Dá-nos a tua opinião sobre o filme Amanhecer-Parte 1 AQUI.

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

New Life - 55º Capítulo, 2ª Parte (Final)

Olá!
Aqui está a segunda e última parte do último capítulo da fanfic New Life.
E agora a surpresa que anunciei no capítulo passado: a Debbie disse que haverá continuação, é verdade leram bem, mas que ainda não sabe quando é que começara a postar, quando ela começar a postar, também aqui será postada.
Não deixem de comentar, a Debbie merece.
Deixo-vos agora com o capítulo.

Capítulo 55, Parte 2 (Final)

Ele beija-me daquela forma e depois quer ir dar uma volta? Se ele queria que eu desse parte fraca, estava muito enganado, podia não ser a minha vontade, mas íamos dar a volta!

- Vamos. – Peguei na sua mão e levantei-me.

- O quê? – Perguntou-me surpreendido.

Beijei-o como me beijara, intensamente e falei:

- Quero ir dar uma volta, vamos. – Comecei a andar.

- Okey. – Disse desapontado. – Mas que tal almoçarmos primeiro?

- Vais cozinhar para mim? – Sorri.

- O que queres comer? – Abraçou-me.

- O que tu quiseres.

- Vou fazer massa.

- Uau, amor, que difícil.

- Tu não provaste o meu molho! – Fez birra, ri-me

(...)

Acabamos de comer e de arrumar a cozinha, tinha que admitir, a massa dele, era incrível, não era bem a massa, mas sim o molho, molho esse que Seth não me deixou ver como se fazia.

Íamos agora sair.

- Princesa, tens a certeza que queres ir dar uma volta? – Agarrou-me e beijou-me.

Querer, não queria, mas ia, Seth não me ganhava assim, ele era um lobo, mas nas minhas veias corria sangue de loba.

- Claro, amor. Vamos. – Peguei na sua mão e com a outra peguei em Em.

- Esta miúda enlouquece-me! – Ouvi Seth resmungar baixinho para si próprio, enquanto saímos de casa.

- Para onde vamos? – Perguntou-me, enquanto era rebocado por mim.

- Depois vês. – Respondi.

Ele bufou e não respondeu, ri-me.

Íamos em direcção à praia, era o meu sítio favorito em La Push, fazia-me sentir maravilhosa, no meio do caminho encontramos Claire com Quil.

- Olá. – Disseram e Claire veio ter com o cão. – Onde vão? – Perguntou Quil.

- Também eu gostava de saber. – Resmungou Seth.

Quil olhou-me.

- Onde vais, Quil? – Perguntei, desviando a conversa.

- Vou levar a Claire ao parque, aproveitar o bom tempo.

- Bia, posso levar o cão? – Perguntou Claire.

- Claro, querida. Ele precisa de conhecer novos sítios. – Bem, eu não me importava nada, até me fazia um favor. – Depois o Quil leva-o para casa. – Sorri.

- Obrigada, Bia. – Abraçou-me e foi ter com o meu primo.

- Atenção às horas. – Disse Quil.

- Não te preocupes. – Respondi.

- Atão adeus. – Despediu-se, e ele, Claire e Em, foram embora.

- Podes dizer-me onde vamos?

- Confia em mim. – Pedi.

Chegamos à praia e esta estava vazia, como sempre, o mar, estava bravo, exactamente como no dia do meu acidente, à muito tempo, ele pareceu notar, também.

- Que deja vu. – Abraçou-me.

- Não te preocupes, eu não volto a entrar na água, quando o mar estiver assim. – Beijei o seu peito quente.

- Eu sei, tu prometeste-me naquele dia. – Sentou-se, e eu sentei-me de costas para ele, colando as minhas costas no seu peito.

- Naquele dia tanta coisa mudou…

- Espero que tenha sido para melhor. – Beijou-me o pescoço, enquanto os seus braços me prendiam mais para si.

- Tu foste uma espécie de milagre, eu pensava que ao vir para aqui ia ser um pesadelo, embora ame isto, e a minha família, isto tinha demasiadas recordações dos meus pais, pensava que seria doloroso, relembrar, mas não é. Faz-me bem relembrar os momentos com os meus pais, contigo a meu lado, sentindo o teu carinho, o teu amor, os teus braços, os teus lábios, o teu corpo, tudo. Tu fizeste-me renascer…

- Tu também me ajudaste. – Olhei-o. – É verdade, eu nunca superei muito bem a morte do meu pai, mas ao ver a tua força, deu-me força e devolveu-me a felicidade completa. Eles também tinham tido as impressões, o que não ajudava muito, nunca tinham tempo… Nunca pensei sentir-me assim, bem, feliz, amado, protegido…

- Protegido? – Perguntei espantada, virando-me para ele.

- Sim, protegido. Protegido de mim próprio, de desistir, de perder a esperança, de tudo… - Agarrou-me pela cintura.

- É bom saber que sirvo para alguma coisa. – Deitei a minha cabeça no seu peito.

- Tu serves para isso e para muito mais. Eu sem ti, já não sou nada. Eu vivo por ti, para ti – Beijou os meus caracóis.

- Tu irás sempre ter-me, seja qual for o preço, estarei contigo sempre. – Levantei a cabeça e deparei-me com os olhos confusos dele. – Não estou a pensar em nada.

- Ainda bem





Olhei novamente para o céu e este já estava a ficar escuro, Seth também reparou.

- Anda, quero levar-te a um sítio, já que vamos ter os minutos contados, quero que este dia, nunca acabe. – Pegou-me ao colo e começou a andar.

- Onde vamos?

- Desta vez és tu que tens que confiar em mim.

Calei-me e encostei-me ao seu peito, mais uma vez.

Chegamos à falésia, à falésia onde nos beijamos pela segunda vez, no dia em que começamos a namorar, onde se faziam as festas da fogueira, íamos ver o pôr-do-sol, exactamente como naquele dia.

Sentamo-nos junto da falésia, ele passou os braços ao redor dos meus ombros e puxou-me para ele.

- À muito tempo, que não vínhamos aqui. – Disse-lhe.

- Pois não. Tem havido muitas coisas para fazer.

- Mas estamos aqui agora. E é isso que interessa. – Beijei-o.

- Há outra coisa que interessa.

- O quê?

- Que eu amo-te muito, princesa.

- Eu também te amor, amor. Quero passar o resto da minha vida contigo.

- Ai sim?

- Sim, o resto da minha vida. – Beijei-o.

- Então espero que te despaches a fazer 18 anos. – Disse-me.

- Para…? – Perguntei confusa.

- Eu pedia-te agora em casamento, mas só tens 16 anos e o teu avô matava-me com uma espingarda.

- Ah?

- Calma, princesa. Não te estou a pedir em casamento, por enquanto. – Frisou as últimas palavras com um sorriso.

Ele estava a falar a sério? Ele queria casar-se comigo?

- Princesa, estás bem? – Perguntou-me.

- Tu queres casar-te comigo? – Perguntei mecanicamente.

- Porquê? Tu não queres? – Entristeceu.

- Amor, claro que quero, mas não estava à espera de ouvir-te dizer uma coisa dessas.

- Porquê?

- Porque, primeiro não é teu género, segundo pensava que querias esperar mais.

- Talvez não seja o meu género, mas eu sei que é o teu e que tu sonhas com isso, logo eu não me importaria, segundo, tem calma, não estou a pensar casar agora, tens 16 anos e eles matavam-me. Apenas disse aquilo. Por enquanto, o nosso namoro serve-me. – Beijou-me.

Mas ele era maluco? Agora tinha a imagem dele, no altar de smoking! Tornar-me uma Clearwater, Bianca Clearwater! Ele queria-me matar!

Ia a falar, mas ele interrompeu-me:

- Olha o pôr-do-sol.

Encostei-me nele e fiquei a ver uma vez mais o pôr-do-sol lindo que apenas se podia ver em La Push, porque apenas La Push era mágica.

(Fim)

quinta-feira, 31 de março de 2011

New Life - 55º Capítulo, 1ª Parte

Aqui está a 1ª parte do último capítulo.
Quando for postado a 2ª parte e última, haverá uma surpresa xD
Comentem, a Debbie agradece os comentários!

Capítulo 55, Parte 1

Acordei, não fazia ideia como tinha ido parar abaixo dos lençóis, e peguei instintivamente no meu telemóvel, que estava entre mim e Em, tinha várias chamadas e mensagens de Seth, olhei para as horas e eram 9.23h, queria responder-lhe, mas consegui controlar-me, ele deveria estar a dormir.

Em, veio para cima de mim e começou a lamber-me a cara.

- Tens fome? – Perguntei-lhe, ele latiu. – Então vamos comer. – Levantei-me e vi o biberão, que Seth comprara, sorri. – Queres que seja ele a dar-te de comer, outra vez? – Voltou a latir. – Então vamos, mas temos que fazer silêncio, não queremos acordar o meu avô. – Depois olhei para mim. – Primeiro tenho que ir tomar banho e vestir-me, não demoro, não faças barulho, nem saias daqui.

Fui tomar um banho rápido e vesti uns jeans escuros, uma camisola com várias cores e os meus all star amarelos, pequei no meu blazer preto. Deixei o meu cabelo solto, como sempre, mas pus uma boina igualmente preta.

Peguei no cão e comecei a descer as escadas, ouvi um barulho da cozinha, mas fui directamente para a porta.

- Bianca, chega aqui. – O meu avô disse, antes que eu chegasse à porta.

Suspirei e lá fui eu.

- Bom dia. – Disse-me.

- Bom dia.

- Bia, quero pedir-te desculpas por ontem, fui demasiado severo.

Desculpas? Não estava à espera.

- Desculpas?

- Sim. Eu já estava chateado, quando cheguei a casa e ao ver aquela cena, explodi.

- Mas foi só um beijo…

- Sim, foi só um beijo. Mas vocês andam a abusar da sorte.

- Não estou a perceber? E porque já estavas chateado?

- Estive a falar com a Anna Call e depois recebi uma chamada da escola.

- A falar com a Anna Call? – Perguntei alarmada.

- Não interessa. O que interessa é que a tua escola ligou-me.

Fantástico, escola, já nem me lembrava dela.

- Tu antes de tudo, tinhas boas notas e nunca faltavas à escola, e agora faltas mais do que vais e tens tido péssimo aproveitamento! – Disse severamente.

Não sabia o que responder.

- Talvez o teu namoro com o Seth, não ande a fazer tão bem como pensei.

Agora, era o Seth?!?

- O Seth não tem culpa. Não é ele que me obriga a faltar nem nada…

- Pois não, mas devia dizer para tu ires!

- Mas…

- Mas nada, a partir de agora vou estar atento às tuas notas e à tua assiduidade. E onde pensas que vais?

- Vou ter com o Seth… - Respondi reticente.

- Vais é estudar.

- Mas hoje é sexta - feira…

- Pois é. E a meu ver, hoje tinhas aulas, como ontem, como no dia anterior…

- Eu subo as notas, eu estudo, eu vou à escola, mas não me afastes do Seth, por favor.

- Eu não te estou a afastar, mas hoje e durante o fim-de-semana todo, vais por a matéria em dia.

- Deixa-me ir ter com o Seth, eu juro que subo as notas. – Pedi sem esperança.

- Tens que subir. A partir de agora, tens horas para ver o Seth, para te deitares e estudares, ao fim-de-semana, podes sair à vontade, mas durante a semana não. Não queria ser assim rigoroso, mas foste tu que me obrigaste.

- Por favor. Só hoje. Eu a partir de amanha, estudo e tudo, por favor. – Pedi imitando uma voz de uma criança.

- Prometes?

- Sim. – Abracei-o.

- Está bem. Bianca Ateara, estou a confiar em ti, não me decepciones.

- Obrigada. – Abracei-o e peguei em Em.

Quando sai da casa, liguei a Jake.

- “Tou”

- Olá Jake. Bom dia, já sei que estavas a dormir, mas preciso de um favor teu.

- “Bia, tem calma, acabei de acordar. Mas o que precisas? – Inquiriu ensonado.

- Faz com que o Seth hoje não patrulhe. Ouvi um sermão do meu avô, por causa da escola e agora tenho que começar a estudar…

- “Atão…?”

- É só a partir de amanhã. Hoje safei-me, e quero estar com o Seth. Por favor?

- “Odeio quando me fazes isto, Bianca Ateara” – Resmungou.

- Obrigada, Jake.

- “Não é um sim!”

- Mas, vai ser. Adeus, eu dou a notícia ao Seth. Adoro-te.

Apressei-me até casa do meu amor, abri a porta e subi as escadas.

Cheguei ao seu quarto e ele ainda dormia, com o telemóvel na sua mão, fui até lá e tirei-lhe o telemóvel, vi que estava a meio de mais uma mensagem para mim.

Pus o cão em cima da cama e fui para cima dele, fazendo-lhe cócegas e sussurrando ao seu ouvido:

- Meu amor, acorda – Seth arrepiou-se. – O Em tem fome. – Voltou a arrepiar-se e eu beijei o seu pescoço.

- Deixem-me dormir. – Resmungou, mais ou menos a dormir, ri-me.

- Se é isso que queres… Em, vamos, parece que ele quer dormir. – Falei seriamente contendo o riso.

Seth continuou a dormir e eu sai do quarto, começando a descer as escadas, resolvi ficar à sua espera na sala, podia ser que ele me desse a honra da sua presença em pouco tempo.

Fui até à cozinha enchi o biberão com leite e dei de comer ao cão, depois deitei-me no sofá a fazer zapping na televisão.

Olhei mais uma vez para o relógio e já era 12.00h e eu continuava a fazer zapping, já estava a achar que Seth morrera. Nesse instante ouvi um estrondo que parecia alguém a cair, deixei-me ficar pelo sofá.

Em poucos segundos, Seth apareceu ao meu lado, ainda ensonado.

- Princesa?

- Estás acordado? Ou és sonâmbulo?

- Ah? Estás aqui à muito tempo, princesa? – Sentou-se a meu lado e passou o seu braço pelo meu ombro, puxando-me mais para si.

- Não, amor. Estou aqui à duas horas mais ou menos.

- Porque não me acordaste? – Beijou a minha cara.

- Nós tentamos, mas tu resmungaste dizendo que querias dormir. – Resmunguei.

- Desculpa, princesa, mas fiquei acordado até tarde.

Não disse nada, já sentia o calor dele junto a mim, finalmente.

- Como estás? Desculpa por ontem…

- Amor, não tiveste culpa, eu já falei com o meu avô. Era por causa da escola.

- Que escola? Ah… a escola.

- Pois a escola, amor. Tive que ouvir um sermão e a partir de agora, não posso voltar a faltar à escola e tenho que subir as notas. – Suspirei.

- Princesa, o teu avô tem razão. Tu não podes faltar sempre.

- Vamos ficar pouco tempo juntos, o meu avô já me disse que me vai por horários para deitar, para estar contigo, tudo. Excepto, fins-de-semana. – Queixei-me.

- Não te preocupes. Nós arranjamos maneira. – Murmurou ao meu ouvido, fazendo-me arrepiar. – E começa quando? – Percebi que tinha um sorriso no rosto.

- Amanhã. – Tentava raciocinar devidamente.

- O que me parece que hoje temos que aproveitar…

Estava à vários minutos com ele e ainda não sentira os seus lábios nos meus! Seth Clearwater, ou me beijas ou entro em depressão!

Ele pareceu ler o meu pensamento e beijou-me intensamente durante vários minutos, depois levou os seus lábios novamente ao meu ouvido.

- Vamos dar uma volta? – Sorriu.

segunda-feira, 28 de março de 2011

New Life - 54º Capítulo

Capítulo 54 (Penúltimo capítulo)

Assim que o filme acabou, Seth beijou-me.

- Gostaste? – Perguntou-me.

Ele estava a falar do filme ou do beijo?

- Sim, muito. – Respondi.

- Hum… Não tens fome? Nem almoçaste…

- Tens fome, não tens?

- Por acaso já comia alguma coisa.

- Então vamos. – Levantei-me e peguei na sua mão. – O que queres comer? – Perguntei.

- E se a menina se vestisse e fossemos dar uma volta e comecemos fora?

- Estava tão bem de pijama, mas eu visto-me. Esperas na cozinha?

- Porque é que tem que ser na cozinha? Não pode ser na sala?

- Mas na cozinha é que tens a comida…

- Eu fico na cozinha. – Disse, interrompendo-me.

Ri-me, beijei-o e subi as escadas.

Fui até ao meu armário e fiquei a olhar para ele, indecisa.

- AMOR! – Chamei-o e em menos de um segundo ele estava a meu lado.

- Que se passa, princesa?

- Ajudas-me a escolher a roupa? – Sorri.

- Bianca Ateara, tu tens que parar de fazer isto! Eu fico maluco. Penso sempre que se passa alguma coisa.

- E aconteceu! Queres que a tua namorada ande mal vestida?

- Não me preocupo com isso, por várias razões, uma delas é que mesmo que vestisses a roupa mais feio do mundo, o que não é o caso, tu ficarias linda. – Sorriu-me.

- Pois, pois. Ajudas?

- Claro. Tudo que quiseres.

Peguei na sua mão e levei-o até o meu closet.

- Saia, calças, calções ou vestido?

- Bem, como vais estar comigo, pode ser qualquer coisa, já agora princesa, quando a Alice vier cá, esconde as saias, os calções e os vestidos. - Ri-me.

- Amor, concentra-te.

- Isto é pior do que matemática e olha que já não à tenho à muito tempo!

- Seth! – Repreendi.

- Pronto, esta bem. É melhor calças, supostamente terás frio.

Pegou numas leggins

- Amor isso são leggins.

- Ou isso.

Peguei numas calças que pareciam leggins pretas.

– Camisola.

Ele bufou e viu as camisolas.

- Essa vermelha?

- Boa escolha. Amor, até tens jeito. – Ri-me.

Atirou as leggins que tinha na mão para dentro do armário, beijou-me e saiu do quarto, certamente para a cozinha.

Fui tomar um banho rápido e voltei para o quarto.

Vesti a roupa, que Seth escolhera, peguei nuns all star pretos e numa boina, também preta.

(…)

- Voltei. – Disse, entrando na cozinha.

- Finalmente. – Virou e paralisou.

-Amor, estás bem?

- Queres mesmo deixar-me maluco.

- Ah?

- Estás linda. – Veio até mim em três passos e beijou-me.

- Obrigada. – Agradeci, quando ele me deixou respirar. – Onde vamos?

- Queres ir a Port Angeles?

- Desde que eu não encontre aquelas raparigas!

- Não devemos encontrá-las, afinal hoje não está Sol… - Beijou-me.

- Vamos. – Afastei-me dele, a muito custo, e comecei a andar.

Fui parada, antes de chegar à porta da cozinha, por um beijo ofegante, pus a mão no seu peito e percebi que tinha camisola, pelo menos isso!

- Meninos… - Afastamo-nos e vimos quem nos chamava, o meu avô, fantástico!

- Sr. Ateara, desculpe. – Desculpou-se Seth.

- Eu não vi nada de mais, apenas um beijo. – Olhou-me. – Bianca, conheces o teu primo e o teu irmão, um beijo tira-os fora do sério.

- A culpa foi minha. – Começou Seth.

- Não foi nada, foi dos dois. – Disse.

- Ela tem razão, foi dos dois. – Disse seriamente. - Onde vocês vão?

- Íamos jantar, mas podemos ficar…

- Seth, se não te importas, ela hoje fica em casa, amanhã ela janta contigo.

- Claro. Ate manha, princesa.

- O QUE? PORQUE? – Gritei.

- Hoje ficas em casa. – Disse firmemente o meu avô.

- Princesa, amanhã jantamos. – Falou Seth calmamente.

- Mas eu quero hoje. – Comecei a fazer birra.

- Mas hoje não vais a lado nenhum.

- Vou.

- Vai para o teu quarto. – Não me mexi. – Bianca Ateara, agora! – Continuei parada. – AGORA! - Gritou

Olhei para Seth e ele pediu com o olhar que obedecesse, corri para o quarto.

Ao chegar lá atirei-me para a cama, onde comecei a chorar.

Afinal o que se tinha passado? O meu avô nunca se tinha comportado assim! Nunca me tinha falado assim!

Recebi uma mensagem, vi que era de Seth:

Desculpa, princesa. Não te devia ter beijado, eu não tinha reparado que o teu avô tinha chegado. Desculpa-me, por favor.

Amo-te.

Limpei as lágrimas, mas apareceram mais no lugar destas, e respondi:

Não sejas parvo! És meu namorado e beijaste-me! Não sei o que aconteceu, ele nunca me tratou assim, ele não é ele!

Amo-te.

Ouvi uns latidos vindos da porta, foi abrir e vi o meu cãozinho, peguei nele e entrei, novamente.

Deitei-me no mesmo sitio, onde estava à momentos e o telemóvel voltou a tocar:

Talvez tenha acontecido alguma coisa. Fala com ele. Desculpa, eu não devia ter-te beijado como te beijei.

AMO-TE.

Suspirei e respondi:

Seth Clearwater, podes parar? Não tiveste culpa, beijaste-me e olha que este não foi o beijo que me deixou mais … sem reacção. Tu és perito nisso :P Não vou falar com ele!

Amo-te.

quinta-feira, 24 de março de 2011

New Life - 53º Capítulo

A fanfic está na recta final, o próximo capítulo já é o penúltimo e depois temos o último capítulo dividido em duas partes!
Comentem, a Debbie agradece.

Capítulo 53

Acordei com os latidos brincalhões do meu novo cão, abri os olhos e vi-o no colo de Seth.

- Bom dia. – Disse-me, sentando-se na cama, beijou-me docemente e o cão lambeu-me a cara.

- Bom dia, meu amor. Vieste cedo. – Sentei-me a seu lado.

- Cedo? Princesa, já estou aqui à muito tempo, mas a menina estava a dormir tão bem, que nem tive coragem para te acordar.

- Que horas são? – Perguntei, tirando o cão das suas mãos e sentando-me no seu colo, de seguida peguei no Em e encostei-me no peito de Seth.

- É uma da tarde, cheguei eram 8 horas.

- Já é uma da tarde? Uau, já não dormia tanto desde que vim para cá.

- Olha que o Em, estava com fome. Fui-lhe comprar um biberão e dei-lhe leite. – Ri-me com a imagem de Seth com um biberão na mão dando de comer a um cão. – Não te rias. – Beijou-me.

- Deve ter sido tão engraçado. – Ri-me.

- A menina quer ver um filme?

- Tenho que ir dar uma volta com o cão, o meu avô avisou-me…

- Mas não vais passeá-lo à chuva, pois não?

Olhei pela janela e estava uma terrível tempestade, não me apercebera disso, pois estava com Seth e a sua temperatura fazia-me lembrar o Verão, como se sempre estivesse em pleno Verão.

- Não tenho culpa, de não reparar no frio.

Ele riu-se.

- Amor, tenho fome. Vamos almoçar?

- Claro. – Sorriu-me e pegou em mim.

Chegamos lá em baixo no preciso momento em que entrou Quil.

- Olha, acordaste, pensava que tinhas morrido. – Seth enrijeceu.

- Estou bem viva, obrigada. Em casa? – Perguntei, saindo do colo de Seth.

- É, vou ter com a Claire, preciso de mudar de roupa.

- Sim, muda de roupinha. – Brinquei.

- Cala-te e vai almoçar.

- Sim, senhor. – Fiz continência. – Diz olá à Claire por mim.

- O que queres comer? – Perguntou-me Seth.

- Não sei, tenho fome, mas não sei o que comer. – Disse.

- Então deixa aqui com o mestre, eu resolvo isto. – Seth dirigiu-se à cozinha.

- Amor?

- Diz. – Veio para trás.

- Tens o número para encomendar pizza? Eu não tenho, só o Quil.

- Muito engraçadinha. – Veio na minha direcção, beijou-me, rodopiando. – Eu sei cozinhar.

- Hum… Amor, ainda me lembro do dia em que te vi aqui a reclamar com os tachos.

- Princesa, qualquer mestre de cozinha tem um dia mau.

- Nunca te vi cozinhar.

- Nunca tenho tempo, a minha mãe obrigava-me a estar com ela na cozinha. Segundo ela, era para não me tornar como todos os homens, que estão à espera que sejam as mulheres a fazer tudo.

- Sempre adorei a tua mãe. E já namoro contigo à muito tempo e não sabia isso, nem isso nem que davas de biberão a um cãozinho.

- Onde está o Em? – Perguntou-me.

- BIANCA ATEARA, O TEU CÃO ROEU A MINHA CAMISOLA!

- Eu acho que está no quarto do Quil. – Respondi a Seth.

- Eu também acho. – Riu-se Seth.

- BIANCA, VOU-TE MATAR!

- Talvez seja melhor tirar o Em, de perto do teu primo?

- Também acho melhor. – Ri-me.

Subimos as escadas, entramos no quarto de Quil e ele estava de toalha a olhar seriamente para o cão, que se escondia em baixo da cama.

- Por favor, Quil Ateara. É um cãozinho pequenino…

- Bianca Ateara, ele estragou-me a camisola!

- Quil, ele fez-te um favor, só que vais perceber isso a longo prazo…

Seth apareceu a meu lado, com o cão nas mãos.

- Bem, priminho. Vou deixar preparar-te. Gosto muito de ti, adeus. – Sai apressadamente do quarto.

Ainda ouvi Quil reclamar umas coisas, mas não percebi muito bem.

- Um dia em casa e já conseguiste enfurecer o Quil? – Seth perguntou ao cão, este latiu. – Acho que já não tenho muito tempo para te preparar alguma coisa decente para comeres… - Disse-me o meu amor.

- Não te preocupes, como cereais. – Ri-me. – Mas quero ver-te a cozinhar, qualquer dia.

- Prometo, vais ser a primeira rapariga que me vê cozinhar…

- Namoraste assim tantas vezes, Seth Clearwater?

- Não fiques com ciúmes, namorei antes de me transformar em lobo, já foi à muito tempo.

- Quem era ela? – Perguntei, estava com ciúmes.

- Não interessa. – Beijou-me.

- Estou mesmo a ver que a conheço. – Comecei a fazer birra.

Ele suspirou.

- Foi a Kim.

- A Kim… ?

- Sim, mas o que tivemos nunca foi importante, era uma coisa de miúdos de 13 anos, ele pediu-me em namoro para se aproximar do Jared, mas depois eles tiveram a impressão e ficamos muito amigos.

- Vocês não se chatearam?

- Não, eu sabia que ela gostava do Jared, ela não me escondeu isso e eu namorava com ela, porque todos os meus amigos tinham namoradas, mas ela também sabia. Agora vejo que foi uma idiotice, não namorava, porque a miúda da minha vida, ainda não tinha aparecido à minha frente. – Beijou-me. – Satisfeita? – Sorriu-me.

- Muito.

- Não vais falar com ela, nem trata-la de maneira diferente, pois não?

- Claro que não. Tu és meu, e ela tem o Jared.

- Ai, eu sou teu?

- Claro, Seth Clearwater. Tu pertences-me.

- E tu? Pertences-me? – Pôs o cão no chão e segurou a minha cintura.

- Não sei…

- Não sabes? – Acenei negativamente, beijou-me. – E agora?

- Continuo sem saber…

Voltou a beijar-me.

- E agora? – Voltei a acenar negativamente. – És difícil. – Ri-me. – Tu deixas-me maluco!

- É esse o meu trabalho. Deixar-te maluco. – Disso no seu ouvido, ele arrepiou-se.

- BIANCA ATEARA!

- O cão? – Eu e Seth perguntamos ao mesmo tempo.

Subimos as escadas e entramos no quarto de Quil, novamente, ele estava com o cão na mão.

- Quil, cuidado. – Avisei-o.

- O cão apareceu aqui outra vez!

- Ele gosta de ti, és família. – Respondeu Seth.

- Enquanto vocês andam a namorar, o cão anda por aqui!

- Meu, tive uma ideia.

- Que ideia?

- A Claire gosta muito de cães, porque não levas o Em?

- Já se querem ver livres do cão?

- Não, mas assim vocês criam laços. Mas o cão é meu, não é da Claire.

- Talvez tenhas razão. Queres vir, Em? - O cão ladrou. – Vou levar o cão, vocês os dois cuidado com o que fazem.

(…)

Depois de Quil sair, eu e Seth deitamo-nos no sofá a ver o filme “Sem Identidade”.

- Amor, sabias que eu estava a ver este filme, quando tu viste aqui, para falares comigo? Quando a tua irmã dormiu aqui?

- Quando aconteceu aquilo…?

- Sim, meu amor.

- Mas agora, eu estou aqui contigo, a teu lado, sem nada para nos chatear ou afastar. – Beijou-me o cabelo.

Aconcheguei-me mais perto dele, e ficamos assim a ver o filme.

segunda-feira, 21 de março de 2011

New Life - 52º Capítulo

Capítulo 52

De dentro da caixa, estava um pequenino cãozinho cor de areia. Peguei nele e olhei para Emment.

- É para quando o teu lobito estiver a patrulhar, tu teres alguma coisa com que te entreteres, assim podes passear com ele, dar-lhe de comida, dar-lhe banho. Ei! Mas não te esqueças de mim! Ainda temos que saltar de um avião.

- Adorei Em. Obrigada. – Abracei-o e o cãozinho começou a choramingar.

- Puff! O cão é um mal agradecido! Dei-lhe uma dona e mesmo assim não gosta de mim!

- Não te preocupes, eu vou dar-lhe boas maneiras. – Disse, contendo o riso.

- Dá-lhe, lobita. Ele bem precisa. – Resmungou mais algumas coisinhas, mas eu estava entretida com o meu novo cãozinho.

- Como lhe vais chamar? Ah?

- Em. – Ri-me.

- Muito engraçadinha, como vais chama-lo?

- Não sei. Vou pensar. – Respondi.

- Mas Em, nem é mau pensado. Assim lembraste sempre de mim. – Sorriu.

- Não te preocupes, eu nunca me esqueço de ti.

Nem que quisesse, tu não deixavas, pensei.

- Mas eu quero Em! – Começou a fazer birra.

- Fica Em, então…

- Fixe!! O teu lobito vai ver.

Pegou em mim e começou a descer rapidamente as escadas, o cãozinho ficou assustado e tentou esconder-se, o meu vampiro parou de repente e eu quase perdi o equilíbrio, ele segurou-me.

- Ó fedorento, a tua namorada deu o meu apelido ao cão. Ahahah. – Começou a gozar Seth. – Tu também querias, mas ela escolheu o meu. Ahahah.

- Que cão? – Perguntou.

Levantei o meu novo cãozinho, que tentava se esconder.

- É bonito, não é? – Perguntei-lhe.

- Muito. Como te lembraste de lhe dar um cão?

- Fácil. Estava a andar às voltas atrás de um presente e passei pela loja de animais, que me fez lembrar de ti, entrei e vi o cão. – Respondeu Emment, orgulhoso, a Seth.

- Ah… Qual é o nome dele?

- Em. – Respondi, enquanto Emment tinha um grande sorriso na cara.

- Ah… Onde ele vai ficar?

- Em minha casa. – Depois virei-me para o meu avô. – Pode? Por favor…

- Bianca, Bianca… - Começou o meu avô. – Tens que ser tu a tomar conta dele, a responsabilidade é tua.

- Eu tomarei conta dele, como se fosse meu filho. – Quil e Embry engasgaram-se.

- Então pode, mas já sabes, tu tomas conta dele.

- Obrigada. – Abracei o meu avô.

- Diz lá se aqui o teu vampiro sexy, não te conhece.

- Conheces. – Ri-me e fui ter com o meu amor.

- Que se passa, amor? – Sussurrei, quando cheguei ao seu lado.

- Nada, princesa. – Sorriu-me e beijou-me.

Olhei em redor e vi que faltava uma pessoa.

- Onde está a tua irmã?

- Não sei, desde que voltei nunca mais a vi, mas também não está aqui o Sam… - Riu-se.

- Deixa a tua irmã sossegada. – Avisei-o.

- Não disse nada, nem fiz nada…

- Amor, eu conheço-te. Estavas a pensar… É mentira?

- Não, mas não fiz nada. Estou aqui contigo, e ao que parece, com o nosso filho. – Quil e Embry voltaram a engasgar-se e correram até Seth.

- O QUÊ? - Perguntaram.

- Meninos, ele estava a falar do cão. – Respondi, suspirando.

- Ah, então desculpem lá. – Disseram e voltaram para a mesa.

- Fantástico, tenho dois de olhos em mim.

- Estás a queixar-te? Se não estiveres bem, já sabes o que tens que fazer. – Disse magoada.

- Ei, princesa! – Levou os seus dedos até ao meu queixo obrigando-me a fita-lo. – Eu nunca me queixarei disto, porque significa que te tenho, e eu aguentaria qualquer coisa, por ti. – Beijou-me.

- Meu, cuidado! – Quil e Embry avisaram-no.

- Vocês deixem-na sossegada, ela sabe cuidar de si e o Seth também sabe cuidar dela! – Repreendeu o meu avô.

- Mas…

- Nem mas nem meio mas! Vocês os dois comam e deixem-na viver!

- Desculpa. – Murmurei contra os seus lábios.

- Não peças. Eles são protectores.

- Eles exageram. Eles conhecem-te, eles sabem o que tu pensas!

- Mesmo assim continuas a ser a pequenina e a princesinha deles. – Sorriu-me.

Suspirei.

(…)

Estávamos a ir todos embora.

- Amor, quem vai patrulhar hoje?

- O Embry, Quil e Jake…

- Aí sim?

- Sim… porque?

- Por nada. Ate manhã, meu amor.

Peguei em Em, que já dormia no aconchegante sofá bege dos Cullen e fui para casa.

(…)

Já no meu quarto, peguei numa pequena colcha que já não utilizava e pu-la no chão, perto da cama, e deite lá o meu cãozinho, ainda adormecido.

Depois fui tomar banho, vesti o meu pijama e deitei-me. Peguei no meu telemóvel e mandei uma mensagem ao meu amor:

Boa noite, amor.

Amo-te muito.

Passado uns minutos, ele respondeu:

Boa noite, princesa. Cada vez amo-te mais.

Aconcheguei-me mais na minha cama, talvez na esperança de sentir o meu amor, à minha beira, nesse instante, Em começou a choramingar, levantei-me e peguei nele.

Fui até à janela e vi fugazmente um lobo, era o meu lobo. Mas ele não ia patrulhar, pelo menos foi o que me disse. Quando ele desapareceu, deitei-me na cama e coloquei o cãozinho a meu lado, cada vez fui ficando mais sonolenta.

quinta-feira, 17 de março de 2011

New Life - 51º Capítulo

Capítulo 51

Quando cheguei ao lado de fora, já não conseguia ver Seth.

- Leah? – Perguntei.

- Eu vou. Queres vir comigo? – Perguntou-me.

- Sim.

Fomos para o meio da floresta, Leah nem perdeu tempo a tirar a roupa, transformou-se logo, começando a correr.

Depressa o encontramos, corria.

- Seth! – Chamei-o, ele parou de correr e olhou-me. – Não vás, por favor. É isso que eles querem, fica comigo. – Pedi.

Sai de cima de Leah, e vi-a a desaparecer.

- Por favor, eu preciso de ti, aqui e vivo.

Seth transformou-se e abraçou-me.

- Desculpa, mais uma vez. Mas eu descontrolei-me. Eles querem que eu me descontrole, mas eu não posso admitir que te façam isto. Tu és a minha vida, Bianca Ateara!

-Quer dizer que ficas? Aqui? Comigo? – Procurei confirmar.

- Se é isso que queres…

- Tu é que tens que querer…

Beijou-me docemente.

- Eu quero. Quero estar aqui. Quero estar contigo. Quero que sejas feliz.

- Então tenta manter-te vivo! Não ligues aqueles vampiros!

- Sim, senhora. – Fez sinal de continência.

- Assim está melhor. Vamos voltar para a festa. – Peguei na sua mão.

- Hum… Princesa?

- Diz.

- Estou sem roupa, não tenho nenhuma…

Olhei para ele e confirmei. Era verdade, não tinha nada.

- Pedimos ao Edward. – Disse, começando a andar.

- Hum… Princesa?

- Diz.

- Posso ir em lobo, não é muito confortável, andar assim pela floresta…

Ri-me.

- Está bem. Também não é muito confortável, andar pela floresta com estes sapatos…

Riu-se.

Começou a tremer e em poucos segundos apareceu um lobo cor de areia, baixou o focinho e eu subi.

“Edward, o Seth precisa de roupa, podes-lhe emprestar?” Pensei, quando estava perto da casa.

Em poucos segundos, Edward estava ao nosso lado, com roupa nas mãos.

- Estão aqui, são do Emment. Devem servir-te. – Riu-se Edward.

Seth rugiu, e eu ri-me.

- Bem, amor. Vou entrar com o Edward. Não te demores e não faças nada que te possas arrepender.

Tradução: Ai de ti, que penses ir atrás dos Volturi, se o fizesses, terias problemas em casa.

Edward riu novamente.

Seth assentiu com o focinho e eu entrei juntamente com o melhor amigo vampiro do meu amor.

Quando entramos, eu virei-me para Edward.

- Em quê é que ele estava a pensar? Ele vai atrás deles? – Perguntei.

- Não te preocupes. Ele percebeu a tradução perfeitamente.

- Ainda bem.

Fui esmagada por um abraço de Emment.

- Minha amora, tenho uma prenda para ti.

- Mais uma? O que vai ser? Atirarmo-nos de um avião?

- Boa ideia, lobita. Ainda não fizemos isso… Mas não é isso. – Pegou na minha mão e levou-me escadas acima.

Chegamos ao seu quarto e fomos directamente à caixa grande que estava em cima da cama com alguns buracos.

Olhei para ela preocupada.

- Amora – Ri-me com o nome – É apenas uma caixinha inofensiva, nada de mais.

- Em, o que me preocupa é o que esta lá dentro, não é a caixa.

- Confia em mim. Lembraste daquele dia em que a menina estava em Port Angeles com o fedorento? – Acenei afirmativamente. – Eu depois de vos deixar, passei por uma loja, vi isso e comprei. A Alice viu que vais adorar…

- A Alice viu mesmo?

- Sim, mas também não era preciso ver. Eu conheço-te muito bem e sei que vai adorar…

Suspirei apreensiva e fui até à caixa, esta fez um barulho estranho e Emment riu, olhei para ele e ele sorriu.

Voltei a suspirar e abri.

segunda-feira, 14 de março de 2011

New Life - 50º Capítulo

Capítulo 50

Hoje era o dia da minha festa de anos, Alice viria a minha casa, bem cedo, para me arranjar, ninguém me viria até eu chegar a casa dos Cullen.

Olhei para o relógio, apontava 9.25h, Alice estava a chegar, ela marcara às 9.30h.

Recebi uma mensagem de Seth:

Princesa, queria tanto estar ao pé de ti. Tenho tantas saudades tuas, ontem nem um bocadinho, estivemos juntos, estavas com o maluco do Emment, no dia anterior era com a Alice e com a Leah, e hoje só posso estar contigo, quando chegares a casa dos Cullen.

Princesa, amo-te, nunca te esqueças disso.

Ele tinha razão, não estivera com ele nem um bocadinho, nestes últimos dias, tinha tantas saudades dele, tinha que estar com ele.

- Bom dia. – Saudou-me Alice, da porta do quarto. – Querida, estás a chorar? – Limpou uma lágrima, que não sabia que existia.

- Não é nada. Vamos arranjar-me. – Disse entusiasmada.

- É assim que eu gosto. Entusiasmada!

Era verdade, estava entusiasmada, mas não era por causa da festa, mas sim, para estar com o meu amor.

(…)

Finalmente, estava pronta! Ainda achava o meu vestido demasiado curto e justo, mas com Alice não valia a pena reclamar, ela levava sempre a dela para a frente.

- Querida, tu estás tão, tão linda. O Seth vai adorar.

Ou odiar, pensei.

- Achas mesmo? – Inquiri.

- Não duvides, tu estás absolutamente espantosa.

Levou-me até um dos espelhos que tinha no quarto.

Olhei-me e fiquei espantada.

A rapariga à minha frente, estava incrível, os olhos destacavam-se do resto, tinha um pouco de blush e um gloss transparente, apenas isso, mas com o vestido preto e uns sapatos de tiras, estava absolutamente perfeita.

Ainda achava que o Seth não iria gostar, em parte.

- Alice, tu és uma deusa da moda.

- Eu sei.

- Muito, muito obrigada. – Fui até ela e abracei-a.

- Não reconheces os sapatos?

Olhei com mais atenção e reconheci-os.

- São os sapatos da minha mãe. – Disse espantada.

- Eu naquele dia, estava a escolher a roupa para tu vestires e vi os sapatos, são lindos. Quis que os usasses hoje.

(…)

Estávamos prestes a sair de casa, quando tocaram à porta, Alice foi abrir e de lá entrou Rosalie, estava espantosa, com um vestido comprido vermelho-vivo.

- Querida, posso usar a tua casa-de-banho? Preciso de me vestir, pensava que tínhamos mais tempo. – Perguntou Alice.

- Podes usar o quarto, eu fico aqui com a Rosalie.

Alice subiu as escadas.

- Estás tão linda. – Disse-me Rose.

- Obrigada. Tu também, estás espantosa.

- Obrigada. Preparada para a festa?

- Não sei… O Seth diz que as pequenas coisas da Alice, são sempre grandes…

- Ele disse-te a verdade. – Riu-se, o seu riso assemelhava-se ao toque de sinos.

- Voltei.

Alice vestia um vestido cinzento, que lhe ficava lindamente.

- Hoje temos motorista. – Disse.

- Ah?

- O Emment está lá fora, veio comigo, mas ficou lá fora, como um verdadeiro motorista. – Riu-se.

- Vamos então. – Disse, Alice.

Chegamos lá fora e vi um Mercedes preto, Emment saiu de lá com smoking, ri-me.

- As senhoras estão muito bonitas. – Disse educadamente o meu vampiro sexy, fazendo-me rir.

Ele abriu-nos a porta e nós entramos.

(…)

Chegámos rapidamente a casa dos Cullen, Emment abriu-nos a porta e eu sai em último.

- O teu lobito, não vai gostar… - Provocou Emment.

- Não me digas.

O meu vampiro deu-me um abraço e entramos, os olhos de todos dirigiram-se a mim, os de Seth quase saíram da cara, senti a minha cara corar.

- Estás corada… - Provocou novamente.

- Não me digas. – Repeti.

- Parabéns! – Disseram passado uns segundos.

- Olha, disseram parabéns. Mais vale tarde do que nunca. – Refilou Em.

Vieram todos ter comigo.

- Eu disse que ficavas linda com esse vestido. – Abraçou-me Leah, seguindo-se Sam.

O meu irmão e o meu primo, disseram que não gostavam que eu andasse assim, embora me ficasse bem, por último veio Seth.

- Alice? – Perguntou, agarrando-me pela cintura.

- Alice. – Respondi.

Ele suspirou.

- Tu estás linda.

- Obrigada. – Sorri.

- Mas isso estás sempre e… eu não gosto…

- Não? – Fiquei desiludida.

- Não, porque se fosse só para mim, eu adoraria, mas estão aqui muitos rapazes. – Beijou-me, não sentia os seus doces lábios à 3 dias.

- Não te preocupes, primeiro, eu sou só tua, segundo eles são teus amigos e namoram.

- Mesmo assim…

Levei os meus lábios aos seus, silenciando-o.

- Parabéns. – Riu-se.

- Eu gosto destes parabéns. – Ri-me.

- Ainda bem. Estou aqui para te fazer feliz. – Beijou-me a testa e deu-me a mão.

Levou-me ao meu avô.

- Feliz aniversário, princesinha.

- Obrigada. – Abracei-o.

(…)

Estava imensas pessoas na festa, muitas lá da escola, tocaram à campainha, ia abrir, mas Alice foi mais rápida.

Entraram Kevin, Taylor e Sophie, corri até eles e fui acolhida pelos braços de Kevin.

- Parabéns, minha pequenina. – Beijou-me a testa.

- O que vocês estão a fazer aqui? – Perguntei.

- A tua amiga ligou-nos e nós viemos. – Senti Seth ao meu lado.

- É bom ver que fizeram as pazes. – Disse Kevin a Seth.

- Sim, consegui que ela me perdoasse. – Beijou-me os cabelos.

- Amor, esta é a Taylor e a Sophie. – Disse gesticulando para cada uma delas.

- Olá. – Disseram os três em coro.

Elas eram as minhas melhores amigas de Miami, conhecia-as desde sempre.

(…)

Estava cansada de tanta festa, adorava os meus amigos, mas já não estava habituada a um ambiente tão normal, sem lobos e sem vampiros, agora esse era o meu mundo.

- Kev, quando vão voltar para Miami? – Perguntei, interrompendo o seu momento com a sua nova namorada, Sophie.

- Amanha cedo. Chegamos ontem e temos escola. Viemos mesmo só para a tua festa.

- Bia, não sabes com quem eu tenho saído. – Começou Taylor.

- Com quem?

- Com o Nick…

- Não acredito... – Disse surpreendida.

Nick sempre fora a paixão da Taylor, ela sempre suspirava quando o via e sempre fazia figuras tristes, quando ele estava por perto, mas finalmente ela conseguira, o que queria.

- Ele é tão simpático… - Suspirou. – Convidou-me num dos intervalos dos jogos e dedicou-me um golo. – Voltou a suspirar, eu, Kevin e Sophie rimos.

Era verdade, que eu agora pertencia ao Mundo dos lobos e dos vampiros, mas sentia saudades dos momentos unicamente humanos, fáceis.

Momentos como estes: falar de rapazes, rir, ir às compras, falar de rapazes, falar de roupa, coisas de raparigas!

Eu precisava de uma saída de raparigas, um dia unicamente dedicado às raparigas.

(…)

- Querida, temos que ir. Adoro-te. – Kevin, deu-me um abraço e beijou-me a bochecha.

- Também te adoro. Obrigada por vires.

Eles os três abraçaram-me e depois saíram, juntamente com o resto dos convidados, só ficando na casa Cullen os vampiros e os lobos, deixem-me cair no sofá.

- Gostaste? – Alice perguntou já ao meu lado.

- Sim, querida. Obrigada. – Abracei-a.

-Eu sabia que ias gostar. – Riu-se.

Voltaram a tocar à campainha.

- Correio? – Perguntou baralhada Alice.

- Eu abro. – Disse Emment.

- Boa noite. – Emment disse ao carteiro.

- Tenho uma encomenda para a menina Bianca Ateara. – Respondeu.

Levantei-me, fui até à porta, o homem ficou a olhar para mim e para o meu vestido, só desviou o olhar, quando apareceu alguém, não era muito complicado perceber quem era, Seth, claro.

- Bem… Ah… Preciso que assinem aqui. – Disse o homem.

Emment assinou e fechou a porta.

- Lobita, já viste como deixaste o homem, por causa do vestido? Ah? Aiai.

- Cala-te. – Mandei, retirando a encomenda das suas grandes mãos.

Voltei novamente para o sofá, agora com todos atrás de mim, sentei-me e comecei a tirar a caixa.

Fiquei surpreendida como também com medo.

Era a mesma caixinha aveludada com o colar que Aro me dera, senti-me estremecer. Seth sentou-se a meu lado e abraçou-me, embora não soubesse porque eu ficara assim.

- Não acredito, que ele foi capaz! – Falou Edward.

- Princesa, quem te deu? – Inquiriu Seth.

Não respondi, não conseguia.

- Foi o Aro. – Respondeu Edward por mim.

- Eu mato-o! – Rugiu Seth, levantando-se.

Antes que eu falasse, Seth já estava no lado de fora, comecei a correr atrás dele.

quinta-feira, 10 de março de 2011

New Life - 49º Capítulo

Capítulo 49

Passara o dia com Seth, neste momento estava no meu quarto a preparar-me para dormir, estava exausta, ele hoje não vinha ter comigo, pelo que ia dormir mais cedo.

Coloquei os meus fones e deitei-me.

(…)

Acordei com Alice e Leah a meu lado.

- Finalmente, minha querida. Temos tanto que fazer. – Falava Alice, que se encontrava no meu armário.

- Bom dia. O que estão a fazer aqui tão cedo? – Perguntei ensonada.

- Eu vim falar contigo. – Disse Leah.

- Eu vim para irmos comprar a roupa para a tua festa de aniversário.

- Alice, que festa? Eu já fiz anos…

- Mas não tiveste festa e eu disse que ia fazer-te uma. Não tens que te preocupar com nada, só precisas de aparecer e divertiste. Mas temos que ir comprar roupa!

- Leah, que se passa?

- Depois eu falo contigo, agora vamos às compras. – Disse-me com um falso entusiasmo.

Levantei-me e fui tomar banho.

(…)

Quando voltei ao quarto, tinha a minha roupa escolhida por Alice, em cima da cama. Era uma mini saia preta, daqueles apertam abaixo do peito, uma camisa branca, um mini-blazer preto e umas sandálias.

- Alice? – Perguntei, pegando na roupa.

- Querida, eu adoro a tua roupa e adorei esse conjunto, veste-o, os rapazes irão ficar de queixo caído…

- Seth não vai gostar. – Eu e Leah dissemos em uníssono.

- Não interessa! Tu és linda e tens roupa fantástica! Tens que mostrar! Agora veste-te que eu e a Leah vamos arranjar-te o pequeno-almoço e depois acabamos de arranjar-te.

Elas saíram do quarto e eu sentei-me na cama, ainda de toalha. Peguei no telemóvel e liguei ao meu amor, atendeu ao terceiro toque.

- Bom dia, amor.

- “Bom dia, princesinha. É bom acordar com a tua linda voz”

- Amor, ainda estavas a dormir? Desculpa, não sabia.

- “Não peças desculpa, Eu gosto de acordar assim, mas aconteceu alguma coisa?”

- Nem por isso, tenho aqui em casa a tua irmã e a Alice Cullen.

- “Para quê? – Ele ainda estava ensonado.

- Para me levarem às compras…

- “Pois. A Alice gosta muito de compras.”

- Pois, ela escolheu-me a roupa para vestir…

- “Bianca Ateara, o que essa Cullen escolheu? Não gosto dessa ideia” – Seth pareceu muito mais desperto.

- Ela escolheu uma saia e uma camisa branca…

- “Saia?”

- Sim, amor, saia. Eu tentei contestar, mas conheces-a melhor do que eu, até.

- “Não gosto da ideia.” – Repetiu.

Elas apareceram à minha frente, Leah tinha um brilho nos olhos e eu sabia que não tinha nada a ver com a roupa, Alice tinha os olhos fulminantes, olhando para mim.

- Amor, vou ter que desligar. Amo-te.

- “Princesa, não vistas isso, há muitos rapazes no centro comercial.”

Ri-me e Alice apoderou-se do meu telemóvel.

- Seth Clearwater, não comeces, ela vai vestir aquilo e ponto final! Ela está nas minhas mãos! Não te preocupes com os rapazes. Adeus! – Alice desligou o telemóvel.

- Veste-te, estamos a ficar sem tempo. – Disse-me com um sorriso.

(…)

Estávamos à horas no shopping, Alice nunca se cansava, íamos agora para uma loja só de vestidos.

- Para quê é que vamos aqui? – Perguntei.

- Vamos comprar-te um vestido para a festa. – Respondeu-me.

- Alice, eu estou cheia de vestidos no meu armário.

- Eu sei, e são lindos, mas precisamos de um novo. – Dizia, enquanto via imensos vestidos.

Leah ia a meu lado em silêncio.

- Leah, que se passa? – Perguntei.

- Depois falamos. – Sorriu.

- Este. – Falou Alice, com um vestido preto na mão. – Vai experimentar, mas já sei que vai ficar incrível. – Empurrou-me para os provadores.

Suspirei e lá fui eu.

Vesti-o e olhei-me ao espelho, era sem dúvida lindo, mas eu não ia levar isto, era demasiado curto e justo!

- Então? – Perguntou excitada, Alice.

- Eu não vou sair assim!

- Bianca Ateara, agora!

- Não!

- Sim!

- Não!

A porta abriu-se e ela tirou-me de lá, colocando-me à frente do grande espelho, que estava lá.

- Ficas perfeita. – Alice estava deliciada.

- É curto e justo! – Queixei-me.

- Leah, o que achas?

- É lindo, mas o Seth não iria gostar. Por isso tens que levar. – Respondeu.

- Mas…

- Está decidido, é esse que vais levar. Não te preocupes, eu compro os sapatos. Estou atrasada, o Jasper está à minha espera. Eu deixo as compras em tua casa.

Fui tirar o vestido e entreguei-o à Cullen, derrotada.

- Adeus, meninas. Divirtam-se. – Alice foi paga-lo e saiu da loja com o resto das nossas compras.

- Vamos dar uma volta? – Perguntou-me.

- Sim, não me apetece mais estar num centro comercial.

- Tu, não queres estar num shopping? Uau.

- Leah Clearwater, vamos. – Disse, empurrando-a para fora da loja.

- Voltem sempre. – Disse a empregada, quando passamos por ela.

- Onde vamos? – Perguntei.

- Até à praia, que tal?

- Acho óptimo, mas não temos carro…

- Sou uma loba, lembraste? – Riu-se, foi para a floresta e transformou-se.

Subi para cima dela e começou a correr.

(…)

Quando chegamos lá, fomos para os troncos secos, perto da areia, sentamo-nos.

- Conta-me tudo. – Disse.

- Porque haveria de haver alguma coisa para contar? – Perguntou-me.

- Há? – Sabia que havia, mas mesmo assim perguntei.

- Depende, mas parabéns pelo teu irmão. – Sorriu-me.

- Está bem, obrigada, mas agora conta.

- Bem…

- Tem a ver com o Sam, não tem?

- Como sabes?

- Sou muito inteligente, mas conta.

- Eu ontem à tarde estive com a Emily…

- A sério? Para quê? O que ela queria?

- Ela queria falar comigo…

- Ela que? Para quê?

- Bianca, calma! Eu conto-te.

- Desculpa, não abro mais a boca.

- Ela veio pedir desculpas, por se ter metido entre mim e ele, e para eu não ser orgulhosa e ser feliz. Disse para desculpar o Sam e ser feliz!

- Ai sim? – Não gostava muito de Emily, por causa do que acontecera com Leah, ela era a minha melhor amiga.

- Pois. E eu fui falar com o Sam…

- Leah resume, por favor!

- Eu passei a noite com ele.

- A.S.E.R.I.O? Finalmente deixaste de ser orgulhosa.

- Eu não sou orgulhosa!

- Pois, está bem. Como foi? – Perguntei.

- Incrível, foi como se nunca tivesse acontecido nada, como se ama-lo e ele amar-me fosse habitual… - Os olhos dela brilhavam cada vez mais.

- Quer dizer que vais ficar com ele? – Perguntei com um sorriso.

- Ele pediu-me para ir viver com ele.

- Vais?

- Não sei, talvez ainda seja cedo…

-Leah…

- Achas que devo?

- Acho que sim, tu sabes que queres ir e que achas que é o melhor.

- Tu, queres é que o Seth fique com a casa só para ele. – Acusou-me, rindo-se.

- Não preciso disso. – Coloquei a língua de fora.

- Lá nisso tens razão, sabias que o meu querido maninho, nunca está em casa à noite? – Inquiriu rindo-se.

- A sério? O que ele andara a fazer?

- Não fazes a mínima ideia, Bianca?

- Nem por isso.

Continuamos a falar e a rir, não estava assim com ela à imenso tempo. E agora finalmente, ela tinha cedido ao orgulho e era feliz, com Sam, o seu grande amor.

segunda-feira, 7 de março de 2011

New Life - 48º Capítulo

O horário desta fanfic é como era antes, ou seja: ás segundas e quintas, ás 15 horas.

Capítulo 48

Seth levara-me a dar um passeio por Port Angeles, surpreendentemente estava bom tempo, uma coisa rara nestas pequenas cidades.

Passeamos por uma avenida repleta de flores e pessoas, há muito tempo que não tinha um dia normal, estava de mãos dadas com o meu amor, enquanto passávamos por imensas raparigas que suspiravam ao vê-lo, sentia ciúmes e vitoria, ciúmes porque era o meu namorado, vitória porque ele era meu e apenas meu.

Ele percebeu este dilema, sorriu-me, beijou-me docemente e levou novamente os seus lábios ao meu ouvido.

- Só tenho olhos para ti, só tu me interessas. – Beijou-me o rosto e sentamo-nos num banco perto do lago.

Encostei-me nele e brincava com os seus dedos, em total silêncio.

Havia um grupo de raparigas que se sentaram no banco à nossa frente e não paravam de mandar sorrisinhos e de segredarem umas com as outras, estava a enlouquecer.

De repente uma levantou-se e caminhou na nossa direcção, Seth beijou-me o cabelo, sabia o que significava: Tem calma.

Ela chegou rapidamente à nossa beira, enquanto as outras amigas ficaram no banco a olharem espantadas.

- Olá tens horas? – Perguntou a Seth.

- É meio-dia. – Respondeu educadamente.

- Sabes de algum sitio, onde se possa almoçar? – Sorriu.

- Talvez num restaurante? – Falei, sorrindo.

- Alguma sugestão? – Perguntou ao meu namorado.

- Não, não somos de cá, estamos só de passagem. – Respondeu-lhe.

- Oh, é pena. Gostava de um guia….

- Não te preocupes, não te perdes. – Voltei a falar, sorrindo. – Amor, vamos embora? Quero ir às compras. – Perguntei, levantando-me.

- Claro. – Respondeu, levantando-se também. – Xau, espero que encontres um sítio para almoçar.

Começamos a distanciar-nos delas, eu suspirei.

- Princesa, relaxa. Como disse: só tenho olhos para ti. – Rodeou a minha cintura e pôs-me de frente para ele e sorriu-me.

- Eu sei, mas as raparigas estão sempre a olhar para ti! – Queixei-me

- Estão? Nem reparo. Porque eu só tenho olhos, para ti. – Deu-me um beijo curto, mas doce e apaixonado.

Sorri.

- Amo-te Bianca Ateara, tu és a minha vida. – Abraçou-me e começamos novamente a andar. – Então vamos às compras? – Perguntou com medo.

- Amor, é só compras, não te mordem, mas não te preocupes, não vamos. Só queria sair dali.

Seth suspirou aliviado.

- Onde vamos? – Perguntei.

- Como é hora de almoço, talvez fosse melhor alimentar a minha namorada? O seu irmão e o seu primo, não iriam gostar nada, que ela ficasse doente… - Apertou-me para si.

- E o meu namorado iria gostar?? – Sorri-lhe.

- Ele não ia gostar mesmo nada… Por isso vamos alimentar-te. – Beijou-me.

Continuamos a caminhar até um pequeno restaurante numa rua iluminada. O seu nome era “La Bella Italia”

- O Edward falou-me deste restaurante. – Disse-me.

- Mas ele nem come.

- Mas foi aqui, onde a Bella e ele tiveram o seu primeiro encontro, para assim dizer.

- Hum…

- Mas vamos comer, tenho fome.

- Que novidade.

Entramos.

(…)

Estávamos a ir em direcção à mota, quando Emment me ligou.

- “Olá minha amora” – Saudou-me

- Amora?!? – Perguntei confusa.

- “Claro, segue o meu raciocínio: Tu és o amor do fedorento, portanto és a minha amora.”

- E tu o que és meu? Tenho que inventar um nome decente …

- “Já sei. Sexy vampiro. Ah ah?!? Não é bom o nome?”

- Sexy vampiro?!?

- “Sim, ou lindo. Ah ah??!

- Esta bem, esta bem. Ficas sexy vampiro , que tal?

Seth olhava para mim confuso.

- “Uma óptima ideia. Onde andas?”

- Por Angeles, estou com o Seth.

- “Eu também estou.”

Nesse preciso momento um carro parou à nossa frente e Emment saiu de lá.

- Olá, minha amora.

- Amora? – Perguntou Seth.

- Em, que estás aqui a fazer?

- Vim te buscar. Estás a muito tempo com esse fedorento e desde que voltaste, - Seth endureceu - não tens estado aqui com o teu sexy vampiro!

- Amanhã estou contigo. – Disse ao meu vampiro.

- Mas amanhã… - Emment calou-se, como se tivesse se lembrado que não podia falar disso.

- Amanhã o quê? – Perguntei.

- Amanhã vais dizer que queres estar ai com o fedorento.

- Vai lá, amor. Eu não me importo. – Seth disse, mas percebi que mentia.

- Mas eu ainda tenho que te contar umas coisas e não te vou deixar andar ai sozinho. – O sorriso que apareceu na sua cara era genuíno.

- Eu não tenho medo. – Brincou.

- Mas eu tenho. – Disse.

- Oh por favor, poupem-me! Não quero assistir a essas cenas! – Reclamou Emment. – Mas pronto, tu é que perdes! Vou ter com a minha Rose. – Entrou no carro e acelerou, deixando-me com o meu amor.

- Que se passa, amor? – Perguntei.

- Tu e ele são tão amigos. – Suspirou.

- Com ciúmes?

- Princesa, tu és tudo para mim e eu sei que não tenho que ter ciúmes, mas tu também tens ciúmes das raparigas que olham para mim, portanto posso ter ciúmes do Emment.

- Amor, tu também és tudo para mim, e não te preocupes, eu gosto de coisas quentes. – Toquei-lhe no peito e levei os meus lábios ao seu ouvido. – Não de coisas frias.

- Ainda bem. – Riu-se e abraçou-me.

quinta-feira, 3 de março de 2011

New Life - 47º Capítulo

Olá meus queridos!
Deste momento a Debbie está um pouco ocupada, por isso anda longe do blog, por isso pediu para postarmos a fanfic dela, por ela.
Não deixem de comentar.

Capítulo 47

Quil queria saber, porque pedira a Seth e a Sam para fazer a patrulha em vez dele, ele ainda não sabia que Embry também não tinha feito.

Olhei para o relógio e eram 20h, estava na hora.

Estávamos todos na sala, excepto, claro, Embry, que chegaria mais tarde.

- Vai ser agora? – Voltou a perguntar Quil.

Ignorei-o.

- Avô, lembrasse do segredo dos meus pais? – A cara deste ficou confusa como também endureceu.

- Segredo? – Perguntou-me.

- Sim, o segredo que esconderam de si e que mais tarde descobriu.

- Como sabes disso, princesinha? – Veio na minha direcção.

- O meu advogado achou que estava na altura de saber como também o conhecer.

- Tu conheces-o? – Jen e o Velho Quil perguntaram perplexos.

- Quem? O que se passa? – Quil já estava irritado por estar de fora.

- Vocês também. Ele não sabia que era adoptado.

- Quem é?

Bateram à porta, ele tinha chegado.

Fui até à porta e abri, ele sorriu-me e abraçou-me, depois entrou.

- Meu, que estás aqui a fazer? Não devias estar a patrulhar? Aconteceu alguma coisa? – Inquiriu Quil.

Embry olhou para mim e eu sorri.

- O filho desaparecido dos meus pais é o Embry. – Larguei a bomba e todos os queixos daquela sala caíram.

- O quê? – Perguntou fracamente o meu avô.

- O Robert disse-me que era o Embry. – Respondi.

- O Embry? – A minha tia estava em choque.

- Agora faz sentido, ele tem os genes de lobo, herdados pela minha tia. – Quil falou depois do choque inicial.

- Tu és o meu neto? – Os olhos do meu avô brilhavam.

Embry não conseguiu responder, não estava acostumado a tanto carinho e amor, empurrei-o para a frente, ele deu mais um passo e abraçou o nosso avô, depois foi ao encontro dos braços de Jen e por fim a Quil, estes conheciam-se desde pequenos, tinham os dois a mesma idade e era como se soubessem desde sempre que eram família.

(…)

O jantar correra melhor do que esperava, agora eu, ele e Quil estávamos no meu quarto e eu estava nervosa, muito nervosa. Seth pela hora devia estar prestes a aparecer e agora não tinha só o meu primo a “proteger-me”, agora era o meu primo e o meu irmão.

Meu irmão, ainda soava estranho, mas era uma sensação maravilhosa.

Peguei no telemóvel e mandei uma mensagem ao meu amor:

Amor, o jantar correu lindamente, melhor só mesmo se estivesses estado. Não venhas cá, eles os dois estão no meu quarto. Eu bem te disse que agora terias que te preocupar com dois :P Amanhã, quero e preciso de estar contigo, quero contar-te tudo sobre hoje, estou tão feliz :D Tenta esquivar-te da ronda.

Amo-te.

Suspirei e pousei o telemóvel, minutos depois ele tocou.

Era ele:

Ainda bem que avisas-te, estava mesmo perto do teu quarto. Agora tenho dois de olho em mim, é o que dar apaixonar-me por uma Ateara.

Amanhã estarei contigo, bem cedinho, já te disse que tu és a minha prioridade, alguém faz por mim a ronda de amanhã, não deve ser difícil, já que hoje andei todo o dia a patrulhar.

Amo-te, princesa.

- Que sorriso é esse? É o menino Seth? – Perguntou Embry.

Não tinha percebido que estava a sorrir, embora ficasse sempre assim, sempre que estava, pensava ou lia alguma coisa dele.

- Claro, que é o Seth. Ela só fica assim por causa dele, pode acontecer uma coisa maravilhosa, mas com aquele sorriso? Só mesmo com o Seth! – Disse aborrecido Quil, fazendo-me ri.

- Priminho, com ciúmes?

- Sou um Ateara, não tenho ciúmes!

- Todos que estão neste quarto, são. – Relembrei-o.

- Ya. Meu, o que achas de ser um Ateara? É fixe, né?

- Ainda não experimentei bem.

- Atão eu vou-te mostrar, hoje ficas cá. – Decidiu Quil.

- Para quê? – Perguntou ao maluco do nosso primo.

- Para te mostrar o que um Ateara faz.

- E o que um Ateara faz?

- Dorme. – Respondi, antes que Quil falasse.

- Eu isso já sei fazer, acho que não é preciso ser um Ateara.

- Não é dormir o que um Ateara faz! – Respondi Quil.

Eu e Embry rimos.

- Os maninhos juntaram-se para gozar o primo lindo que eles têm.

(…)

Como sempre acordei com a mão quente do meu amor na minha cara, sentia uma sensação estranha, parecia que estava a ser esmagada, abri os olhos e estava mesmo a ser esmagada. Embry e Quil dormiam cada um num lado, Seth tentava tirar-me dali sem os acordar.

- Bom dia, meu amor. – Saudei-o.

- Bom dia, princesa. Estás bem? – Perguntou pegando-me, ele já não queria saber se os acordava ou não.

O primeiro a acordar foi o meu irmão, caindo da cama, e levantando-se imediatamente.

- O que se passa? – Examinava o quarto.

Sempre que acordavam sobressaltados, faziam a mesma coisa, todos.

- Seth? – Perguntou confuso.

- Como é, meu? Vim busca-la.

Ainda, era estranho tudo isto, mas pelo menos todos tinham reagido bem.

- E vais levá-la, onde?

- Surpresa. – Rodeou a minha cintura.

- Cuidadinho, ela agora é minha irmã. – Ameaçou Embry.

- Agora tenho dois de olhos em mim…

- É o que dá apaixonares-te por uma Ateara. – Repeti as suas palavras, ele percebeu e deu-me o seu sorriso lindo.

- Pois, esta bem. Vou estar atento aos teus pensamentos, tal como o Quil está, é melhor teres cuidado, muito. – Embry frisou a última palavra.

Nesse instante, Quil acordou, exactamente como Embry, caindo da cama e colocando-se igualmente em pé.

- Que se passa? Já não se pode dormir, nesta casa? – Resmungou Quil.

- Quil, o Seth quer levar a Bia para um sitio qualquer.

- Oh, deixa estar. Isto ‘tá sempre a acontecer, não há nada a fazer.

Pelo menos, Quil sabia.

- Mas nós devíamos saber onde ela vai.

- Mas quando o Seth diz que é surpresa é mesmo.

Seth e eu suspiramos.

- Pessoal, eu vou. A vida é minha, eu não me meto na vossa! Adeus. – Disse, pegando na mão de Seth.

Estava a chegar à porta, quando fui parada por Seth, que me agarrou pela cintura e me deu um beijo deixando-me ofegante, depois levou os seus lindos e saborosos lábios até ao meu ouvido direito.

- Vais de pijama? – Murmurou, deixando-me ainda mais ofegante, ele ainda me matava só por me beijar!

- Hum… - A minha mente, ainda não funcionava.

- O que disseste? – Percebi pelo seu tom que abafava um riso.

- Ah? – Ainda estava desorientada, ele nunca me fazia ficar assim, quando estava com alguém por perto, principalmente o meu primo e agora, o meu irmão.

- Vais de pijama ou queres ir vestir-te? – O seu hálito penetrou-se na minha pele, deixando-me maluca.

- És tão mau! – Finalmente, consegui ganhar poder sobre a minha mente. – Eu vou tomar banho e vestir-me, tu fica aqui.

Precisava de um banho gelado, odiava quando ele me fazia isto, o seu hálito fresco dava-me sempre a volta à cabeça e só conseguia ganhar total poder sobre mim, com um banho gelado.

(…)

Já estava pronta, voltei a descer as escadas e Seth sorria para as molduras que estavam distribuídas pelas paredes, sorria para uma que tinha minha em bebé.

Fui até ele e abracei-o, levei os meus lábios até ao seu ouvido.

- Já estou pronta, vamos? – Sussurrei.

Seth arrepiou-se e eu sorri, vingança sabia tão bem.

- Pensava que estavas com pressa. – Continuei e ele cada vez ficava mais arrepiado.

- Eu preciso de beber água, espera um bocado. – Disse-me completamente atrapalhado.

Seth gostava de me por maluca, mas eu também gostava de o por maluco, era tão engraçado.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Capítulo 46, New Life

Capítulo 46
Passara 2 dias desde que contara a Embry, ninguém conseguia falar com ele, mesmo sabendo onde ele estava, já não aguentava mais, precisava de contar à minha família, eles também tinham o direito de saber!
Seth continuava a pernoitar no meu quarto, agora sem ninguém saber, não fazíamos nada, apenas ficava abraçada a ele a chorar e ele a acariciar o meu cabelo, dizendo que ia ficar tudo bem.
O meu avô e todos os outros já tinham percebido que acontecera alguma coisa e tentavam descobrir o que se passava, prometi-lhes que naquele dia ia ficar tudo bem, mas não ficou, talvez até tenha ficado pior.
Enquanto Seth patrulhava, eu ia arrumando o quarto, não queria estar com ninguém, sabia que me iam perguntar o que se passava e eu não aguentava mais mentir.
(…)
Já tinha arrumado o quarto e estava a ouvir música, sentada no banco da janela, que nem o ouvi entrar, assustei-me quando me tocou.
- Desculpa. – Disse. – Devo-te um pedido de desculpas e pedir-te uma coisa.
- Pede. – Disse automaticamente.
- Conta-me tudo.
- Tens a certeza?
- Sim, eu estou mais calmo, desculpa a maneira como reagi, mas foi um choque…
- Eu percebo, também foi para mim. Não estava à espera ter um irmão, ainda por cima mais velho…
- Podes-me contar?
- Claro. Tu tens esse direito.
Relatei-lhe a história que Robert me contara, sem esconder um único pormenor, as expressões de Embry iam mudando face a cada descoberta, acabei por perceber que as minhas expressões deveriam ter sido as mesmas, a única diferença é que quando Robert acabou de me contar, eu chorei, Embry ficou estático e chocado, talvez.
- Então têm mesmo a certeza disso?
- Sim, tu és meu irmão.
- A minha mãe, não é minha mãe, então?
- A dona Anna continua a ser a tua mãe, mãe do coração, mas biológica é a mesma do que eu.
- Eu sou primo do Quil? – Perguntou.
- Parece que sim.
-Ele sabe?
- Não, as únicas pessoas que sabem desta história, sou eu, o Seth, o Robert, a dona Anna e tu.
- Quando é que a Anna soube? – Percebi que Embry estremeceu.
- No mesmo dia que tu, antes. Quis avisá-la.
- O Seth?
- Estava comigo.
- Quando vais contar à família?
- Eu? Porquê? Eu supostamente sou a mais nova.
- Os dois? – Perguntou preocupado.
- Os dois. – Concordei. – Eu sempre te adorei como meu irmão, és um dos meus melhores amigos…
Fui interrompida por um enorme abraço, aqueles em que nós não conseguimos respirar.
- Adoro-te maninha. – Beijou-me a testa
- É bom ouvir isso. – Sorri.
- Como contamos?
- Calma, Embry. Hoje ao jantar, vens cá?
- Tenho que patrulhar. – Disse desanimado.
- Vais com quem?
- Com o Quil e com a Leah…
- Eu resolvo isso, não há problema. Prepara-te para conheceres a tua família. – Disse sorrindo.
- Eu já a conheço…
- Mas não oficialmente.
Embry sorriu nervosamente e abraçou-me.
- Falaste com… com… - Não consegui terminar.
Não sabia se dizia “com a tua mãe” ou “com a Anna” ou até “com ela”, não o queria magoar.
Ele percebeu.
- Sim, falei naquele dia em que falaste comigo. Ela disse-me que não sabia quem eram os meus pais e não me queria magoar, parecia ‘tar a ser sincera.
- Eu também falei com ela, como sabes, e ela não sabia mesmo quem eram os teus pais, ou isso ou é uma óptima actriz. Mas o que vais fazer?
- Vai tudo continuar igual, apenas vou acrescentar uns elementos à minha família.
- Não é só isso.
- Então? – Ficou confuso.
- Temos que tratar da tua parte da herança…
Embry silenciou-me com o olhar.
- A herança é tua!
- A herança é nossa! Tu és herdeiro por direito!
- Tu foste a filha que eles criaram!
- Embry, vamos discutir por causa da herança?
Começamos a rir-nos.
- É a nossa primeira discussão como irmãos. – Disse-me. - Como achas que vão reagir? – Perguntou-me.
- Não sei…
- Mal?
- Não, eles adoram-te, mas no princípio devem ficar chocados tal como tu e eu ficamos.
- Vamos ver. E a patrulha?
- Eu resolvo isso. – Respondi. – Posso fazer-te uma pergunta?
- Claro.
- O que se passa entre ti e a Leah?
Embry vacilou, mas continuou com o sorriso na cara.
- A Leah e eu já não temos nada…
- Amas-a? Isso magoa-te?
- Amo-a, mas ela escolheu o Sam…
- Ela ainda não o escolheu.
- Mas ela vai escolhe-lo, sabes disso. Tenho a certeza que tu lhe disseste para ela o escolher.
- Eu não disse para ela escolher o Sam e não a ti, eu disse para ela seguir o coração.
- E ela vai escolher o Sam… - Disse abatido.
- Tu vais encontrar outra rapariga que te faça feliz.
- Eu sei… Como vais resolver a situação da patrulha?
- Vou pedir ao Seth e ao Jared…
Pensara em Sam, mas não queria magoar Embry.
- Pede ao Sam. – Disse-me, surpreendendo-me.
- Ah?
- Pede-lhe, o Jared vai estar com a Kim e ele não tem nada para fazer.
- Tens a certeza?
- Claro.
- Tenho tanto orgulho em ti, maninho.
Ele sorriu-me e voltou a abraçar-me, depois liguei a Seth e a Sam.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Capítulo 45, New Life

Bem, como tinha dito, aqui está um novo capítulo, espero que gostem e que não fiquem chateadas pela minha ausência :x
Obrigada pelo vosso apoio, se não fosse vocês eu já tinha desistido de a postar aqui
Kisses and hugs ☺
Capítulo 45
- Desculpa?
- Dona Anna, sei perfeitamente que o Embry não é seu filho.
- O que estás para aí a dizer? – Disse levantando-se.
- Que sei a verdade, toda. Quer falar aqui?
- Não há verdade nenhuma. – Começou a caminhar para fora do café, paguei os chocolates e fui atrás dela.
- Eu sei que o Embry não é seu filho, sei quem são os pais verdadeiros dele, sei tudo. – Anna deixou-me entrar na loja e fechou rapidamente a porta.
- O que queres? – Os seus olhos mostravam raiva.
- Avisa-la.
- Avisar-me?
- Eu vou contar ao Embry a verdade…
- Não vais nada, minha menina. Tu não tens o direito de estragar a minha vida. – Agarrou-me fortemente pelo braço.
- Eu tenho o direito todo, quando ele é meu irmão. – Soltei-me.
- O quê?
- É isso mesmo. O Embry é meu irmão, ele é um Ateara.
- Como assim?
- Não interessa, o que interessa é que ele é meu irmão e tem direito a saber quem foram os seus pais verdadeiros e tem direito à sua herança.
- Ela não quer saber nem dos pais nem da herança. – Gritou.
- Vamos deixar que seja ele a decidir. Vim aqui apenas para avisá-la, tenho uma grande consideração por si. – Disse virando as costas.
- Quando descobriste?
- À 2 dias. O meu advogado encontrou-o e disse-me. Agora vou falar com o Embry.
- Por favor. – Pediu.
- Desculpe, mas não posso esconder-lhe isso. É muito importante, é a vida dele, ele tinha o direito de saber toda a verdade.
Antes que ela respondesse, sai. Não aguentaria se ela me continuasse a pedir, ele precisava de saber a verdade, agora era a vez de falar com ele.
Fui até à floresta e o lobo cor de areia apareceu à minha frente.
- Levas-me a casa dos Cullen? – Perguntei sorrindo.
Ele mostrou os seus dentes afiados grandes, sabia que estava a sorrir, e baixou-se para eu subir. Agarrei-me no seu curto pêlo e ele começou a correr entre a densa vegetação, fazendo-me rir.
Rapidamente chegámos ao destino, Seth transformou-se e beijou-me.
- Boa sorte. – Murmurou.
- Obrigada. Logo estarei contigo. – Beijei-o e subi o alpendre da casa dos Cullen.
Toquei à campainha e foi Emment que me veio abrir.
- Lobita. – Saudou-me com a sua habitual boa disposição.
- Olá, Em. Fizeste o que te pedi?
- Claro, lobita. Ficas a dever-me uma.
Entrei e vi Embry a ver um jogo de basebol com Paul e Jasper, este olhou atentamente para mim, provavelmente estaria a ler as minhas emoções.
Eu só estava nervosa e assustada, mais nada.
- Olá meninos. – Saudei. – Embry, posso falar contigo?
- Claro, baixinha. – Disse com a boca cheia de comida, atento ao jogo.
- Só nós os dois. – Continuei.
Olharam os quatro para mim, senti o meu coração a bater descontroladamente.
- Oh baixinha, eu depois sei o que falaram… - Gozou Paul.
- Pensava que não tínhamos segredos, lobita.
- Por favor, pessoal… Talvez tu saibas o que falaremos, mas eu quero falar com ele. – Virei-me para Emment. – Em, tu és o meu vampiro favorito, eu adoro-te e não temos segredos, mas eu preciso de falar com ele…
- Deixam-na falar. – Falou Jasper, comecei a sentir-me calma. – Falem aqui. – Sorriu-me.
Emment passou por mim e lançou-me um olhar fulminante, sabia que era só para me fazer rir, mas não consegui e o seu olhar ficou preocupado.
Ficamos em silêncio durante alguns minutos, talvez ele estivesse à espera que eles se afastassem.
- Que se passa, baixinha? – Perguntou.
- Hum… Eu tenho que falar contigo…
- Fala…
- Bem, não é falar… Eu tenho que contar…
- Conta…
- Não é contar, é falar.
- Bianca Ateara fala de uma vez por todas.
- Embry, promete-me não te passares.
- Até parece…
- Bem… Eu descobri uma coisa e tu precisas de saber…
- Eu já sei o que me vais contar.
Ele já sabia? Como?
- Ah?
- Eu entendo porque não disseste mais cedo.
Entende?
- Ah?
- Tu tens namorado é difícil?
Ah?
- Ah?
- Dizeres que eu sou mais bonito que o Seth, deve ser complicado, mas não te preocupes, eu não lhe digo nada. – Começou a rir-se.
Não disse nada, quem me dera que fosse aquilo, mas como eu lhe ia dizer que era meu irmão? Como?
- Que se passa, Bia? – Perguntou, vindo na minha direcção.
- É sobre os meus pais. – Nossos, pensei.
- Queres falar disso? Comigo? – Ficou chocado.
- Isto é do teu interesse…
- Porquê?
- Nunca pensaste porque é que te transformaste? Tu, supostamente, não és de La Push…
- A sério, Bianca? Sabes perfeitamente que eu me transformo, porque o meu pai ou é o pai do Sam ou do Jake ou o Velho Quil…
- E se não for nenhum deles?
- Ah?
- E se fosse outra pessoa?
- Não brinques mais ninguém tem o gene, além da tua mãe e o pai do Seth…
Não respondi.
- O que queres dizer, Bianca?
- A tua mãe, não é a tua mãe… - Sussurrei.
- O quê? – Perguntou, começando a tremer.
- Tu és meu irmão! – Gritei, preferi dizer de uma vez por todas, as lágrimas começavam a tentar sair.
Não respondeu.
- Tu és um Ateara, tens o gene contigo. – Voltei a falar baixo.
- Não posso, tu és a única filha deles. ESTÁS A MENTIR! – Acusou-me.
- Eu nunca mentiria num assunto destes, é difícil para ti, mas para mim também. – Tentei gritar, mas não passou de um sussurro.
- Não pode ser! Eu sou um Call, não um Ateara!
- Um Call não tem o gene!
- Pára de mentir! Eu sou um Call.
- Queres provas?!? Faz um teste de ADN!
- PÁRA DE MENTIR! – Começou a aproximar-se a tremer.
Cada vez tremia mais e mais se aproximava, de repente levantou a mão, eu fechei os olhos e esperei pela dor, mas em vez disso veio até mim de algo a cair ao chão e uma corrente de ar.
Abri com medo os olhos e estava sozinha na grande sala dos Cullen, olhei para o sítio de onde provinha e vi milhares de vidros no chão, os vidros da porta. Lágrimas começaram a cair e fui até lá fora.
- Seth. – Chamei baixo, sabia que ele andava por perto.
Em poucos segundos, o meu namorado, já estava a apertar-me contra si.
- Calma, princesa.
- Ele… ele… não acreditou em mim. – Soluçava.
- Ele acreditou, mas ele foi apanhado de surpresa, essas foi uma das razões para andar por perto, tinha medo que ele não se controlasse. Ele precisa de ficar uns momentos sozinho, depois vai falar contigo. – Apertou-me ainda mais.
- Onde achas que ele foi?
- Se fosse eu, provavelmente tinha ido falar com a minha mãe…
- Preciso de falar com a minha família…
- Desta vez vou contigo, não te vou deixar ir sozinha, foi um erro!
- Erro? – Um outro soluço irrompeu.
- Sim, erro. Já viste como estás? Prometi não deixar que ficasses assim, nunca!
- Não tens culpa, mas eu quero que venhas comigo. – Disse, pegando na sua mão.
O meu telemóvel nesse instante tocou, era sinal de mensagem.
Vi que era de Embry:
Não fales com ninguém, preciso de pensar, não fales com n-i-n-g-u-é-m. Desculpa a minha reacção.
Beijos.
- Ao que parece não vamos falar com ninguém… - Disse Seth, vendo a mensagem.
- Por enquanto. Ele precisa de pensar, tal como disse.
- Quando achares que está na hora, é só avisares-me. – Beijou a minha testa e abraçou-me.
- Tenho medo. – Admiti.
- Não tenhas. Tou aqui contigo. E se quiseres podemos fugir. Ah? Que tal? – Perguntou com um sorriso maroto.
- Fugimos só os dois? – Sabia que ele me estava a tentar distrair, mas não me importei.
- Só os dois. – Riu-se e beijou-me.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Capítulo 44, New Life

Mais uma vez desculpem o atraso, mas a escola tem-me tirado o tempo todo, tenho tido testes todas as semanas. Amanhã tenho o meu último teste e vou tentar voltar ao normal.
Talvez durante o fim-de-semana poste outro como pedido de desculpas. Mas têm que comentar os capítulos, senão não sei quem lê ou quêm não lê, quem gosta e quem não gosta. Vá lá comentem, perdem apenas um minutinho *-*
Kisses and hugs ☺

Capítulo 44
Estava fechada naquele quarto à dois dias, apenas comia o que Seth me obrigava a comer, negava-me a sair, não queria enfrentar ninguém. Ia lavar os dentes e essas coisas básicas, quando sabia que estavam a dormir.
Eu sabia que não podia continuar com isto, olhei para o relógio e apontavam 2h15 da manhã, Seth dormia profundamente a meu lado, - o meu avô tinha-lhe pedido para tomar conta de mim, pelo que fora dispensado das patrulhas – e eu sabia que ele não ia acordar, mas seria difícil sair do seu abraço apertado.
Tentei mexer-me sem acordá-lo, mas não consegui. Ao mover-me, ele acordou.
- Que se passa? O que aconteceu? – Perguntou colocando-se imediatamente em pé e analisar o meu quarto.
- Eu preciso de resolver isto. – Disse, apenas.
- Princesa, tens a certeza? – Veio até mim e abraçou-me.
- Eu não aguento mais, ele precisa de saber a verdade. Não posso ser egoísta e pensar só em mim.
- Tu não és egoísta, precisas do teu tempo para perceberes tudo.
- Mas não posso continuar, já passou dois dias e ele tem o direito de saber. – Seth voltou a deitar-me.
- Ele está a patrulhar, amanhã falas. – Beijou-me o cabelo.
- Eu não sei como vou dizer… É tão complicado…
- Princesa, queres esperar mais uns dias? – Perguntou preocupado.
- Querer, quero, mas não posso. Não lhe posso fazer isso, é a vida dele, tem o direito de saber. Além disso pelo que soube, ele pensa que o seu pai ou é o pai do Sam ou o meu avô ou o Billy, o pior é que não é nenhum deles…
- Espera então mais uns dias…
- Não posso, está decidido.
- Apoio-te em qualquer decisão. Agora volta a dormir. Já agora: é bom poder dormir à tua beira, sem termos medo que alguém apareça, eles sabem que eu estou aqui. – Sorriu.
- Deve ser a única parte boa disto tudo…
- Não gostaste de saber que ele é teu irmão?
- Eu e ele sempre nos demos bem, adoro-o, mas eu pensava que era filha única, ainda não dirigi a novidade, mas talvez seja bom, mais um para tomar conta de mim, consequentemente, mais um para teres cuidado. – Ri.
Foi a primeira vez que ri, desde que soube a grande novidade, a partir desse dia, eu e Seth tratávamos Embry por “ele”, porque nunca sabíamos quem estava por perto a ouvir, assim podiam saber o que se passava, mas não sabiam de quem falávamos.
- Mais um para me esconder? Uau, qualquer dia nem em casa posso estar. – Riu-se.
- Mais um a controlar os teus pensamentos, Uhhh…
- Nem pensar, posso. – Demonstrou choque, rindo-se de seguida.
- Coitadinho…
Seth começou a fazer-me cócegas, beijando-me de seguida o pescoço.
- Tive saudades do teu riso, do brilho do teu olhar, ainda que agora só tenhas um bocadinho, finalmente vejo-o e tenho esperança…
- Uau, pareces daqueles homens que estão a falar de religião e falam da esperança e essas coisas.
- Tão engraçada. – Beijou-me e apertou-me para junto de si. – Amanhã queres que vá contigo?
- Não, preciso de fazer isto sozinha…
- De certeza, princesa?
- Sim, tenho que o fazer.
- Depois se precisares de alguma coisa ligas-me, já que está tudo bem, acho que vou fazer a ronda, ou queres que fique contigo? – Na sua face apareceu um sorriso.
- Vai lá fazer a patrulha, ou eles ainda me mandam numa caixa de volta para Miami.
- Se eles fizessem isso, eu ia buscar-te outra vez.
- Ainda bem, Seth Clearwater. – Sorri.
Quando voltei a olhar para ele, já dormia, levantei-me cuidadosamente e fui até à janela. Perto das árvores estavam lá dois lobos, pelo pêlo percebi que eram Embry e Quil, a coragem que à momentos tinha, desapareceu e voltei a entrar em pânico.
Sai da janela e sentei-me no meu puff, que Quil me oferecera, fiquei a ver o meu amor a dormir.
Ele ocupava a minha cama inteira, mesmo que fosse de casal – adorava camas grandes, embora eu fosse pequenina – estava sem t-shirt e reparei na ferida que ele tinha nas costas, eram tipo mordidas, mas sendo lobo ele cicatrizava rápido, então porque esta não tinha desaparecido?
Vi imensas feridas de Jake e Quil a cicatrizarem rápido, então porque a de Seth não desaparecera? Talvez tivesse sido Nahuel com o seu veneno. O Cullen loiro também tinha várias cicatrizes destas e disse que era por causa do veneno.
Concentra-te, Bianca, tens coisas mais importantes em que pensar, o Seth está bem, agora tens o Embry.
(…)
Acordei deitada na cama sozinha, nem sabia como tinha ido ali parar, a última coisa que me lembrava era estar no puff, levantei-me e tinha um bilhete na cómoda, fui até lá e reconheci imediatamente a caligrafia.
Princesa, porque estavas no puff? Não gostas de dormir a meu lado, ah? Espero que tenhas uma boa explicação, menina Ateara. Vim patrulhar, espero que corra tudo bem, vou andar por perto de ti, se precisares de mim, é só chamares baixinho que eu ouço-te muito bem (esta audição de lobo é muito boa) Custou-me sair do teu lado, mas o dever chama-me, mas se precisares de mim é só dizeres, tu és o meu dever, a minha prioridade.
Amo-te e ate logo.
Ainda sentia um bocado de medo, mas sabia que se precisasse de Seth, ele estaria comigo. Sabia que não podia ir falar logo com Embry, ainda havia uma pessoa com quem precisava de falar, antes do meu irmãozinho – estremeci -.
Desci as escadas e lá estava o meu primo, o meu avô, Jake e Billy.
- Princesinha. – O meu avô abraçou-me.
- Bom dia. – Disse envergonhada.
- Como estás? – Jake e Quil perguntaram.
- Bem. – Menti.
- Estás a mentir. – Acusaram-me os dois.
- Vou ficar, não se preocupem. Apenas preciso de resolver umas coisas e ficará tudo bem. Porque estão aqui? Não era a vossa vez de patrulhar?
- Vimos que o Seth se transformou e ele só se afastaria de ti, se estivesse tudo bem ou a caminha por aí. Viemos ver-te. – Respondeu o meu primo.
- Mas eu vou sair, tenho que tratar de uns assuntos.
- Queres companhia? – Perguntaram os dois.
- Tenho que fazer isto, sozinha e espero não ser seguida por vocês… Quem está a patrulhar com o Seth?
- Ninguém. Ele viu que queríamos ver-te e disse que a manhã fazia só ele, foi estranho, mas não rejeitamos...
Sorri.
- Tu sabes porque ele disse isso, não sabes? – Perguntaram.
- Ele é o melhor namorado do Mundo. – Mas se ele estava a patrulhar sozinho, onde estavam os outros, onde estava Embry? – Onde estão os outros?
- O Sam está em casa, o Jared com a Kim, o Paul e o Embry estão com os Cullen.
Então Embry estava em casa dos Cullen, precisava de o manter ocupado, para falar primeiro com uma pessoa.
Peguei no meu telemóvel e mandei uma mensagem a Emment:
Sanguessuga, podes manter o Embry por aí? Não lhe digas que te pedi e por favor não penses nisso, pensa em destruição de carros, em desbastar a floresta, em qualquer coisa, menos nisto, depois explico t-u-d-o.
Obrigada :D és o maior
Beijinhos
- Estás bem? – Perguntou Jake, chamando-me à Terra.
- Sim, eu tenho que me ir arranjar e sair.
- Nós vamos patrulhar…
- NÃO! – Gritei. - Façam outra coisa, Quil porque não levas a Claire ao cinema? Saiu um filme novo muito bom e Jake porque não levas a Nessie a passear?
- Estás tão estranha…
- Não estou nada. A Leah?
- Boa pergunta, não estava transformada, deve estar em casa.
Em casa? De quem? Ri-me e eles olharam para mim, acenei apenas e subi as escadas para me vestir.
(…)
Estava perto da praia, sentia uns olhos em mim, sabia que eram de Seth, ele dissera que ficaria por perto. Localizava-me entre as pequenas lojas de recordações que se situavam por ali, entrei na que vendia quadros com paisagens de lá, e lá estava ela.
- Olá, querida. Por aqui? O que vieste comprar?
- Não vim comprar nada. Queria falar consigo, senhora Call.
- Aconteceu alguma coisa? – Perguntou preocupada.
- Podemos falar num sitio mais calmo?
- Claro, querida. Vamos ao café e aproveitamos e bebemos chocolate quente, que achas?
- Claro. – Sorri.
A mãe – adoptiva - de Embry fechou a loja e fomos até ao café que era mesmo ao lado, entramos e pedimos o chocolate quente.
- Então, minha querida, que se passa?
- Senhora Call…
- Trata-me por Anna, já me conheces à muito tempo. – Sorriu-me.
- Anna, posso perguntar uma coisa?
- Claro.
- Com que idade teve o Embry?
Anna petrificou.
- Para que queres saber?
- Para um trabalho da escola. – Ri-me nervosamente.
- Que trabalho estranho.
- A escola é estranha, mas pode-me ajudar?
- Claro, tive com 25 anos.
- Sai ao pai ou à mãe?
Anna ficava cada vez mais nervosa.
- Ao pai, o Embry não é muito parecido comigo.
Fomos interrompidas pelo empregado com o chocolate.
- O que acha de adopções?
- Ah?
- Trabalho da escola. – Ri-me.
Tinha comigo papel e caneta onde ia escrevendo o que ela dizia, só para parecer mesmo um trabalho.
- Acho que a adopção é uma boa solução quando o casal não pode ter filhos, ou se quiser apenas adoptar…
- Então se fosse a Anna adoptaria, se tivesse numa dessas situações?
- Sim, seria uma boa opção. – Sorriu, percebi que estava nervosa.
- Foi por isso que adoptou o Embry?
Anna paralisou, olhando para mim.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Capítulo 43, New Life

(Desculpem a ausência :x)

Capítulo 43
- Quem é Robert? – Gritei.
Os olhos do advogado oscilavam entre mim e Seth, estava confusa, os seus olhos demonstravam pena. Será que era Seth? Arrepiei-me só com o pensamento e o meu amor, apertou-me mais.
- Tem calma. Ele é parecido com o teu primo. Cabelo curto, corpulento.
Mais uma vez, os olhos de Robert foram para Seth e para mim.
Só podia ser da Alcateia.
Eu e Seth endurecemos, percebi que ele também estava com medo da resposta.
- QUEM?
- Chama-se Embry. Embry Call
Embry? Meu irmão?
As cascatas de lágrimas apareceram.
Não aguentei e comecei a correr, queria ficar sozinha, queria sair dali.
Cheguei rapidamente ao Rabbit e reparei que estava a chover muito, não me importei e comecei a escorregar encostada ao carro, chorava convulsivamente, as lágrimas misturavam-se com a chuva, senti umas mãos quentes a pegarem em mim.
Seth abriu a porta do carro e sentou-me lá, depressa chegou ao lugar do condutor, não tentou falar comigo, ele sabia que eu precisava de tempo, coloquei os meus braços por volta das minhas pernas e pousei a minha cabeça lá.
(…)
Depressa chegámos a minha casa, mal Seth parou o carro, eu comecei a correr para dentro de casa, fui directamente para o meu quarto, fugazmente percebi que na sala estavam Jake, Billy e o meu avô.
Fechei-me no meu quarto e comecei a escorregar contra a porta, chorando.
- Princesinha, o que aconteceu? – Perguntou o meu avô, no outro lado da porta.
- Sr. Quil deixe-a sozinha um bocado, ela precisa. – Pediu Seth ao meu avô.
- O que se passa com ela?
- Não sei se posso falar… Ela depois fala consigo, mas neste momento precisa de estar sozinha…
- Princesinha, quando estiveres pronta, estarei aqui para te ouvir. Adoro-te pequenina.
Chorava cada vez mais.
- Seth. – Chamei fracamente.
- Princesa, precisas de alguma coisa?
Abri um bocado a porta e fiz sinal para ele entrar.
- Fica comigo, não me deixes, não contes nada a ninguém, fica comigo. – Abracei-o fracamente e Seth pegou em mim, deitou-me sobre a cama e começou a fazer-me carícias no cabelo, enquanto eu chorava.
Beijou-me a testa e abraçou-me.
- Estarei sempre do teu lado, nunca te abandonarei.
- O… que eu… faço? – Perguntei entre soluços.
- Tens que seguir o teu coração, mas acho que tens que falar com ele. – Disse docemente.
- Como? Eu não consigo…
Seth silenciou-me.
- Claro que consegues, tu consegues sempre tudo, tu és forte.
- Eu nunca pensei que tivesse que passar por isto…
- Shhh – silenciou-me. – Descansa e depois resolves isto.
- Eu não quero descansar, eu quero desaparecer…
- Bianca Ateara se tu dizes mais uma vez isso, eu irei chatear-me! Tu nunca, nunca irás desaparecer. – Seth ficara furioso.
- Desculpa, amor. Não te chateies comigo, fica comigo. – Chorava cada vez mais.
- Eu é que tenho que pedir desculpa, fui insensível.
Beijei-o e voltei a encostar-me no seu peito.
- Vai-se tudo resolver.
- Eu não consigo nem sei se quero falar com ele.
- Porque não queres?
- Não sei. Talvez esteja a ser egoísta, mas não consigo imaginar ter um irmão, principalmente mais velho, tenho o Quil é como se fosse.
- Não estás habituada, mas tu e ele dão-se bem.
- Pois damos, mas nunca pensei dizer que ele era meu irmão…
- Descansa, princesa.
- Amor, vais fazer a patrulha, certo?
- Sim, princesa.
- Por favor, não penses nisto.
- Eu não penso, acalma-te e descansa, por favor.
Abraçou-me ainda mais, continuou a mexer no meu cabelo e fiquei cada vez mais sonolenta.
- Amo-te. – Sussurrou-me.
(…)
Voltei a acordar e Seth não estava, olhei para o relógio e eram 21h, fui até à porta e ouvi umas vozes, resolvi descer.
- Olha ela. – Embry pegou em mim e beijou a minha bochecha. – Então pequenina, deixaste o Seth vir hoje? – Riu.
Paralisei e não respondi, as lágrimas ameaçavam cair novamente.
- Baixinha, estás a ouvir-me? – Perguntou o meu irmão, estremeci ao pensar nessa palavra. – Bia, que se passa?
Corri escadas a cima, a chorar, entrei no quarto e tranquei a porta.
- Que se passa? – Quil, Embry e o meu avô perguntaram-me.
As lágrimas saem cada vez mais.
- Bianca, que se passa? – O meu avô perguntou seriamente.
- DEIXEM-ME EM PAZ! – Gritei desesperada.
- Bia, diz-nos o que aconteceu, por favor. – Pediu Embry e Quil.
- CHAMEM O SETH! – Precisava dele ao meu lado.
- O que se passa? Ou dizes ou deito a porta a baixo. – Ameaçou o meu primo.
- Acalma-te, meu. – Disse Embry.
- Princesinha, pelo menos anda jantar. – Pediu o meu avô.
- NÃO! EU NÃO TENHO FOME!
- Bianca Ateara saí daí, por favor. – Eles já estavam a ficar irritados, mas eu não estava preparada para enfrenta-los, para enfrentar Embry, para falar.
- POR FAVOR, CHAMEM O SETH! – Chorava cada vez mais.
- Chamem o Seth, só ele vai conseguir acalmá-la, de tarde ela só quis falar com ele, foi apenas ele que conseguiu entrar naquele quarto. – Disse o meu avô.
- E se chamássemos o Emment? Eles também se dão bem. – Sugeriu Embry.
- Nem o Emment conseguiria, o Jacob esteve aqui de tarde e nem ele conseguiu entrar.
- PAREM DE FALAR! PRECISO DE SOSSEGO, POR FAVOR!
O abraço de Embry não me saia da cabeça, eu adorava-o, era um dos meus melhores amigos, ele conhecia-me desde criança e agora descobri que ele era meu irmão, descobri que tinha irmão.
(…)
- Princesa, abre. Sou eu.
Abri lentamente a porta e lá estavam Quil, o meu avô, Embry, Jake e Seth, peguei no braço de Seth e puxei-o, fechei logo a porta. Abracei-me a ele.
- Princesa...
- Amor, eu não sei o que fazer.
- Eles estão muito preocupados...
- Eu sei, mas não consigo. Se sair daqui, eles vão querer saber o que se passa e eu ainda não estou pronta...
- Gostava tanto de poder ajudar-te.
- Ao estares comigo, ajudas-me muito.
- Já podes dizer o que se passa? – Perguntou Quil do outro lado da porta.
Olhei para Seth a pedir ajuda, ele levantou-se e foi até à porta.
- Depois, meu. Deixa-a sossegada.
- Meu, eu estou preocupado. É grave?
- Depois ela fala.
Seth voltou a fechar a porta, deitou-se a meu lado e passou o seu braço por baixo do meu pescoço, puxando-me para si.
- Descansa.
- Outra vez, amor?
- Tu precisas.
- Apenas preciso de ti.
Mas ele tinha razão, eu precisava de descansar, tinha esperança que isto fosse um pesadelo e acordasse depressa.