Dá-nos a tua opinião sobre o filme Amanhecer-Parte 1 AQUI.

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domingo, 11 de setembro de 2011

As mestiças 2 - 29º capítulo

Espero que gostem!




Capítulo 29

-Aqui tens os apontamentos – falei e entreguei o molho de folhas.
-Obrigado, Jenny – agradeceu ele e sorriu. – Vai-me dar muito jeito.
-De nada. Fica com eles o tempo que quiseres – disse e a campainha tocou. – Tenho que ir. Tchau.
Fui em direcção à minha outra aula, quando ele me agarrou o braço. Eu sabia que era ele, porque mal me tocou, uma corrente eléctrica percorreu o meu corpo.
-Jenny, fiz alguma coisa de mal? – perguntou ele e fitei-o. Os seus olhos azuis prenderam-me e eu não consegui falar nada por uns segundos.
-Não – disse. – Não, não fizeste nada de mal.
-Então, porquê essa frieza comigo? Ontem parecias bem, mas hoje, parece que estás distante de todo o mundo e na aula não falaste comigo uma única vez.
-Está tudo bem. A sério – falei. – Vou só passar uns tempos fora de Nova Iorque e não sei se volto.
-Vais para onde?
-La Push, em Washington.
-Boa viagem.
-Obrigada – agradeci, sorrindo. – Tenho que ir. Adeus.
Corri até à minha próxima aula, mas sentia o olhar dele nas minhas costas. Entrei na aula, abstraída com tudo e sentei-me na minha cadeira do costume. O professor entrou e começou a debitar matéria, mas eu não tomava atenção. Mal esperava para a campainha tocar e sair dali a correr até casa, pegar nas minhas chaves do carro e na minha mala de viagem e conduzir até Forks.
O tempo ia passando, lentamente para mim e sempre que olhava para o relógio, ainda só tinha passado um minuto.
-Miss Black, pode responder à minha pergunta? – perguntou o professor, olhando para mim e todos os olhos viraram-se para me fitar, esperando a minha resposta.
-Desculpe, professor, não sei a resposta – disse.
-Se eu fosse a si, tomava atenção na aula, Miss Black.
-Desculpe professor – falei e ouvi uns murmúrios pela sala.
-Continuemos – disse o professor, e continuou a falar. Tentei tomar atenção e tirava alguns apontamentos, mas nada daquilo me fazia sentido.
Quando tocou, arrumei as minhas coisas rapidamente e saí disparada da sala, quase correndo até ao metro.
-Jennifer.
Parei e os ossos gelaram. Virei-me para trás, com medo daquilo que ia encontrar. Era ele. Os olhos vermelhos, naquela altura lilases por estarem com lentes de contacto, o chapéu preto discreto, a pele pálida e aquele cheiro intenso de vampiros que se alimentam de sangue humano. O seu rosto angelical não mostrava qualquer evidência do Mal e parecia inocente.
-Olá Alec – falei e continuei a andar, tentando não demonstrar qualquer medo.
-Como está a tua família?
Olhei bem para cima, e deparo-me com Felix, com o mesmo visual que Alec. Acompanhou-me do lado esquerdo, enquanto Alec acompanhava-me do lado direito.
-Bem, obrigada. Melhores se vocês não estivessem aqui.
-Jennifer, acompanha-nos por favor – pediu Alec, mostrando uma porta com um aspecto suspeito.
-Não obrigada. Estou com pressa.
A porta do metro abriu-se e eu entrei com a multidão, fazendo a minha garganta arder profundamente, mas mais valia isso do que ter os Volturi à perna. As portas fecharam-se e vi-os estáticos na plataforma a olharem para a minha carruagem, baralhados, tentando procurar-me.
Quando cheguei a casa, Alice já me tinha preparado a mala e deu-me as chaves do carro do Emmett.
-Mete-te dentro do jipe e vai o mais depressa que puderes – aconselhou-me Alice, bastante nervosa.
-Sim, Alice, já tinha intenções disso – falei. – Quem é que me acompanha?
-Rosalie e Seth.
-Certo – acenei e fitei o meu avô. – Não preciso de te dizer o que aconteceu no metro, pois não?
-Não, ouvi tudo e a Alice teve uma visão.
-Tive tanto medo por ti – disse Alice e abraçou-me fortemente.
-Acredita, eu também – disse-lhe e olhei para o resto da minha família. Rosalie e Seth apareceram com as suas malas.
-Não te preocupes, Alice, vamos chegar sãos e salvos. Telefonamos-te quando chegarmos – prometeu Rosalie e abraçou-a. – Tem calma, Alice.
-Eu odeio isto! Eles estão a brincar com os meus pontos cegos nas visões! – guinchou Alice.
-Bem, é melhor irmos andando para chegarmos amanhã de manhã.
Despedimo-nos de todos e quando abracei o meu pai, falei-lhe:
-Cuidado com os Volturi. Não deixes eles magoarem e Selena e o Patrick.
-Ninguém brinca com um lobisomem. Já devias de saber isso – disse ele e depois abracei a minha mãe.
Eu, Seth e Rosalie fomos até à garagem, e rumámos a Forks.

sábado, 3 de setembro de 2011

As mestiças 2 - 28º capítulo

Já vamos quase em trinta capítulos, e ainda nem chegámos a meio! Preparem-se, As mestiças 2 é muito longo!




Capítulo 28

Quando amanheceu acordei e vesti-me rapidamente. Saí do quarto para tomar o pequeno-almoço e Alice estava na cozinha, com Jasper, a conversarem muito baixinho.
-Bom dia – disse enquanto ia ao frigorífico tirar o leite.
-Tão cedo? – perguntou Jasper.
-Não é assim tão cedo, tio. Acabou de amanhecer.
-Por isso mesmo, Jenny. A esta hora ainda estarias a dormir – disse a tia Alice.
Suspirei e respondi:
-Talvez esteja sem sono.
Alice e Jasper ficaram a olhar para mim, esperando que eu dissesse mais alguma coisa.
-Esqueçam, não vou falar nada. Preciso de pensar em tudo muito cautelosamente primeiro.
-O Edward disse que ficava cá contigo caso tu quisesses ficar – informou Alice. – Mas não apresentou nenhum motivo especial. O que se passa Jenny?
-Já disse que não se passa nada! – gritei e deixei o leite em cima da bancada cheia de lágrimas nos olhos. Corri até ao quarto dos meus pais e abri a porta. – Pai.
Ele abriu os olhos assim como a minha mãe.
-O que se passa, Jenny? – perguntou ele, levantando-se e indo até mim.
-Só preciso de um abraço – murmurei e corri até ele. Comecei a chorar, cheia de medo e frustração por não saber o que se passava comigo. Eu não sabia o que era aquela inquietação que eu tinha pelo meu corpo todo, como se tivesse um formigueiro a passar por cima de mim.
-Conta-me, Jenny, o que aconteceu? – perguntou ele, numa voz dócil, de pai preocupado.
-Não quero falar – respondi, rezando a todos os santinhos de que eu tinha conhecimento para ele não me forçar a falar.
-Quando quiseres, sabes que estamos aqui, não é?
Acenei com a cabeça.
-Jennifer, olha para a mãe – pediu a minha mãe e eu tirei a testa do ombro do meu pai, fitando-a.
-Sabes que nós não te vamos julgar, não sabes?
-Sei – disse num murmúrio.
-Então porquê essa hesitação?
-Eu ainda não sei bem o que se passa. Tenho medo.
-Então, porque não nos contas? Pode ser que te possamos ajudar – disse o meu pai e eu respirei fundo.
-Eu acho que tive a Impressão Natural.
Os meus pais ficaram estáticos, a olhar para mim, embasbacados com aquilo que eu tinha dito.
-Mas eu ainda não tenho a certeza. A verdade é que ele não me sai da cabeça.
-Há quanto tempo é que o conheces? – perguntou a minha mãe.
-É aquele rapaz, não é? – indagou o meu pai e eu acenei com a cabeça.
-Foi horrível pai. Eu não sabia o que se estava a passar comigo. Continuo a não saber.
-Tem calma, tudo se vai resolver, está bem? Estamos aqui contigo – disse a minha mãe e as lágrimas voltaram. – Não chores, minha linda. Estamos aqui para te ajudar.
-E se tu fosses passar uns tempos a La Push? – sugeriu o meu pai. – Para colocares a tua cabeça em ordem, pensares bem naquilo que sentes e naquilo que queres fazer?
-Não me importava.
-O Seth vai contigo. Ele quer ver o Taylor, por isso, juntamos o útil ao agradável – disse o meu pai.
-Então vai, e nós tratamos das coisas aqui.
-Está bem. Vou hoje depois das aulas – concordei. – Tenho que ir buscar a mala. Até já.
Saí do quarto e fui até ao meu, peguei na mala, nos livros e nos apontamentos que encontrei em cima da secretária. Separei algumas roupas para depois, quando chegasse a casa, fosse só necessário colocá-las na mala.
-Não te preocupes com as roupas, eu trato disso – falou Alice enquanto entrava no meu quarto e pegava no meu telemóvel que estava em cima da secretária. – Não te esqueças disto.
-Não me esqueci – falei e tirei o telemóvel das mãos dela. – Não quero nada muito refinado, está bem? Calças, vestidos e T-shirts. Afinal, eu ando nos bosques.
Dei-lhe um beijo na cara e saí de casa com os meus pais, a tia Sophie e o tio Seth.

sábado, 27 de agosto de 2011

As mestiças 2 - 27º capítulo

Espero que gostem!
Fãs do Edward, preparem-se porque ele vai colocar o seu instinto de avô (isto soa muito mal)!




Capítulo 27

-Temos que voltar a Forks – afirmou Bella. – Temos que ir, Edward, é a única hipótese que temos. Não podemos correr riscos desnecessários.
-Concordo com a Bella, Edward – disse o meu pai. – Em Forks ao menos estamos mais protegidos. Temos o resto da matilha e ainda podemos chamar os Denali.
-Não queremos provocar nenhuma guerra, Jacob – disse Carlisle. – Se fugirmos para Forks, vai parecer que estamos a cometer algum crime, e se chamarmos os Denali, os Volturi irão querer guerra.
-O Taylor voltou para Forks. Foi a decisão mais acertada. Todos nós devíamos voltar também – afirmou Rosalie.
-Eu fico – disse e todos ficaram a olhar para mim. – Tenho os meus motivos. Eu não saio daqui.
-Não podemos correr o risco de seres apanhada.
-Eu acho que… - parei a frase a meio, por afinal, o que achava eu? Que Patrick era giro e muito atraente, que fazia o meu coração bater mil à hora, mas nada mais, certo? E o instinto protector que eu senti no momento em que o olhei nos seus olhos? O que era aquilo?
-Com licença – disse e retirei-me para o meu quarto.
Alguém me seguiu, mas eu não me importei quem era. Sentei-me no chão do quarto, observando a paisagem nova iorquina que eu tanto amava. Amava? Eu não me importava, isso sim. O meu voto de nos mudarmos para aqui foi nulo, porque eu simplesmente não me importava. O Taylor queria vir, e eu não me importei. Apesar de tudo, eu tinha começado a gostar da faculdade e de Nova Iorque, mas não amava. Eu gostava mesmo era de Forks, da sua humidade (que não fazia muito bem ao meu cabelo), da terra, das árvores, da chuva, do tempo sempre nublado, de La Push, dos meus amigos e de correr em forma de loba por longas horas até à fronteira do Canadá ou até mesmo ir para o Sul.
-Posso interromper os teus pensamentos? – perguntou Edward, da ombreira da porta.
-Claro que sim – falei. – Entra.
Ele entrou e sentou-se ao meu lado, com o sol a brilhar-lhe na pele.
-O que se passa Jennifer?
-Eu não sei se me apetece falar.
-Então pensa. Sempre é mais fácil.
Respirei fundo e mostrei a Edward o que tinha acontecido hoje: a minha discussão com Selena; conhecer Patrick e o que eu senti por ele; a discussão com o meu pai e a forma como me esgueirei dele; a Jane a atacar-me; os Volturi no metro; e a minha preocupação com Taylor. Eu sei, ele era meu primo e eu posso não gostar muito dele, mas sabia muito bem que ele é muito importante para a família.
-Não te preocupes com o Taylor. Tenho a certeza que ele está bem.
Suspirei.
-E sobre esse rapaz… acho que seria melhor falares com o teu pai.
-O quê? – perguntei chocada.
-Jenny, eu compreendo que o teu pai pode não ser muito compreensivo em relação a isso, mas ele é um lobisomem e conhece melhor do que eu os indícios de Impressão.
-Não estás a insinuar que eu posso ter ganho a Impressão Natural com um rapaz que eu nem conheço, pois não?
-Não serias o primeiro caso.
-Ai não?
-Não. O Jacob quando teve a Impressão com a tua mãe e não a conhecia, o Jared, o Paul e o Quil também lhes aconteceu o mesmo.
-Eu sei mas… aconteceu em Forks ou em La Push! Se eu me vou mudar para Forks, posso nunca mais o ver.
-Hum… - ele pensou durante um pouco, com os olhos semicerrados e uma ruga na testa. – Isso não seria muito saudável para os dois. Por que não o conheces um pouco e conversas com ele?
-Para quê?
-Para perceberes melhor o que esse coração te está a dizer – disse ele, apontando para o meu coração. – Ele saberá dizer-te melhor o que estás a sentir do que eu.
-OK, OK. Vou tentar. E o que faço em relação à Selena e à sanguessuga malcheirosa?
-Isso é fácil: ignora-as. Pode ser que um dia eu faça uma visita ao campus.
-E a mensagem da Jane?
-A Jane já devia de ter aprendido que os Cullen podem não chacinar pessoas, mas têm mais estratégia do que eles.
-Ela não está sozinha, em Nova Iorque. E com os poderes deles, isto pode tornar-se um jogo muito perigoso.
-Só se tornará se nós o jogarmos, Jenny. Faz a tua vida normalmente, ignorando-os – aconselhou ele.
-E se eles vierem ter comigo? – perguntei, tentando não pensar num cenário pior.
-Eles não irão. O que eles querem, não conseguirão através de ti, e eles sabem disso.
-E o que eles querem?
-Querem-me a mim, a tua avó e a Alice. Eles sabem que não o conseguiram pela força.
-Mas podem matar-me.
-Jenny, só se torna perigoso se tu jogares o jogo deles. Não deixes isso acontecer – voltou a recomendar Edward. – Agora, vou deixar-te a sós com os teus pensamentos e se precisares de mim, é só chamares-me.
-Obrigada, avô.
-De nada, pequena Jenny – disse ele e beijou-me o cabelo, retirando-se de seguida.

domingo, 21 de agosto de 2011

As mestiças 2 - 26º capítulo

Olá a todos!
Hoje vão conhecer oficialmente o Patrick, que está na capa ao lado da Jenny. Espero que gostem, e comentem!




Capítulo 26

Narrado por Jenny

 -OK, Selena, pela última vez, vamos falar mais civilizadamente, sem esta sanguessuga nojenta, noutro lado – falei, perdendo quase a minha paciência.
-E pela última vez, eu digo não! – exclamou ela, esquivando-se de mim e saindo pelo corredor. Jane olhou para trás e sorriu vitoriosamente. Cerrei os dentes e fui até ao meu cacifo.
Tirei os livros que iria necessitar para a aula seguinte e fechei o cacifo.
-Credo! Seth, tu precisas mesmo de parar de fazer isso! – exclamei, saltando e revirando os olhos.
-Tens tido notícias do Taylor?
Voltei a revirar os olhos e encaminhei-me para a sala.
-Seth – tinha que o tratar assim sempre que estávamos na Faculdade. Na verdade, já o tratava quase sempre assim. – A única pessoa que provavelmente tem mais notícias é a Rosalie. E, por favor, eu só cá estou há duas horas.
-Desculpa, mas pensava que ele te tinha contactado.
-Tu e o Jacob seriam os primeiros a saber, e tu sabes disso.
-Sim, eu sei, mas apesar de eu saber que vocês estão sempre em disputa um com o outro, acho que ele iria falar primeiro contigo.
-Errado! – ripostei e a campainha tocou. – Seth, tenho que ir para a aula. Vemo-nos mais logo.
-OK. Até logo.
Ele seguiu para a saída e eu entrei na aula. Sentei-me numa das últimas filas, abrindo o caderno e anotando a data.
-Bom dia turma – disse o professor, enquanto pousava as coisas dele na secretária. – Houve vamos prosseguir com a matéria dada…
A porta abriu-se de rompante e o professor parou de falar, olhando ameaçadoramente para o aluno. Ele não era ninguém que eu já tinha visto na aula, nem ninguém que eu alguma vez tenha visto no campus, e acreditem, eu tenho andando muito pelo campus, tentando proteger a Selena da sanguessuga malcheirosa.
-Desculpe professor.
-Quem é o senhor?
-Patrick Monroe – disse ele e entregou uma folha ao professor.
-Sente-se e no final da aula venha ter comigo.
Ele acenou e fitou a turma. Deu um sorriso enviesado e o meu coração parou de bater uns segundos, para voltar a bater de maneira completamente louca. O meu desejo era ir ter com ele e protegê-lo daqueles olharem inquisidores da turma.
Ele olhou para mim e sentou-se ao meu lado. Pensando melhor, talvez ele estivesse a olhar para a única cadeira vazia, que estava ao meu lado direito.
O professor continuou a falar sobre a matéria mas eu não ouvi nada. Estava concentrada em tudo o que ele fazia, observando-o pelo canto do olho. Quando a campainha tocou, foi como se eu tivesse acabado de acordar de um sonho. Arrumei as minhas coisas o mais rápido que podia, e para meu grande azar, um lápis caiu para o chão. Baixei-me para o apanhar e ele também, o que resultou numa batida na minha cabeça.
-Au! – exclamou ele. – Desculpa, culpa minha.
Ele apanhou o lápis e entregou-mo.
-Chamo-me Patrick. E tu?
-Jenny – respondi mecanicamente. Os olhos dele eram tão azuis que me faziam lembrar os olhos da tia Sophie, tão azuis e tão profundos.
-Prazer, Jenny. Posso pedir-te um favor? Sei que isto fica mal a um aluno que acabou de chegar, mas posso pedir-te alguns apontamentos que tenhas?
-Claro que sim. Amanhã entrego-tos.
-OK. Obrigado. Tens mais alguma aula?
-Não, vou agora para casa. Porquê?
-Bem, eu ainda não conheço muito bem o campus, e tu pareces muito estudiosa… - ele corou e eu sorri.
-Na verdade, conheço bastante bem o campus. Vamos?
-Pode ser.
Saímos da sala e saímos do pavilhão. Virámos à esquerda e vi o meu pai na esquina, a olhar ameaçadoramente para Patrick.
-Hum… Patrick, acho que a visita vai ter que ficar para outro dia. Tenho que ir.
-Mas já?
-Sim, já. O Jacob vai comigo para casa.
-É o teu irmão? – perguntou ele, olhando para o meu pai.
-Não, é meu primo. Tenho que ir. Tchau.
Corri até ao meu pai que me abraçou e pegou na minha mochila.
-Eu posso carregar a minha mochila – afirmei enquanto andávamos.
-Quem é ele?
-Quem se importa?! – exclamei e pelo olhar que ele me deitou, percebi que não tinha outra hipótese em falar, mas a minha garganta ficou seca e dei uma olhadela para trás, tentando certificar-me que ele estava bem. Já lá não estava e fiquei triste. – Chama-se Patrick e é novo na minha aula de Comportamento Humano.
-Parece que gostou muito de ti.
Aquela conversa já me estava a irritar e tirei a minha mochila das mãos dele abruptamente.
-Pois, e pelo que eu sei, o mundo também me adora porque eu sou maravilhosa e filha do Jacob Alpha da matilha de Forks. Até logo, pai.
-Jennifer… - ouvi o rosnado dele, mas já estava muito longe. Sabia que ele me seguiria, mas fiz um desvio e entrei no edifício das camaratas das raparigas.
Respirei fundo e coloquei-me à escuta. A porta abriu-se e Selena entrou a rir ás gargalhadas com Jane. Trazia na mão um gelado. Quando me viu, o sorriso dela desapareceu.
-O que queres?
-Acredita, Selena, tu não és o centro do meu mundo.
Uma pontada na cabeça atingiu-me, provocando-me uma dor imensa.
-Ah! – gritei e caí no chão com as dores.
-Jane, pára com isso! – exclamou Selena.
-Como queiras – respondeu Jane e a dor parou imediatamente. – Um recado para a tua família: os Volturi estão de volta.
Deixei-me ficar no chão e elas subiram as escadas. A porta voltou a abrir-se e o meu pai apareceu.
-Jenny, o que aconteceu? – perguntou ele, levantando-me.
-Nada – menti. – Falamos em casa. Prometo.
-Falamos em casa, então.
Saímos do campus e fomos em direcção ao metro. Primeiro veio o cheiro, intenso, enjoativo, e demasiado frio, que me queimava as narinas. Não era o cheiro de nenhum da minha família, era desconhecido.
E depois vi. Os olhos vermelhos intensos, a olharem para mim e para o meu pai, com um sorriso vingativo no rosto. Atrás dele, estavam mais dois, com as suas vestes pretas e chapéus com abas grandes.
-Pai – murmurei e ele ficou instantaneamente tenso ao meu lado.
-Entra, Jennifer, entra – disse ele muito rápido e assim que a carruagem abriu, entrámos.
Aqueles breves segundos foram de pura tensão. Tanto eu como o meu pai, fitávamos aqueles três rostos ameaçadores, à espera que eles fizessem algo, mas nada fizeram.
Os meus pensamentos fugiram instantaneamente para Patrick e o sorriso de embaraçado dele.
Oh, não, primeiro tenho que chegar a casa, e pensar que estranha sensação era aquela que eu tinha por ele.
O metro arrancou e eu continuei presa àqueles olhos vermelhos vivos, a olharem para nós.
-Pai…
-Em casa Jennifer. Temos muito que falar.
-Aqueles eram… os Volturi? – falei, num tom mais baixo, que os humanos não conseguiriam captar.
-Sim. Alec, Felix e Demitri. O Edward não vai ficar muito feliz por saber que eles estão de volta.

sábado, 13 de agosto de 2011

As mestiças 2 - 25º capítulo

As mestiças está de volta! Desculpem por não ter postado nas últimas semanas, mas não conseguia escrever nada, por isso eu não postei nenhum capítulo. Mas esta semana tive uma pontinha de criatividade, e aqui está ela. Espero que gostem! O Nahuel tem notícias que não vão agradar a muitos...
Comentem!




Capítulo 25

-Há uns tempos atrás, decidi mudar-me para o Texas com a minha tia, para conhecermos outro tipo de civilização. Acho que não sabes, mas eu nasci quase no centro da floresta tropical, por isso, o meu conceito de civilização é um pouco diferente do teu. Quando estive no Texas, conhecia uma mulher chamada Maria e ela alegou lembrar-se do Jasper.
-Do Jasper? – perguntei, atónito. Eu conhecia bastante bem o passado do Jasper, mas pensei que a Maria já estivesse morta.
-Sim, do Jasper. Foi ela quem o transformou e não estava lá muito feliz por o Jasper ter-se esquecido do que ela lhe ensinou.
-E por que raio tiveste que falar da minha família?
-Veio numa conversa. Ela estava interessada em saber como é que os vampiros do Norte viviam, então, falei da tua família e dos Denali.
-Somos uma família muito rara – disse-lhe.
-Sim, eu sei, mas ela queria saber se os do Norte viviam como eles viviam.
-Ela está a criar um exército?
-Oh, sim. Aliás, eu transformei alguns, mas depois percebi o esquema dela.
-E qual é o esquema dela?
-Para a Maria, eles são só números, não são seres que pensam. Quando eles chegam a quase um ano de existência, ela elimina-os – respondeu ele. – E aquilo chocou-me. A minha tia não me ensinou daquela maneira, mas por um lado, compreendo-a: ela tem que fazer aquilo para sobreviver.
-E quando é que foi que ficaste a saber que eles estavam a pensar mudar-se para o Norte?
-O Texas é um excelente Estado, mas no Norte eles conseguem dispersar-se mais, devido ao mau tempo.
-Como Forks.
-E não só. O Alasca, Ontário e Montereal são umas das opções de Maria, apesar de, pelo que eu entendi, ela querer o Jasper de volta.
-Isso não ajuda nada – comentei.
-Pois não. Foi por causa disso que eu vim. Para vos avisar que o melhor era saírem de Forks por uns tempos. A Maria não é confiável.
-Pois, já tinha percebido pela história do Jasper.
-Tens que perceber que a Maria é muito pior do que aquilo que o Jasper te disse. Não sei bem quando é que ele a conheceu, mas ela é muito má e calculista. Não olha a meios para atingir os fins.
-Sim, eu sei – concordei. – Tenho que avisar a matilha sobre a Maria.
-E avisa também a tua família. É perigoso estarem separados agora.
-Acabaste de dizer que o melhor era eles saírem de Forks.
-Não sei bem o que está certo ou errado
-Nisso estás certo. Não podia concordar mais contigo.
Saí de casa e transformei-me. Felizmente, apenas o Embry e o Paul estavam de ronda, por isso, eu avisei-os rapidamente que tínhamos um visitante e para terem cuidado com qualquer indício que denuncie outro vampiro (ou vampiros), tanto aqui, como no resto do Estado de Washington.
Voltei a casa e telefonei para a minha mãe.
-Filho! Está tudo bem?
-Sim, está. O Nahuel apareceu por aqui, e não trás muito boas notícias.
-Ai sim? – ela pareceu um pouco desiludida, mas não percebi bem porquê.
-Sim, parece que a Maria está a pensar em vir para o Norte.
-Oh, isso é muito mau.
-Pior, parece que ela quer o Jasper de volta.
-Talvez fosse melhor voltarmos.
-Não! – exclamei de repente. – Têm que ficar para cuidar dela. Por mim.
-Taylor, temos que voltar a Forks.
-Discute isso com o Edward ou com o Carlisle. O meu voto é vocês não voltarem. Vou dando notícias. Adeus.
Desliguei o telemóvel, não lhe dando hipótese de ela se despedir ou falar de outro assunto.
-Passa-se alguma coisa? – perguntou Nahuel, da ombreira da porta.
-Não – menti, e continuei a fitar a paisagem do meu quarto. Ou melhor, do quarto da tia Rose. – Não se passa nada.
E esse, era o problema: não se passava nada.

domingo, 17 de julho de 2011

As mestiças 2 - 24º capítulo

Espero que gostem!
O Nahuel vai voltar, com algumas notícias que não são muito animadoras...




Capítulo 24

O mar estava calmo, sem uma única ondulação, mas eu sabia que iria durar pouco: as nuvens aproximavam-se vindas do Norte e em breve seria uma tempestade enorme. Talvez, pudesse chover durante dois dias seguidos, com ventos violentos e algumas quedas de árvores.
-Taylor – chamou Leah, a minha tia.
-Oi, tia – falei, não me virando.
-O teu pai telefonou. Quer saber como é que tu estás.
-Estou melhor. Mas ele podia ter-me telefonado.
-Ele não te telefonou, porque sabia que tu não irias responder.
-Quem te disse isso? – perguntei com a raiva a aumentar. Eu odiava esta coisa de lobos, em que nós sabíamos tudo uns dos outros, quer quiséssemos ou não.
-Taylor, tu não tens retornado os telefonemas da tua mãe e ligas, muito raramente, à tua prima e à Rosalie. Sabes que isso não está certo, não sabes?
-Então, o que está certo afinal?! – perguntei, com raiva e frustração na voz, enfrentando-a. – Nada disto está certo, percebes?!
-Taylor, tu precisas de ter calma.
-A sério? E não é o que eu tenho tido nestas últimas semanas?
-Não! – gritou ela, mesmo na minha cara. – Tu tens estado a afogar-te nos teus problemas, e acredita em mim, isso não é nada bom! Não os vais resolver desta maneira, precisas de reagir!
-Ai sim? Como? Eu estou em Forks e sinto a dor dela!
-Vês? Tu já nem sequer consegues dizer o nome dela!
Baixei os olhos, tentando controlar o fogo na minha coluna. Quando estava na forma de lobo, era muito mais fácil controlar estes sentimentos. Deixava os meus instintos de lobo dominarem-me e esquecia tudo.
-Vai para casa dormir. Precisas disso, Taylor.
-Eu não consigo dormir. Já devias de saber disso – falei, fitando-a.
-Tenta. Arruma a casa, faz comida, dorme, vê TV, qualquer coisa! Mas vai para casa e relaxa.
-Eu não consigo. Sinto-me incompleto.
-Taylor, como substituta do Jacob e do Seth, eu ordeno-te que vás embora para a tua casa, agora! – mandou ela, olhando-me firme.
-OK – disse, encolhendo os ombros.
Embrenhei-me na floresta e transformei-me. Segui até casa, correndo o máximo que podia, tentando esquecer tudo, e cumprindo a ordem da Leah. Quando cheguei a casa, houve um cheiro que eu não sabia bem o que era, mas era parecido com o cheiro da minha mãe e da Nessie.
Vi um vulto a andar em volta da casa. Era um rapaz, com uma aparência parecida com a minha, mas tinha a pele mais morena e os olhos eram muito curiosos. Ele não era 100% humano, mas também não era vampiro.
Rosnei e atirei-me a ele. Rolámos pelo pavimento e ele tentou defender-se, mas eu imobilizei-o com o meu poder, muito parecido com o da minha mãe, mas que infelizmente, só se manifestava quando eu estava em forma de lobo.
-Calma! – pediu ele, sorrindo, percebendo que não se podia mover. – Sou amigo da família Cullen. Só os vim visitar, mas parece que eles não estão cá há já algum tempo.
Continuei a rosnar, mas quando percebi que aquilo o estava a divertir, entrei pela floresta e voltei a transformar-me. Voltei para onde ele estava e ele já estava de pé, a sacudir a roupa.
-O que é que tu queres? – perguntei.
-Obrigado pela tua cordialidade! – exclamou ele, irónico. – Sou o Nahuel, um amigo da família Cullen. E tu?
-Sou um membro da família Cullen.
-Isso é impossível! És um lobo!
-Sou filho da Sophie e do Seth.
-Não acredito. A Sophie e o Seth tiveram um filho?
-Como é que conheces os meus pais? – perguntei.
-Bem, é uma longa história. Primeiro, conheci a Alice e o Jasper, depois o resto da tua família, quando a Nessie ainda era muito jovem. Depois, quando os Volturi voltaram a fazer uma segunda visita, cá estava eu, e conheci a tua mãe.
-E o que estás aqui a fazer?
-Estava só de visita.
-Eles não estão cá – informei.
-Isso já eu tinha percebido. Sabes onde é que eles estão?
-Seria muita informação para ti.
-Bem, estou disposto a correr o risco.
-Não te vou dizer para onde a minha família foi – disse-lhe. Ele estava sinceramente a irritar-me e apesar de eu me lembrar vagamente de a minha mãe me falar do Nahuel quando eu era muito pequeno, não estava a gostar muito da atitude dele.
-Ouve, eu não vim aqui para arranjar problemas, está bem? Na verdade, eu tenho algumas informações sobre o que está a acontecer no Sul.
-Sul? Queres dizer, América do Sul, certo?
-Sim, exacto. Parece que os exércitos estão a vir para Norte.
-Os exércitos de vampiros? Aqueles que se situam mais no Texas?
-Sim, isso. Mas é uma história muito longa, não podemos entrar e conversar num ambiente mais confortável?
-OK. Entra – disse e fui à frente, para lhe abrir a porta e mostrar-lhe a casa. 

domingo, 10 de julho de 2011

As mestiças 2 - 23º capítulo

Espero que gostem!
Eu sei que é pequeno, mas o próximo vai ser maior!
Comentem, please!



Capítulo 23

Não prestei grande atenção na viagem, apenas tinha que me manter concentrado em não chocar contra os outros carros. Fui o tempo todo pensando na melhor maneira de falar com a Selena, mas continuava a não me surgir nenhuma ideia. Todas aquelas que tinha tido em Denali não faziam sentido e eu já tinha gasto todas ideias de como lhe dizer que nós não somos o que contos dizem. Como é que eu lhe ia dizer o que realmente tinha acontecido, se até nem eu sei? Simplesmente aconteceu.
Carlisle foi transformado por acaso, Edward, Rosalie, Emmett, Esme e até Bella foram transformados porque estavam à beira da morte. Jasper foi transformado com um propósito e Alice foi para poder escapar da morte certa. O meu pai e Jacob são lobisomens porque um espírito entrou num corpo de um lobo, e a Nessie e a minha mãe são o acontecimento de uma noite de amor entre um vampiro e uma humana. E então, nasci eu e a Jennifer que somos humanos, lobisomens e vampiros.
Ela é simplesmente uma humana! Não irá conseguir entender o que somos. Ela sabe a parte em que eu me transformo em lobo e ficou a descobrir que sou uma junção de vampiro com lobo. Posso ser imortal. Não irei crescer mais do que isto e ela acabará por morrer. A não ser que lhe conceda um pouco de veneno de vampiro e ela fique congelada. Mas eu não seria capaz de lhe fazer isso. Não tenho o direito de a julgar à sentença de morte. Ela assim não iria conhecer o Céu, mas sim o Inferno.
Segui pelas ruas de Forks, diminuindo um pouco a velocidade e indo logo para La Push. A viagem durou cinco minutos. Estacionei o carro ao pé da casa da Leah e da avó Sue e saí. Bati à porta e ninguém atendeu. Então saí do alpendre e embrenhei-me um pouco pela floresta, tirei a roupa e transformei-me.
Taylor!
Exclamaram todos ao mesmo tempo e eu senti o calor da amizade. Sem dúvida, esta tinha sido uma óptima escolha.

domingo, 3 de julho de 2011

As mestiças 2 - 22º capítulo

Obrigada pelos comentários! Li-os todos e é bom saber que continuam a seguir a minha fanfic! Prometo que vou fazer capítulos maiores.
Bjs




Capítulo 22

Uma semana passou e eu não entrei em contacto com a matilha, apenas com a minha tia Rosalie pelo telemóvel. Ela ia-me contando algumas novidades.
Eles não decidiram mudar-se para Forks, mas Jenny, Jacob, Nessie, o meu pai e a minha mãe vigiavam todos os movimentos de Jane. Selena não voltou a falar com eles, e desviava o olhar sempre que os via e pelos vistos tinha encontrado uma nova amiga: Jane, mas Jenny estava sempre de olho, e intrometia-se sempre que achava que aquilo estava a passar dos limites. A minha mãe queria ansiosamente notícias minhas, e a minha tia ia-a sossegando, dizendo que eu estava bem, na medida do possível, mas eu sabia que mais tarde ou mais cedo tinha que enfrentar os meus problemas.
Enquanto andava pela floresta, a pé, percebi que eles também precisavam de mim, mas eu não queria voltar a NY e enfrentar a dor da Selena. Eu estava a quilómetros de distância e conseguia sentir o que ela sentia, não seria capaz de estar ainda mais perto. Talvez fosse melhor eu voltar a Forks. Tinha a minha tia Leah, o Sam, o Jared, o Embry, o Paul e a Rachel. Era o melhor. Desta forma, eu conseguia ajudá-los, mas mantinha a distância que tanto precisava.
Voltei a casa e encontrei Tanya no escritório dela a ler um livro.
-Oi Taylor.
-Oi Tanya. Precisava de falar contigo.
Ela baixou o livro e deixou-o em cima de secretária.
-Claro! Fala.
-Eu estou a pensar em voltar a Forks.
Ela nem pestanejou uma única vez.
-Estás com saudades da tua família, não é?
-Vocês também são parte da minha família.
Ela gargalhou.
-Eu sei, e fico muito agradecida por nos considerares como parte da tua família, mas eu estava a referir-me à tua família lobo. Há uma semana que não te transformas e eu sei que isso é necessário para o teu bom funcionamento mental e físico.
-Sim.
-Há mais alguma coisa que me queiras contar?
-Não são só saudades. É uma maneira de os ajudar, mantendo a distância.
Ela acenou e sorriu.
-Muito bem! Só avisa quando fores para nós…
-Vou dentro de duas horas.
-Oh, OK – ela pareceu um pouco desiludida, mas levantou-se e falou: - Então vou telefonar à Carmen e á Kate que foram caçar para se despedirem de ti, pode ser?
-Sim, claro, também gostava de me despedir de todos. Até já.
-Até já, Taylor!
Saí do escritório dela e fui até ao meu quarto, que era o quarto de hóspedes. Comecei a arrumar as minhas coisas calmamente, pensando em quantas horas é que iria demorar se fosse a conduzir até Forks. Talvez umas seis. Chegaria por volta de meia-noite.
Fechei a mala, tirei os lençóis da cama e coloquei-os para lavar, peguei nas chaves do carro, nos documentos falsos e no meu telemóvel, e fui colocar tudo dentro do carro.
Kate e Carmen chegaram quando estava a entrar outra vez em casa e sorriram para mim. Retribuí o sorriso, apenas por educação. Não me apetecia sorrir, e também não tinha motivos para isso. A minha vida estava destruída. A Sel achava-me um monstro e fui um cobarde por me ter afastado da minha família, que naquela altura precisava de mim mais do que nunca.
-Faz boa viagem, Taylor – falou Eleazar dando-me um aperto de mão.
-Volta sempre que quiseres. Sabes que as portas estão sempre abertas para ti e para o resto da tua família – disse Carmen, enquanto me abraçava.
-Obrigado, Carmen.
-Foi bom ter-te aqui, embora não tenha sido por um bom motivo – falou Garrett, apertando-me a mão.
-Também gostei de ficar aqui.
-Quando chegares, avisa, pode ser? – pediu Tanya.
-Claro que sim.
-Manda cumprimentos aos teus pais – disse Kate.
-Farei isso – concordei e saí de casa. Acenei mais uma vez, e preguei a fundo no acelerador, rumo a Forks.

sábado, 25 de junho de 2011

As mestiças 2 - 21º capítulo

Espero que gostem!
Comentem, por favor! Não tenho recebido comentários nos capítulos anteriores e eles são o combustível para continuar a escrever.




Capítulo 21

Taylor a narrar
Voltei a pegar no carro e segui os poucos quilómetros que restavam para chegar a Denali. Estacionei o carro ao pé da casa da Tanya e ela saiu a correr.
-Taylor! Que bom ver-te! – exclamou ela, abraçando-me.
-Olá Tanya – falei num tom monocórdico.
Ela afastou-me e olhou-me nos olhos.
-O que se passou?
Suspirei. Não valia a pena esconder a verdade.
-É uma longa história.
-Entra – convidou ela e encaminhámo-nos para dentro de casa.
Carmen e Eleazar apareceram seguidos de Kate.
-Taylor! – exclamou Kate vindo abraçar-me. – Que bom ver-te!
-Olá Kate – falei, retribuindo o abraço.
-O que se passou, Taylor? Por que vieste sozinho?
-Era isso que ele ia começar a contar, não era, Taylor? – falou Tanya, apontando para o sofá.
-Sim – concordei e sentei-me. Olhei para os rostos de cada um deles, e notei que faltava um elemento. – Onde está o Garrett?
-Foi caçar, ele estava sedento – respondeu Kate.
Acenei com a cabeça.
-A minha família, está óptima, não se preocupem com isso – assegurei logo. – Sou eu que não estou bem e preciso de um tempo longe deles.
-Foi algo de grave? – perguntou Eleazar.
-Foi. Eu tenho uma Impressão Natural, mas isso vocês já sabem. Ela ficou a descobrir que o resto da minha família é vampira e… ela ficou um… pouco… - não consegui acabar a frase.
-Transtornada – completou Tanya, com compreensão no seu olhar.
-Sim, isso mesmo.
-E ela não te quer ver.
-Ela só está assustada, mas… sim, isso também. Ela pensa que eu sou um monstro.
-Podes ficar aqui o tempo que quiseres Taylor, sabes que és bem-vindo – disse Kate.
-Obrigado pela vossa hospitalidade – falei e baixei o olhar, não querendo enfrentar aqueles olhares de compaixão e compreensão. Eu não precisava que ninguém tivesse pena de mim, só precisava de espaço para tentar encontrar uma maneira de explicar à Sel o que estava a acontecer.

sábado, 18 de junho de 2011

As mestiças 2 - 20º capítulo

Aqui está mais um capítulo. Espero que gostem!



Capítulo 20

Transformei-me e Embry estava a fazer a ronda com Jared.
Oi malta!
Jenny! O que estás a fazer aqui tão cedo? Aí deve de ter acabado de anoitecer!
Sim, Embry, mas eu tenho notícias.
E quais são?
Os Volturi estão de volta.
Os dois pararam de correr imediatamente e Jared começou a uivar, começando a chamar os outros.
Jenny! Como é que está a Selena?
Taylor?
Eu juro, juro por tudo, eu nem tinha notado que ele estava ali. Pensando melhor, ele não estava a pensar nada específico, não tinha nada no pensamento para além da floresta que lhe passava por um raspão. Quando ele falou na Selena, só surgiu a imagem dela a sorrir. Nada mais. Ele era um poço sem fundo.
Não quero que tenham pena de mim.
Eu não tenho!
Falei depressa demais, sem pensar uma única vez no que tinha dito. Ele ficou furioso, porque pensou que não era sentido, mas surpresa! Eu sentia o que ele sentia, e não era nada fácil lidar com isso.
Jenny, mais detalhes, pediu Jared.
A Jane está…
NÃO!
Bolas! Porque raios nós tínhamos que ter aquela coisa de ouvirmos os pensamentos dos outros!? Ele percebeu que a Selena estava em perigo, e correu ainda mais depressa.
Taylor!
Exclamámos todos ao mesmo tempo, fazendo-o tremer da pressão que tínhamos feito.
Estou a chegar a Denali. Jenny, cuida da Selena. Por mim.
Farei isso.
Ele saiu e ficámos só nós os três.
O que aconteceu?
Mostrei ao Jared e ao Embry o que tinha acontecido e eles perceberam imediatamente o que se passava.
Quando ele chegou eu já estava de ronda.
Jared! Já estás há imensas horas a fazer a ronda. Devias de descansar!
Descansa Jenny. Aqui as aulas ainda nem sequer começaram.
O que aconteceu, Jared?, perguntou Embry.
E então eu vi e senti: a luta do Taylor por buscar os seus instintos de lobo, tentar esquecer-se da sua parte humana, da sua Impressão, da sua família. Vi como Jared viu ele a construir a barreira sobre ele, como ele apareceu e desapareceu várias vezes do pensamento dele. Ele queria saber notícias da Selena, e recusava-se a falar com todos, ansiava apenas uma pequena notícia.
Fui má.
Não, Jenny, foste verdadeira e deste-lhe uma notícia.
Devia ter-lhe mentido.
A culpa assolou-me. Eu só fiz pior. Agora, ele devia de estar a sentir-me pessimamente mal e eu era a culpada.
Pessoal, vou sair. Falem com os outros. Tenho que voltar para casa.
OK. Tchau Jenny.
Voltei para trás e entrei no carro. Voltei para casa, um pouco mais devagar do que o normal, não me importando com os outros carros. Neste momento, só pensava em Taylor, e na sua dor. Era nestas situações que eu pensava “ainda bem que não tenho uma Impressão Natural”.