, era uma alegria que me enchia o peito, só aquela voz, aqueles olhos, aquele sorriso, já para não falar do corpo né, que meu deus minha nossa senhora, e que corpo. Quase que parece aqueles modelos da Calvin Clein, que têm tudo no sitio, eu ainda não lhe vi sem camisola nem nada, mas a roupa que ele usa não dá para disfarçar muito.
Chegaram-se as seis da tarde e ele tinha mesmo que ir embora apesar de também não ser muito da vontade dele, afinal de contas, quando ele disse a primeira vez que tinha de ir ainda ficamos mais meia hora a falar.
Acompanhei-o até à porta, e fui a correr a subir as escadas para me pôr à janela, sentei-me no pequeno sofá com o caderno ao colo a vê-lo partir.

“ Terça-feira, 28 de Julho de 2009
Querido Diário,
Tenho mesmo de inventar outro começo de escrita. O meu dia foi tão bom, como à muito não o era. Os meus dias mais sombrios estão cada vez a ficar mais claros. Falei com o meu primo hoje que me encorajou a ir até a dita padaria. Para meu desespero ele não estava lá mas chegou algum tempo depois quando já eu estava a pensar que ia embora, já tinha esperado muito e a minha coragem estava-se a ir à medida que o tempo decorria. Até que ouvi aquela voz calorosa, e uma explosão de alegria e coragem veio de dentro de mim, mas não fui eu a meter conversa foi ele.
Conversámos principalmente sobre ele e o porquê de estar em La Push, foi devido à separação dos pais, mas ele ficou por cá por motivos que não contou, digamos ele tem a sua cota parte de misterioso, o que eu gosto, mas fiquei curiosa.
Ele acabou por me trazer a casa na sua mota, ele é tão quente, que parecia com febre ou assim, sentia-me super bem agarrada a ele. Dan acabou por almoçar cá em casa, comigo e com a avó, afinal eles conhecem-se, assim como a minha avó conhece o avô Black e o Jacob que é tio dele. A mãe dele não estava em La Push quando conheceu o seu pai, veio apenas em férias para visitar a família mas acabou por conhecer o pai do Dan e ficou grávida por lapso, não foi uma gravidez planeada. Casaram-se e foram morar para Forks não muito longe da Reserva Quileute, onde o Daniel mora agora com o avô e Jake.
Ficámos a conversar a tarde toda até que ele teve de ir embora, senti um vazio no peito por preencher quando ele deixou a porta e partiu. Não sei explicar, nunca senti isto com ninguém, parece que já o conheço à mais tempo. Tínhamos trocado números de telemóvel, passado um tempo, para lhe dar tempo de ele chegar à Reserva, não queria que se assustasse com o toque do telemóvel podia ter um acidente ou assim, mandei-lhe uma mensagem “Obrigada pela tarde de hoje, já não me divertia assim a algum tempo =)”, momentos depois recebi a resposta “Sempre que quiseres, amanhã podemos repetir a dose, mas eu escolho o sitio”. Bem como poderia dizer que não?? “Claro, a que horas, onde e onde vamos?”, perguntei-lhe queria saber né não podia ir às escuras tinha de saber o que vestir também. “15 horas, vou-te buscar e logo vez onde vamos. Beijos!”, ao que eu respondi “Ok, cá te espero então, estou curiosa, beijinhus até amanhã”.
O tempo passou rápido, vou descer para jantar, e aguardar pela tarde de amanhã, espero que venha rápido.”

(O que acharam?)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A New Beginnig, Capítulo 5

(Como podem ter reparado, postei um capítulo que não tinha nada a ver com A New Beginnig, desculpem, foi um erro. Estou agora a deixar o capítulo certo e já eliminei o outro)

Capitulo 5

Cheguei, a pastelaria estava praticamente vazia, tinha apenas duas pessoas assentadas a uma mesa à conversa, e uma rapariga ao balcão a atender. Ele não estava, pedi um café e sentei-me numa mesa onde eu ficava de costas para a porta. Comecei a pensar no que vim aqui fazer, ele afinal não estava a trabalhar, secalhar não trabalha nas férias, ou foi-se embora. Eu já pensava em tudo, até em coisas que não faziam sentido nenhum na cabeça de outra pessoa, como se fosse possível abrir-se um buraco à porta de casa dele e ele caiu lá para dentro, qual é o sentido disto. Estava a entrar no pico do meu desespero interior quando oiço uma voz um pouco familiar ao balcão. Sabia que conhecia a voz mas não associei a nada, mas ainda me restava um pouco de esperança.
-Olá Cris, tudo bem? Disse aquela voz.
-Oi! Nem na tua folga deixas isto em paz, olha que o patrão não te paga mais por isso. – disse a empregada de balcão no meio de um riso.
-Não vim trabalhar, nem pensar, eu não preciso de uma folga mas sim de férias.
-Ok Ok, então que queres afinal?
-Vim só beber um café.
Eu não consegui de deixar de ouvir a conversa, então nada se tinha passado era apenas a folga dele. Ainda estava nos meus pensamentos que nem dei conta que uma pessoa se aproximou de mim.
-Maddie, posso me sentar contigo? – disse ele, eu nem queria acreditar ele ainda se lembrava de mim, corei para variar.
-Claro, senta-te. – disse de uma maneira perplexa.
-Se não quiseres eu sento-me noutra mesas, não precisas… -ele notou a minha cara.
-Não é isso podes ficar, mas é que … ainda te lembras do meu nome. – disse envergonhada.
-Humm…Claro que me lembro. – foi a vez dele ficar envergonhado que até virou a cara ao lado.
Notava-se que a nossa empatia era maravilhosa, conversamos e conversamos.
-Então, costumas vir muito para La Push? – perguntou ele, depois de me ter dito que vive na Reserva Quileute, com o seu avô e com o tio Jacob.
-Às vezes, quando venho para casa da minha avó, mas é mais nas férias. E tu, porque estás aqui? –não lhe ia contar os motivos deste ano, apesar de tudo acabei do conhecer.
-Bem, os meus pais começaram o processo de divórcio, e como ainda era menor o ano passado, tinha 17 anos, o tribunal decidiu que eu podia ficar a viver com o meu avô. Mas o tempo foi passando, fiz os 18 anos, e assim como sou maior de idade já posso sair de casa dos meus pais por isso decidi ficar.
-Desculpa, não sabia. Mas… -não me deixou acabar.
-Não faz mal, eu é que decidi ficar em casa do meu avô na Reserva, os meus pais vivem aqui perto em Forks, e vejo-os quase todos os dias.
-Pois, eu decidi vir para aqui, queria me afastar da minha casa, bem de Port Angeles em geral. Precisava de férias da escola e da minha vida. – ainda agora o conheci mas já lhe estou a contar demais.
Continuamos a conversar até que eu olhei para o relógio que se encontrava na parede da pastelaria, já haviam passado quase 3horas desde que começamos a falar, tinha contado quase o motivo que me levara para La Push isso iria acabar com o meu bom humor.
-Oh meu Deus, a minha avó vai-me matar, as horas que são. Tenho de me ir embora.
-Claro já são horas de almoço, e não vamos chatear a tua avó. – disse-me ele, o que achei estranho a parte do “e não vamos chatear a tua avó” o que queria dizer ele com isso??
-Pois é tenho de ir…
-Eu levo-te a casa, fui eu que te fiz atrasar é o mínimo que posso fazer.
-Mas…
-Tens medo de andar de mota? – perguntou-me a rir e a franzir as sobrancelhas.
-Não. – na realidade não tenho adoro motas e velocidade dos carros.
-Então anda, deixo-te em casa num instante. – puxou-me pelo braço, acenou um breve adeus à sua colega de trabalho Cris e levou-me para fora da pastelaria.
Sentei-me na mota depois dele, fiquei com receio de o agarrar na cintura, mas ele fez questão de com as mãos dele colocar as minhas ao seu redor. Ele era tão quente, musculado, lindo, lindo, lindo… Podia ficar horas agarrada a ele, preenchia-me um vazio que tinha no meu peito.
Chegámos à casa da avó num instante, nem dei conta, estava a pensar, bem… no Dan e em como é bom estar junto a ele. Mesmo estando de costas para mim, não sei como o fez, mas virou o seu tronco para me ajudar a sair da mota.
-Obrigado pela bo… - estava eu a acabar de agradecer, quando ele desliga a mota e tira o capacete, saindo depois de cima dela, fiquei admirada e sem saber o que ele ia fazer, até que terminei o que eu dizia - …leia.
-Não me olhes com essa cara, eu disse que te trazia a casa, só estou a cumprir o que disse. – sorriu-me – Vou levar-te até à porta para a tua avó ver que não te atrasas-te e estás em boas maos.
Não sei porquê mas fiquei desconfiada, parecia que era mais qualquer coisa do que me levar apenas até à porta.
Tirei as chaves de dentro do bolço das calças, mas quando ia para pôr a chave à porta a minha avó abre a porta, parecia que estava à espreita.
-Olá querida mesmo a tempo, para o almoço. – apenas tinha olhado para mim – E olá Dan, tudo bem? Que fazes por aqui?
-Olá avó! – desde quando é que eles se conheciam, eu sei que ele trabalha onde a minha avó vai todos os dias, mas…
-Boa Tarde D. Martha, vim trazer a Madison a casa, espero que não se importe.
-Claro que não meu querido, e como está o teu avô e o teu tio Jacob?
-Estão bons, o meu avô anda para a pesca com o Charlie, e o Jake deve de estar com a Nessie, eles não se largam por um minuto que seja.
Hello!! Estou bem aqui. Podiam ao menos falar de pessoas que eu conheço, seria um pouco mais agradavel (para mim).
-Dan, já que trouxes-te a Maddie a casa, e como vamos almoçar, queres almoçar conosco?
Ele olhou para mim, pedindo permissão, senti necessidade de dizer alguma coisa.
-Avó mete mais um prato na mesa, temos convidado!!
A minha avó virou costas para ir em direcção à cozinha, deixando-nos para trás.
Peguei na mão dele como um gesto involuntário, ele não se queixou, fui em direcção à cozinha.
-Fico contente por almoçar com vocês. – sussurrou-me ele ao ouvido, olhei para ele e sorri.

(mais uma vez desculpem a demora, mas eu não tenho tido tempo nenhum ara vir à internet e quando venho é por causa de algum trabalho. Vou tentar vir mais vezes para postar as fics e actualizar o blogue)

domingo, 3 de outubro de 2010

A New Beginning, Capítulo 4

Capitulo 4

“ Segunda-feira, 27 de Julho de 2009
Querido Diário,
Não sei porque escrevi Querido Diário, parece ser já tão habitual, mas para inicio não me estou a preocupar muito. Ontem descobri que a minha mãe também escrevia num, por isso decidi escrever.
Estou um pouco mais aliviada do que antes, ter vindo para a casa da minha avó foi talvez a melhor coisa que fiz, é como tirar umas férias da minha vida, isto aqui é bastante mais sossegado é bom para descansar e pensar sobre o que vou fazer quando voltar para lá. Faz hoje duas semanas que vim para aqui e a minha mãe telefona-me a perguntar quando volto, mas tenho medo de voltar e ver o que não quero ver, tenho medo de vir a sofrer mais ainda não sei até onde aguento ou quais são os meus limites.
Hoje quando fui à padaria, muito contrariada não me apetecia nada sair de casa e ver pessoas. Mas lá fui, corei tanto hoje, ele é lindo, olhos verdes, moreno, aquele sorriso (que deixa uma rapariga de boca aberta…eu), bloqueei de tal maneira quando ele disse Olá, só isso e eu fiquei sem saber o que dizer como é possível. Fiquei com vontade de ir comprar pão todos os dias, e ele disse até amanhã, se calhar ele até tem razão, pois fiquei com vontade de lá voltar.
Mas a questão que me veio à cabeça quando cheguei a casa, e que parece me assombrar, é SERÁ ELE DE CONFIANÇA??”

Fechei o caderno, e pela primeira vez desde que acabou a escola peguei na minha guitarra, tentei tocar uma cover, que o meu primo me ensinou, a música do Jason Mraz a I’m Yours. Tenho saudades dele apesar de falarmos diariamente, ele diz que queria vir ter comigo mas também quer aproveitar as férias e estar com a namorada até ela ir de férias com a família. Mais um tempinho e talvez ele venha cá ter, assim já tenho alguém da minha idade com quem falar.



Acordei e fui tomar o pequeno-almoço, a minha avó já estava a pé à umas horas, fui até à janela e encontrei-a a tratar do jardim acenei-lhe apenas para avisar de que já estava acordada.
Telefonei para o meu primo, atendeu ao terceiro toque.
-Princesa, então tudo bem? Já com saudades do teu priminho chato?
-Olá meu Sunshine. – não consegui evitar sorrir – Sabes que eu tenho sempre saudades quando estás longe, priminho.
-Então conta coisas, já conheceste alguém por ai, é tempo de férias deve de haver ai alguém da tua idade.
-Bem sim, quer dizer conheci e não conheci…
-Então já não confias em mim?
-Confio mas é que, foi estranho, conheci-o na padaria quando fui comprar o pão para a avó, e ele foi simpático, eu bloquei, e…
-Não sabes se podes confiar nele, não é? – Ele acabou o que eu ia a dizer e o que ele disse era totalmente certo, apesar de eu preferir que não fosse.
-Sim é isso…
-Maddie, tu não podes deixar de conhecer pessoas e fazer amizade com alguém se estiveres sempre a pensar que o mesmo poderá acontecer. Primeiro tens de conhecer e só depois podes tirar conclusões, mas olha que esse rapazinho também tem de ser de meu agrado, não quero qualquer um contigo. – disse já em modo de brincadeira.
-Acho que tens razão. Mas Andrew às vezes parece que temos conversas de raparigas.
-Hey vê lá o que dizes, sou muito macho!! – já me parecia um pouco indignado
-Sim sim priminho. Olha quando é que a Lisa vai de férias com os pais?
-Daqui a uma semana e mais mais ou menos, depois quando ela for vais-me aturar.
-Que sorte a minha e eu a pensar que estava de férias.
-Se não quiseres que eu não vá eu não meto ai os pés…
-Não tens de vir, sabes muito bem que eu estava a brincar. Pois bem, amanhã falamos outra vez, manda beijinhos ai para todos e para a Lisa. – disse eu mandando beijos pelo telefone.
-Xau Princesa vê lá o que fazes.
E desligamos a chamada, o meu primo tem razão se eu não conhecer o Daniel nunca vou saber se poderia ou não acreditar na pessoa que ele mostra ser.
Fui até ao quintal ter com a minha avó, ela estava a cortar as ervas daninhas que teimavam em crescer.
-Avó, vou à padaria, comprar uns miminhos para o nosso lanche à tarde.
-Sim querida, tira dinheiro ai da carteira da avó que está ai no móvel da entrada.
-Ok, eu já volto não devo demorar. – acho que não depende do que vou fazer, se ganhar coragem para falar com ele.
-Podes demorar o tempo que quiseres desde que estejas em casa à hora de almoço, está tudo bem. – disse-me sorrindo, demora o tempo que quiseres até parece que sabe alguma coisa.
La Push não é assim tão grande, por isso fui a pé até à padaria.

(Desculpem a demora, mas eu (Debbie) tenho andado muito ocupada e pensava que tinha deixado agendado e afinal nao deixei. Desculpem e aqui está um novo capítulo, pode ser que amanha post outro como pedido de desculpas (: )

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Capítulo 3, A New Beginning

Capitulo 3

Ao passarem estas duas semanas ainda não consegui, falar com ninguém, as únicas pessoas que vejo são os meus pais e o meu primo, e é apenas porque vêm cá a casa.
Tenho o telemóvel com mensagens, recebo todos os dias, mas o seu número tem vindo a diminuir à medida que o tempo avança, não podia estar mais agradecida, continuo sem responder.
Acho que vou passar uns dias a casa da minha avó, em La Push, não é muito longe daqui, sendo que vivo em Port Angeles, mas não estou sempre a pensar que eles podem vir à minha porta para querer conversar outra vez.
Ouvi um bater na porta. Era a minha mãe:
-Querida, que se passa, estás tão em baixo. Desde que acabaram as aulas não reages, nem ainda pegas-te na tua guitarra. – olhou para a minha guitarra acústica no canto do quarto. – Já me podes contar o que se passou? Só tens falado com o Andrew.
-Foi na festa de final de ano. – não consegui dizer que foi em casa da Kat.
-Aquela em casa da Kat, quando dormiste em casa do teu primo?
-Sim essa. Nessa noite encontrei o Peter com outra rapariga.
-Por isso estás assim à tanto tempo, eu…
-Mãe, eu sei tu avisaste-me que ele não era grande coisa. A culpa é minha que não te dei ouvidos.
-Não minha querida, a culpa é dele, que foi estúpido ao ponto de te fazer uma coisa dessas. Conheces a rapariga, era da tua escola?
-Kat. – foi tudo o que disse e a minha mãe abraçou-me. Nesse momento senti-me protegida.
-Mãe, achas que posso ir passar uns tempos a casa da avó? –tinha de perguntar agora, para começar já a fazer as malas.
-Por mim tudo bem e sabes que a avó adora-te ter lá com ela. Quando é que queres ir?
-Amanhã?
-Já tão cedo, não queres ficar mais uns dias?
-Não, quanto mais cedo melhor.
-Ok, vou telefonar à tua avó a dizer que amanha te levo a casa dela. – enquanto falava ia-se dirigindo até à porta do meu quarto. – Xau, até já.
-Adeus, mãe.

….

Domingo de manha, levanto-me cedo, com as malas arrumadas desde o dia anterior, preparo-me para ir para a casa da minha avó. Os meus pais e os meus tios aproveitaram a viagem e fizeram um almoço em família na casa da avó Martha.
A viagem foi bastante calma, o caminho torna-se curto, e sempre a ouvir as músicas do meu iPod.
Quando chegamos a minha avó veio-me o seu abraço característico, ninguém me dava um abraço como o dela, tão caloroso, mesmo que não me visse à um dia, o seu abraço é sempre igual.
Fui para o “meu quarto”, não é meu de verdade, mas sempre que venho para a casa da minha avó fico sempre nele. Coloquei as malas em cima da cama, para as desfazer depois. A minha avó apareceu à porta.
-Querida, fico contente por quereres passar aqui uns tempos.
-Eu também.
-Mas agora anda descer, porque o almoço já está pronto. – disse-me sorrindo.
Levantei-me da cama e desci as escadas em direcção à cozinha, o almoço era bacalhau com natas. Este almoço em família deu para descontrair um pouco e deixar de pensar em certos assuntos.



Estou em casa da avó à quase duas semanas, falei com o meu primo hoje por telefone, ele disse-me que o Peter foi a casa dele perguntar por mim, e que a Kat foi à minha, não sei se combinaram mas parece que sim. Parece que eles continuam a sair, pelo menos falam um com o outro. Também o que os impede de saírem juntos, já não quero saber de nenhum dos dois. Mas quando penso nisso dá-me uma dor no peito.
-Madison, podes ir à padaria? – perguntou-me a minha avó.
-Agora, tem mesmo de ser?
Não me apetecia nada sair de casa, mas lá agarrei na carteira e fui até à padaria/pastelaria onde íamos sempre.
Quando entrei não reparei, nem mesmo quando fiz o meu pedido, mas quando ia a pagar levantei mais a cabeça para dar o dinheiro e foi quando o vi. Com um sorriso envergonhado, acho que nesse momento corei tanto, que fiquei mais vermelha que o costume.
-Olá! – disse ele
-Olá! – será que eu bloqueio sempre?
-É só o pão?
-Hum…? Sim é, se faz favor.
-É 1€. – dei-lhe o dinheiro. – Sou o Daniel, mas tratam-me por Dan. E tu?
-Madison, mas tratam-me por Maddie. – OMG! Corei tanto como à muito não corava.
-Obrigado. – disse ele, ao esticar a mão para me dar o recibo – E…até amanha.
-Obrigado. – e sorri, não sei porquê fiquei sem saber o que dizer. Fiz adeus e sai.
Fui para casa, mas sempre com a cabeça na padaria, quer dizer no rapazito da padaria/pastelaria é mais assim.
Nessa noite pensei se algum dia poderia ou se conseguia voltar a fazer amigos, depois de ser traída pela melhor amiga, onde esperamos que seja um ombro amigo e que nunca nos desiluda, e depois ser traída pela pessoa por quem nos apaixonamos.
Lembrei-me que há dois dias andava eu a vasculhar o sótão, encontrando memórias à medida que via algumas das minhas coisas de infância que ficaram em casa da minha avó. A maior parte das coisas nunca saiu de casa dela era onde eu passava a maior parte do tempo, sempre que eu podia era para lá que eu ia.
FLASHBACK – ínicio
-Olá, querida o que andas à procura no meio de tanta caixa? – perguntou-me a minha avó, quase que saltei de susto, estava tão concentrada no meu mundo.
-Olá avó, estou só a ver umas coisas nada em especial – e era verdade estava ali para não pensar noutras coisas.
A minha avó foi buscar uma caixa que continha coisas da minha mãe quando era adolescente, alguns livros da escola e uns cadernos que na lombada cada um deles tinha marcado o ano em que pertencia.
-Estes são os Diários da tua mãe, ela tinha que andar sempre com um caderno destes com ela, e todos os anos comprava um novo. Estão ai desde que ela se casou e saiu desta casa, nunca ninguém os leu sem ser ela.
-Não fazia ideia que a mãe escrevia em Diários. – comecei a ver a quantidade de cadernos de vários feitios que se amontoavam naquela caixa.
Fiquei tão absorvida por aqueles livros e com os meus pensamentos que nem dei pela minha avó ir embora.
FLASHBACK-fim
Depois destes dois dias, fui à papelaria comprar um caderno, quando cheguei a casa fui para o meu quarto e comecei a escrever.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A New Beginning, Capítulo 2

Capitulo 2

No dia seguinte quando acordei estava na cama do Andy, onde tinha ficado a noite passada, levantei-me e fui até à casa-de-banho, lavei a cara e já não chorava. THANKS GOD!
Desci as escadas, fui até à cozinha, passando pela sala, vi o meu primo deitado no sofá por minha culpa, já estava a ver televisão.
-Bom dia, Sunshine. – é assim que trato o meu primo por mais estranho que possa parecer.
-Bom dia, princesa. Estás melhor? Dormiste bem?
-Sim, obrigado por não me teres levado para a minha casa, mas tiveste de dormir no sofá.
-Não faz mal. Ontem mal chegamos deitaste-te, conversámos aquele bocadinho e fui só buscar o telemóvel, quando voltei estavas a dormir que nem um anjo e por isso não te acordei. – disse-me sorrindo como sempre – Que vais fazer agora, vais falar com eles?
-Não sei. – não sabia mesmo só queria poder esquecer isso por algum tempo. Ele percebeu quando encarei o chão.
-Anda vamos tomar um belo de um pequeno-almoço, e eu deixo-te fazer aquelas misturas que fazes com a comida. – só ele me sabe animar, e as misturas com a comida é a minha sandes de tulicreme com fiambre. É simplesmente delicioso.
Andy foi andando para a cozinha, enquanto fui ver o meu telemóvel, caso a minha mãe tivesse telefonado ou o meu pai. Tinha uma mensagem da minha mão que dizia “Já sei que estás com o Andrew, e que passas ai a noite em casa da tua tia. Boa noite querida, quando acordares diz-me alguma coisa. Beijos.” . Acabando de ler isto, vi que tinha mais 7 chamadas não atendidas e 12 mensagens, do Peter e da Katy, fechei o telemóvel e fui para a cozinha.
-Então o que queres fazer nesta magnifica tarde de sábado? – perguntou-me.
-Não sei, estou sem cabeça para fazer alguma coisa.
-Mas não vais ficar assim a tarde toda.
-Podes-me levar a casa depois de comermos? Preciso de tomar um banho.
-Claro, sempre às ordens. – disse-me com o seu sorriso característico.



Quando chegámos a minha casa, não estava lá ninguém, mas tinha um bilhete na porta do frigorífico escrito pela minha mãe, que dizia “Querida, tivemos que ir às compras. Beijos Mãe”. Melhor, pensei eu, assim estou mais à vontade.
-Andrew, vou tomar banho, já volto. – gritei-lhe enquanto subia as escadas e ia em direcção ao meu quarto.
-Está bem,… - foi só o que consegui ouvir mas já não voltei atrás.
Quando entrei no meu quarto, deparei-me com as fotografias que de em quando tirávamos, comecei a chorar de novo, arranquei tudo do quadro de cortiça onde as tinha colocadas. Com isto pus a água a correr até encher a banheira, queria ficar lá por um bom tempo e poder esquecer tudo, ouvindo música, à já algum tempo que não o fazia. Pensei no que haveria de fazer, não sei se sou capaz dos ver outra vez.
Acordei com umas batidas na porta, como é que adormeci no banho.
-Maddie, está tudo bem? – Andrew veio à minha procura.
-Sim está tudo bem.
-Estás ai enfiada na casa-de-banho à quase duas horas.
-Não está tudo bem vou já sair. – disse quase envergonhada.
-Ok. – e ouvi-o a descer as escadas.
Como é que adormeci, não compreendi como o tempo passou tão depressa sem me dar conta. Sai da banheira e fui directa para o quarto, como não ia sair de casa, com medo de encontrar alguém não desejado, vesti apenas uns calções e uma t-shirt. Desci as escadas e aninhei-me no sofá. O meu primo nada disse, talvez com medo de falar, estava deitado no sofá grande a fazer zapping com o comando da tv.
-O teu telemóvel está ai em cima da mesa farto de tocar, pode ser alguma coisa importante. – disse estudando a minha cara conforme falava.
Nada disse apenas agarrei o telemóvel, tinha mais quatro mensagens, uma da minha mãe com o mesmo recado que estava no frigorífico, e outras do Peter. Uma das sms dizia “Desculpa, amor eu não estava em mim.”, que mais poderia ser agora a culpa era da bebida ou então estava possuído. Comecei a chorar outra vez, fui para a varanda para que o meu primo não percebesse. Quando puxo os cortinados para o lado e olho para a rua, vejo o Peter a chegar ao portão de minha casa, bloqueei, e cruzamos o olhar. Eu não me mexi, então ele falou:
-Maddie, precisamos de conversar.
-Sobre o quê?
-Sobre o que se passou ontem, eu…
-O que se passou ontem é que nunca mais te quero ver à minha frente, nem estar contigo, nem se quer ouvir o teu nome.
Com isto Andy veio ter comigo, preocupado.
-Devias falar com ele. Eu estou aqui se precisares. – disse-me Andy.
-Eu não sei o que lhe dizer.
-Diz-lhe o que sentes, sê forte.
-Ok, eu vou sair, não o quero mais dentro desta casa.
Sai mas nem sequer abri o portão, queria ter algo físico que me separasse dele. Quando o encarei, por momentos esqueci-me do que se tinha passado na noite anterior, apenas queria abraçá-lo e beijá-lo, ficar coladinha a ele a ver um filme na sala. Mas de repente a minha cabeça fez um click, como se me estivesse a avisar para acordar, não é um pesadelo aquilo realmente aconteceu. O que pareceu um longo momento, foi na realidade um minuto ou dois. Até que ele interrompeu o silêncio.
-Amor, desculpa o que aconteceu, eu sei, sou um burro mas eu amo-te de verdade, aquilo, não sei porque se passou. – pausou –eu não sei o que dizer, desculpa.
-Não me chames mais isso, acabamos, o que fizeste ontem foi mau o suficiente, mas com a minha melhor amiga, como foste capaz.
-A culpa não foi só minha. – tentou defender-se.
-Mas isso não muda o que me fizeram, eu amo-te mas não consigo andar contigo desta maneira.
-Mas eu prometo que não volta a acontecer, eu…
-Não digas mais nada apenas vai embora, não me apetece falar agora. – na realidade não me apetecia falar mais com ele, metia-me nojo só de olhar para a cara dele.
-Ok, eu…telefono-te mais tarde. – foi tudo o que disse e foi-se embora encarando o chão.
Ao vê-lo ir embora, quase que gritei pelo nome dele, foi o portão que me deteve de correr atrás do meu amado. Parei no tempo, ouvi uma vez feminina chamar o meu nome, quando olho para o lado oposto por onde o Peter tinha seguido o seu caminho, vejo Kat, não podia piorar. Chegou ao pé de mim, mas sem se aproximar muito, devia estar com medo que eu lhe saltasse para cima.
-Olá! Achas que podemos falar? – disse num tom tão baixo que mal a conseguia ouvir. Eu nada disse. – Não respondes-te às mensagens, nem atendeste as chamadas…
-Porquê? Achas que devia, atender chamadas da minha melhor amiga que eu encontrei aos beijos com o meu namorado?
-Lembras-te quando o conhecemos, eu disse-te que gostava dele, e tu também e depois vocês começaram a sair, e …
-E eu falei contigo, sobre o que eu sentia acerca dele e tudo o que se passava entre nós, e tu disseste que não te importavas que estava tudo bem. Tu até andavas atrás do Matt, o do 12ºano de desporto, disseste que gostavas dele.
-Menti, Maddie tu andavas tão feliz com o Peter, que eu…
-Ficaste com inveja depois que começamos a andar e aproveitas-te a festa em tua casa para mostrar isso. Tu sabias tudo o que se passava, sabias que eu estava feliz, como foste capaz?
-Ontem estava no meu quarto e já tinha bebido demais, ele entrou para vir à casa-de-banho, a outra lá de baixo devia estar ocupada não sei. Eu estava a mudar de camisola, a que tinha vestida sujou-se e ele apareceu e não sei, apenas aconteceu…
-Preferiste acabar com a nossa amizade, e o que me dizes é que não sabes o que aconteceu? – estava a tentar ser forte, eu e a Katy conhecemo-nos no 9ºano, ficamos logo amigas, quando fomos para o Secundário ficámos inseparáveis.
-Acabar não.
-Acabar sim, que esperavas, a tua traição foi pior que a do Peter, tu eras como uma irmã para mim. – comecei a chorar, não consegui ser mais forte. – Não te quero ver mais, graças a ti não sei como poderei alguma vez confiar em alguém. Adeus. – virei as costas e entrei em casa.
Andy veio ter comigo, perguntando-me se estava bem ou se precisava de alguma coisa.
-Não está tudo bem, melhor do que há uma hora atrás.
Nisto, os meus pais chegaram, estava quase na hora de almoço, então o meu primo ficou para comer, se bem que acho que era para me vigiar a mando dos meus pais. Eles quando chegaram viram que eu não estava com boa cara, e sabiam que não lhes iria contar nada pelo menos não tão cedo.


(O que acharam? A escritora espera opiniões)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A New Beginning, Capítulo 1

Capitulo 1

Mais um dia belo de Verão e eu fechada em casa, estamos no final de Junho, a escola acabou a cerca de duas semanas. Acho que estou um pouco sedentária (o que não é normal mesmo), não me apetece sair da cama, e se saio enfio-me no sofá a ver uma catrefada de filmes ou a ouvir musica, quase não dou pelo tempo passar. Durante este tempo todo nem na minha viola toquei. Pois é, sou rapariga, com 17 anos e fechada em casa, não tenho vontade de ver ninguém especialmente desde os acontecimentos passados. Não sei como ele foi capaz de fazer aquilo, no final de contas os rapazes são todos iguais.
Tudo se passou numa festa em casa da Katy, para festejar o final de mais um ano lectivo, a minha melhor amiga ou pelo menos o era pensava eu. Estava com o meu namorado o Peter pensando que tudo estava às mil maravilhas, eu amava-o.
Chegámos a casa da Kat, e fui logo recebida por um enorme abraço.
-Olá best, ainda bem que vieste – disse-me a Katy, com uma alegria fantástica.
-Obrigaste-me a vir lembraste, imploraste-me…?
- Pois. E trouxeste o Peter, melhor ainda vamo-nos divertir.
-Oi! – foi tudo o que ele disse, parecia envergonhado e admirado o que não é normal.
-Até já, vou fazer a ronda e ver se não partiram as loiças da minha mãe, ela matava-me. - E virou costas, acenando em modo de adeus.
-Desculpa amor, mas sabes como a Katy é, faz aquele olhar e consegue tudo o que quer. – Disse-lhe a fazer o beicinho.
- Maddie, como o olhar que me estás a fazer agora? – E beijou-me.
O tempo foi passando, dançamos, bebemos, divertimo-nos a noite estava linda. Nada podia estragar aquela noite. Estávamos os dois na varanda a ver as estrelas, o céu estava perfeitamente limpo naquela noite, maravilhoso, era a palavra que me vinha à cabeça. Eu e o Peter estávamos abraçadinhos, apesar do calor, provavelmente eram apenas os nossos corpos a aquecerem-se mutuamente. Nisto ele levantou-se, e disse:
-Vou buscar mais uma cerveja.
-Ok, eu fico aqui na varanda, e traz-me também qualquer coisa para beber, tenho sede e está muito calor. – Deu-me um beijo na testa e foi à zona das bebidas.
Tinha passado algum tempo e ele não voltava, fui para ir à casa-de –banho do piso de baixo mas tinha lá gente, então fui à do quarto da Katy, conheço a casa como ninguém afinal passo cá muito tempo. Precisava de molhar a cara estava com calor e a ficar com dor de cabeça. Quando abro a porta do quarto, estava a Katy com um rapaz, que olhou para mim, foi ai que lhe vi a cara, era o Peter.
-Maddie? – disseram os dois ao mesmo tempo.
-Peter! Katy! – foi tudo o que consegui dizer, tentei me mexer e sair dali mas os meus pés não se mexiam. Peter vestiu a camisola e saltou da cama para vir ter comigo à porta. Colocou as suas mãos nas minhas bochechas, mas afeitei-o.
-Amor, isto não é bem…
-O que parece. É o que me vens dizer? E logo com a Kat só podem estar a brincar, nunca mais vos quero ver, aos dois. – não o deixei acabar o que ia a dizer, e sai dali a correr. Para não mostrar que estava a chorar, não queria mostrar parte fraca, não agora.
Ao sair do quarto e descer as escadas nem olhei em frente, fui de encontra o meu primo. Ele é apenas um ano mais velho que eu, chumbou um ano na escola, então estamos na mesma turma e saímos com as mesmas pessoas, é o meu melhor amigo. Ele viu que eu estava a chorar.
-Maddie, que se passou? – perguntou.
-Leva-me para casa. – foi o que consegui dizer, e desatei a correr porta fora.
-Está bem, mas contas-me pelo caminho.
Estávamos agora a caminho da casa dele, eu não conseguia parar de chorar, por isso não fomos para minha casa, não conseguiria suportar as perguntas da minha mãe. Ela só ia dizer eu avisei-te, eu não gostava dele. Blá blá blá… agora quem me dera ter-lhe dado ouvidos.
-Prima que se passou, estavas tão bem à bocado com o Peter.
-Não me fales nesse estúpido, horroroso, odeio-o nunca mais o quero ver … - Andrew, parou o carro de repente. Fazendo-me parar de falar.
-O que é que ele te fez, volto a trás e resolvo isto com ele.
-NÃO! Só quero ir para casa, agora.
-Mas o que se passou? Ele tentou alguma coisa contigo? – perguntou-me preocupado. – Aquele estúpido bateu-te, o que ele te fez, Madison?
-Encontrei-o com a Katy. – só de pensar novamente no que se passou à instantes atrás, comecei a chorar ainda mais.
-Encontraste-os como?...Não me estás a querer dizer que eles os dois… - não acabou a frase.
-Sim. – foi tudo o que consegui dizer. E ele voltou a arrancar com o carro.
-Vamos para casa.
Quando chegámos a casa da minha tia estavam já todos a dormir, e ainda bem. Andy levou-me para o quarto dele, e deitei-me na sua cama.
-Vou mandar mensagem à tua mãe para ela não ficar preocupada, digo-lhe que vais passar aqui a noite.
-Não lhe digas porquê, sabes que ela vai ficar toda histérica.
-Está bem digo-lhe que vamos continuar a festa em minha casa, como quando éramos mais novos e fazíamos birra para nos deixarem passar a noite acordados. Mas sem a parte da birra, está bem, já somos crescidinhos e isso iria estragar a minha reputação.
-Ok, obrigado. E não te preocupes com a tua reputação, não é lá muito famosa. – só ele me consegue fazer rir nos meu piores momentos.
-Não gostei dessa, mas desta vez estás perdoada. Vou só buscar o telemóvel e já volto. – saiu do quarto.


(O que acharam do primeiro capítulo? A autora fica à espera de opiniões)

domingo, 5 de setembro de 2010

Nova fanfic

Como podem perceber pelo título, é uma nova fanfic, a autora chama-se Andreia e a fanfic "A New Beginning" e para perceberem do que se trata, irei deixar aqui o prologo.

Prólogo:

A minha vida não podia ser melhor, tenho uma família que adoro, um namorado óptimo e uns amigos espectaculares. Que mais podia esperar?
Mas parece que nem tudo é um mar de rosas, quando descobrimos que duas das pessoas que mais amamos na vida nos traem de uma maneira que parecia impossível acontecer. A confiança é uma das coisas mais valiosas que alguém pode ter, confiamos os nossos segredos, as nossas vivencias a alguém que pensamos ser a pessoa mais confiável que conhecemos, desabafamos e depois levamos uma punhalada pelas costas. Serve-nos como uma lição de vida é certo, mas é injusto.
Fui traída, o meu problema agora é voltar a confiar em alguém, quando se é jovem muita coisa pode acontecer, quando se é adolescente pensamos que já sabemos tudo.
Só espero que volte a ser tudo como dantes. Naqueles momentos em que eu era realmente feliz.


O que acham? Esperamos a vossa opinião.