Dá-nos a tua opinião sobre o filme Amanhecer-Parte 1 AQUI.

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quinta-feira, 11 de março de 2010

New Sun - 52º Capítulo

Olá meus queridos!

Este é o último capítulo, eu e a Chleo esperamos que tenham gostado deste fanfic.

Mas meus queridos: Segunda - feira vai haver surpresa. Espero que passem por cá pelas 17 horas.

Capítulo 52

Versão da Leah

Levantei-me quando senti que o bebé tinha acordado. Ao meu lado o meu namorado dormia um sono tranquilo. Fui ao pé do bebé que sorriu quando me viu, e esticou as mãozinhas para que lhe pegasse. Levei-o até há cozinha para lhe preparar o biberão.

Ainda não acreditava que tinha passado um ano, desde que este pequeno bebé nascera. O filho da Emily e do Sam. Agora eu era a mãe dele, tinha sido inevitável. Voltei a recordar o que tinha acontecido há um ano atrás. O dia em que o pequeno Sam, Sammy, como lhe chamávamos, nasceu.

***

Estava ao lado de Emily. Ela estava acordada e acariciava amavelmente a sua barriga.

“Leah, quero que tomes conta dele, ou dela.”

“Emily, já te disse que sim. Mas tu vais ficar bem. Vês até já estás a melhorar!” ela sorriu mas não me respondeu. Continuou a olhar com imenso carinho para o seu ventre gigante.

Apesar de ela estar acordada, e falar mais fluentemente, a verdade é que não estava melhor. Tinha várias recaídas e cansava-se muito depressa. Agora que se aproximava o dia do nascimento, pedia-me que ficasse ao lado dela. E eu nunca tive coragem de lhe negar esse pedido. Todos os dias, à mesma hora, eu sentava-me junto da cama dela, e fazia-lhe companhia. Ela ficava sempre feliz quando me via. E todos os dias ela me pedia o mesmo.

“Olha também pelo Sam. Sei que ele gosta muito de ti.”

“Emily…”

“Sim, já sei que achas que vou recuperar… mas tu sabes que isso não vai ser assim… até a impressão natural do Sam por mim, desapareceu…”

“Mas como…”

“Como sei disso? Eu sinto-o… o Sam, já não olha para mim da mesma maneira…”

“Ele ainda te ama.”

“Não prima, ele sempre te amou a ti… foi um azar do destino que vocês se tenham separado. E a culpa foi toda minha. Tens de me perdoar. Eu nunca quis que fosse assim. Nunca quis tirar-to, e acredita… lutei com todas as minhas forças para me afastar dele… mas…” Ela calou-se e fez uma expressão de dor agarrando fortemente a barriga.

“Emily, estás bem?” disse aproximando-me rapidamente dela, agarrando-lhe a mão.

“Sim… foi só um pontapé. Ultimamente ele ou ela, está muito impaciente.” E fez um sorriso um pouco forçado. “Prima… perdoas, toda a dor que te fiz passar? Todo o sofrimento? Eu nunca quis…”

Interrompia. “Não quero que penses mais nisso. Agora só quero que penses que vais ficar boa, que te vais recuperar e que vais tomar conta do teu filho. Junto com o Sam.” Apesar de me custar, não queria ficar com o Sam, sabendo que a minha felicidade ia depender da morte da minha prima. Era doloroso de mais. Não conseguia aceitá-lo.

“Leah… Sinto que isto está perto do fim… Preciso do teu perdão, para puder partir em paz.”

“Emily! Não voltes a dizer isso! Tu, não vais morrer!” disse quase gritando, lutando para evitar as lágrimas.

“Diz-me que me perdoas!” Emily ficou mais exaltada, e cara dela voltou a contorcer-se de dor.

“Eu perdoo-te prima. Embora não haja nada para perdoar. Porque nem tu nem o Sam tiveram culpa que isto acontecesse. A impressão natural não se controla. Agora nada disso me importa. Eu só quero que fiques bem…”

“Leah, ainda há uma coisa que te preciso dizer…”

“Diz…”

“Tenho tido um sonho… não acredito nele… mas…”

“Sobre o quê?”

“É uma parvoíce… apenas precisava que me perdoasses o que te fiz…”

“Prima estás perdoada, já te disse. Conta-me sobre esse sonho.” Tudo o que a mantivesse acordada neste momento era vital.

“Ele diz-me que… a impressão natural é para sempre… e que… eu…”

“Tu o quê?” incentivei-a a falar curiosa.

“O sonho diz-me que eu vou voltar…”

Ficámos mudas a olhar uma para outra, sem saber o que dizer. Depois a expressão de dúvida e de medo passou a ser de dor.

Apertei-lhe mais a mão. A expressão de dor desapareceu da cara dela, e surgiu um longo sorriso. Depois ela olhou para o ventre com uma paixão enorme. “ A Leah vai tomar conta de ti pequenino. Ela vai ser a tua mãe…” depois olhou para mim. “Fica com o Sam. Não acredito no meu sonho. Sei que ele te pertence a ti…” no mesmo instante, o sorriso desapareceu e deu lugar à expressão de dor, mas desta vez, os gritos ecoaram angustiantes.

“Enfermeira, ENFERMEIRA!” Gritei desesperada.

“Ela está a entrar em trabalho de parto. Preciso que saia da sala.” A enfermeira disse.

“Chamem o Dr!” Disse para outra enfermeira, enquanto me arrastava para fora do quarto.

Sam, que ouviu o reboliço aproximou-se rapidamente do quarto. “Leah…”

Abanei a cabeça afirmativamente. “O teu filho vai nascer agora…”

Ele ficou a olhar para mim sem saber se havia de sorrir ou ficar infeliz. Feliz porque o seu filho ia nascer… infeliz porque isso implicava a morte da sua imprint. Que apesar de já não amar, respeitava-a imenso.

***

Voltei a olhar para o pequeno nos meus braços. Voltara a fechar os olhos depois de ter tomado todo o leite, e recostar a sua cabecinha no meu peito. Respirou fundo e continuou a dormir.

Deitei-o novamente no berço. Cobri-o com uma pequena mantinha e voltei a olhar para o seu sono tranquilo. As imagens daquele dia voltaram à minha mente.

***

“O teu filho nasceu, Sam! Forte e saudável!”

“O meu filho? É um menino?”

“Sim.” O Dr. Carlisle fez um sorriso amável, tão humano. Não pude evitar sorrir também. Um menino!

“E como está a minha prima?” perguntei a medo, com uma dor enorme a percorrer-me o peito. Sam apertou a minha mão na dele. Fechei os olhos e desejei com todas as minhas forças que ela estivesse bem.

Voltei a abri-los quando senti o silêncio do Dr. a expressão no seu rosto, terminou com todas as minhas esperanças. Agora os seus olhos expressavam sofrimento. “Ela portou-se muito bem no parto. Manteve-se sempre constante. Ela garantiu que o bebé nascia bem. E abriu os olhos, quando o ouviu chorar. Ela viu-o e sorriu. Depois fechou os olhos. Não pude fazer mais nada. Tentei de tudo… mas ela não aguentou. Lamento imenso.”

Fiquei horrorizada a olhar para o Dr. Não consegui mexer-me ou dizer o quer que fosse. As lágrimas já escorriam incessantemente pela minha cara. Senti as pernas a tremer. Só parei de tremer quando Sam falou, com uma voz calma e serena.

“Não lamente. Ela manteve-se viva para me dar este filho. Sei que era o que ela queria. Sei que foi feliz, por me deixar este filho. Já o desejávamos há muito.” A voz de Sam apesar de aparentar calma, não correspondia à realidade. Era apenas uma fachada, pois mal o Dr. deixou a sala, ele caiu no chão, chorando amarguradamente a morte da sua imprint. Apesar de já não a amar, era a mãe do seu filho, e ele tinha um respeito muito grande por ela. E sei que no fundo ele não se perdoou, por nos últimos dias da vida dela, ele já não sentir o mesmo por ela.

***

“Ele já acordou?” o meu namorado perguntou-me junto do meu ouvido, beijando-me docemente o pescoço.

“Sim, já lhe dei de comer e voltou a adormecer. Deve dormir mais umas horas.”

“Então vem para ao pé de mim.”

Ele agarrou-me e puxou-me para junto do seu corpo. As minhas mãos percorreram-lhe os músculos do peito e a mão dele a minha coxa. Depois beijou-me com uma imensa paixão, que me deixou sem fôlego.

Libertou-me, quando viu que eu deixara de dar intensidade ao beijo. “Passa-se alguma coisa querida?”

“Não… estava a pensar na Emily…”

“Percebo… eu também não acredito que já passou um ano… parece que foi ontem.”

Quando dei por mim, tinha voltado de novo ao passado.

***

Estava na praia de La Push com a Nessie e o Jacob. Tinha passado seis meses desde que Sammy tinha nascido.

Descansava no carrinho ao meu lado, enquanto eu observava o Kevin a surfar.

“Venho já.” A Nessie disse levantando-se, beijando os lábios de Jacob e afastando-se na direcção do bar da praia.

Já sozinhos, Jacob perguntou-me: “Então Leah… quando te vais decidir quem queres?”

“Não sei… talvez hoje mesmo. Quis deixar passar algum tempo. O Sam ainda está a recuperar da morte da Emily, e o Kevin… o Kevin ainda está a descobrir o que é ser lobisomem…”

“Mas tu sabes…”

“Eu sei… sou a imprint dele…” disse interrompendo-o. “Mas mesmo assim, por incrível que pareça ainda tenho dúvidas… Não devia, não é?”

“Pelos vistos, a tua escolha é mais forte… Sabes que o Kevin vai sofrer imenso…”

“Mas tu sabes que eu amo o Sam… e infelizmente não consigo esquecê-lo. O Sam sempre foi a minha grande paixão. A minha vida não faz sentido se não for ao lado dele. E agora… eu tomo conta do seu filho. Formamos a família que eu sempre sonhei. Sei que com o Kevin ia ter a paz que sempre quis. Sei que ia ser sempre dele, e que ele me ia ser sempre fiel. Mas o amor que sinto pelo Sam, é mais forte que isto… é verdade que o Kevin não me é de todo indiferente, mas não o amo o suficiente… quando dou por mim, estou a pensar no Sam e em tudo o vivi com ele, e em tudo o que ainda quero viver. Sei que o Kevin vai estar sempre que eu precisar. E que me vai perdoar se eu estiver a cometer o maior erro da minha vida. Mas neste momento o Sam precisa de mim, este bebé precisa de mim, e a minha escolha está feita… sempre foi o Sam, e sempre será o Sam. É isto que eu tenho a certeza e que quero agora.”

"Acho que deve ser a primeira vez que a impressão natural não resulta…” Jacob disse no meio de um sorriso pensativo.

“Eu também fui a primeira e única mulher lobo… pelos vistos, eu estou aqui para quebrar todas as regras. Eu sempre fui a excepção à regra em tudo… pelos vistos também o sou, há impressão natural. Eu sou a prova viva que o amor se sobrepõe aos genes que fazem a escolha por nós. Nós temos a capacidade de decisão. Sou eu que controlo a minha vida e a minha decisão. Apenas eu.”

Jacob sorriu e não acrescentou mais nada. O seu amor tinha acabado de chegar, recostando-se no seu colo.

Voltei a olhar o mar. Sim, nessa noite ia finalmente dar-lhes a conhecer a minha decisão.

***

“Leah? Estás ai? Sam, chama Leah à terra!”

Beijei-o antes que ele continuasse. Agora a minha decisão estava tomada. E há um ano que vivia uma felicidade que nunca imaginaria que um dia viesse a viver.

(Pronto, a fanfic acabou, vão ter saudades?? Eu vou...mas já sabem: surpresa na segunda-feira.)

quarta-feira, 10 de março de 2010

New Sun - 51º Capítulo, 2ª e 3ª Partes

Olá meus queridos!

Este é o penultimo capítulo desta fanfic, mas é o último sobre a Nessie e do Jake, pois o capítulo de amanha é sobre a Leah.

Espero que gostem muito deste maravilhoso episódio. Comentem!

Capítulo 51

Parte 2

Versão da Nessie

“Diz-me para onde vamos!” pedi gentilmente enquanto o apertava num abraço.

“Europa!”

“Para exactamente onde?”

“Olha!” Jacob apontou para a placa de partidas dos aviões.

“Paris?” Perguntei incrédula.

“Paris é só a primeira paragem!” disse com o seu sorriso mais radioso. Abracei-o e beijei-o como se não houvesse mais nada á minha volta.


Já estávamos dentro do avião, quando me lembrei que ainda não sabia o que ele, o papá e o Emmett andaram a fazer na noite antes dos meus anos. Fui invadida por uma curiosidade enorme.

“Jake” disse pegando-lhe na mão, e lançando-lhe um olhar sedutor, “o que tu o Emmett e o papá fizerem ontem á noite?”

“Eu... e… mas não fize…” Jacob começou a tentar desviar a conversa, preso no meu olhar.

“Sim e não vale a pena mentires-me! Sei que passaste a noite sem dormir! Va-la conta-me… tinha a ver com a nossa viagem ou…?”

“Ok. Tive de resolver uns problemas e o teu pai ajudou-me.”

“Quais problemas?” ergui a sobrancelha ao olhar para ele.

“Sabes os rapazes que formam á minha garagem?”

“Sim, aqueles idiotas…” Depois parei para pensar. “Mas o que é que vocês lhes fizeram?” disse tentando esconder o meu ar assustado.

Jacob sorriu e beijou-me a testa. “Eles não nos vão voltar a chatear!”

“Jake! Não acredito que…”

Ele voltou a sorrir e silenciou-me com um beijo. Acabei por decidir que não queria saber o que eles lhe tinham feito. Encostei a minha cabeça no ombro de Jacob, e acabei por adormecer. Estava morta para chegar a Paris, e conhecer a linda cidade. Só eu e o meu Jacob… Nem conseguia acreditar. Quase parecia um sonho.

**

Ainda estava adormecida quando senti a mão quente de Jacob na minha cara. Depois senti a brisa suave do seu hálito junto da minha orelha.

“Chegamos amor.”

Sorri e abri os olhos. Finalmente tinha chegado á linda cidade de paris.

“Qual é o próximo passo?” Perguntei sem evitar o enorme sorriso que me cobria a cara.

“Bem primeiro vamos conhecer a casa, nos arredores de Paris que a Esme nos arranjou. Depois podemos conhecer a cidade.”

“Parece-me muito bem.”

A casa que a Esme nos tinha arranjado ficava afastada de Paris. Fomos de táxi até um local que Jacob tinha escrito num papel e mostrou ao taxista. Acabamos por sair numa zona recatada, com poucas casas e perto de uma floresta. O taxista afastou-se e Jacob retirava um mapa do bolso.

“Acho que fica por aqui.”

“Para dentro da floresta?”

“É… a Esme ficou preocupada que só te alimentasses de comida normal, e ela sabe como gostas de caçar.” Jacob encolheu os ombros, pegou na minha mão e avançamos por dentro da floresta.

Caminhamos alguns minutos. Depois paramos junto de uma pequena casa, que ficava colada a um rio. A casa estava tão bem tratada como se vivesse ali alguém diariamente. Um jardim bem cuidado, relva cortada e uns canteiros de flores bem cuidadas e bem regadas.

"Bem parece ser aqui.” Jacob disse com um sorriso.

Jacob pegou nas minhas malas e levou para dentro enquanto eu observa tudo á minha volta. Ainda não acreditava que a minha família me tinha deixado viajar sozinha com Jacob, e mais, que nos tivessem arranjado uma pequena casa de campo, longe da cidade e da confusão. Era demasiado inacreditável. Como é possível que o meu pai tenha concordado com isto? Não sabia como Jacob tinha feito esta proeza, mas eu nunca me tinha sentido tão feliz em toda a minha vida. Era demasiado irreal. Tão perfeito que me deixava sem palavras. E nós ainda nem tínhamos casado! O meu pai para aceitar isto deve ter ficado doido! Mas ainda bem. Ia ter muito que lhe agradecer.

Estava tão perdida nos meus pensamentos que nem senti Jacob aproximar-se de mim. Agarrou-me a cintura pelas minhas costas, e beijou-me o pescoço.

“Como? Como é que conseguiste convencer a minha família? O meu pai?”

“Nada fácil, principalmente o teu pai… só tinha a Alice do meu lado. Mas com tempo e paciência consegui convencer o teu pai. Esta é prenda que eu queria dar-te. A surpresa que eu tinha para ti. Sei quanto sonhavas viajar, conhecer o mundo. E eu sonhava faze-lo só contigo. Trabalhei arduamente na minha oficina para poder proporcionar-te tudo isto. Acho que foi o meu trabalho e a minha vontade que convenceu o teu pai. Bem também ajudou ter andado a “fugir” de ti…”

“Não acredito! E tudo isto só para me trazeres numa viajem? Tu és maravilhoso, e eu amo-te tanto que tu nem imaginas!”

“Bem consigo imaginar se tu me amares tanto como eu te amo.”

Saltei para o colo dele e beijei-o apaixonadamente. Queria que este sonho durasse para sempre.

Coloquei a minha mão na cara dele e mostrei-lhe toda a felicidade que sentia naquele momento. Ele sorriu com aquele sorriso que me derrete o coração. “Também me sinto assim. Como a viver um sonho. Foste a melhor coisa que me aconteceu.”

Colei novamente os meus lábios aos dele. Agora tinha o meu Jacob só para mim. Nada mais importava.

“O que achas de irmos conhecer a cidade de Paris?” Jacob disse quando eu lhe começava a percorrer o pescoço com beijos.

"Agora?”

“Sim… gostava mesmo de ir ver a torre effiel! O museu do louvre! O arco do triunfo… tudo!! ”

“Ok, também vamos ter muito tempo só para nós. E eu também adorava ver!”

Tivemos a tarde toda a conhecer a linda cidade de paris. Tiramos imensas fotos juntos, percorremos cada recanto da cidade. Adorei subir á torre effiel. Mesmo lá no topo, a linda paisagem que se sobreponha na nossa vista era absolutamente fantástica. Uma cidade realmente adorável.

Já era praticamente noite quando voltamos a casa. Vínhamos carregados de lembranças de todos os sítios que tínhamos passado. Depois recordei que ainda não tinha visto a casa por dentro. Queria ver como era por dentro. Estava realmente curiosa. Jacob parou-me junto á porta.

“Antes de entrares… hm o que achas de ires caçar? e darmos uma corrida os dois pela floresta?”

“Por mim tudo bem.” Ele pegou nas lembranças, abriu a porta e deixou-as a entrada. Não consegui ver nada lá para dentro. Começava a ficar realmente curiosa. Quase parecia que Jake não queria que eu entrasse.

“O último a chegar é um ovo podre!” disse-lhe começando a correr. Ele sorriu e começou a tirar a roupa para vir a atrás de mim. Quase tive para voltar para trás quando o vi a tirar a camisola. A minha sorte é que ele se transformou em lobo rapidamente e começou a correr velozmente a atrás de mim.

Estávamos de novo de volta a casa, depois de eu me ter alimentado. Jacob voltou a travar-me na entrada. O seu olhar cravou-se no meu de uma forma mágica. Não consegui dizer nada, não conseguia desviar o meu olhar dos seus olhos nem dos seus lábios. As mãos dele vieram ao encontro da minha cara. Os seus dedos tocaram nos contornos dos meus lábios, e em seguida acariciou-me o cabelo. Depois as mãos dele desceram ao longo dos meus braços, e param na minha cintura. Puxou-me para ele. A minha respiração já estava irregular e ele ainda nem me tinha beijado. Depois aproximou a sua cara da minha e o seu hálito percorreu cada centímetro da minha cara. Acabou junto da minha orelha.

“Vamos entrar.”

Pegou-me ao colo e abriu a porta. Fiquei petrificada nos braços dele. A casa estava coberta de velas, decorada de vermelho e com várias pétalas de rosas espalhadas pelo chão. Num canto havia uma pequena lareira acesa que conferia á casa um ambiente mágico, quente e acolhedor. A entrada dava então para a pequena sala que observa encantada. Á minha direita estava a cozinha e ao fundo estava o quarto. As pétalas percorriam o caminho até ao quarto. Olhei para Jacob ainda sem acreditar.

“Como…?”

“Tive uma pequena ajuda… confesso… queria que este momento fosse perfeito.”

Continuava a olhar para ele sem acreditar no que estava a ver. Ele levou-me até ao quarto. Tinha uma cama enorme, também coberta de pétalas, uma música ambiente, e várias velas. Tal como estava a sala. Senti uma fragrância maravilhosa com cheiros de a morango, framboesa, e chocolate.

Foi então que Jacob me começou a beijar. Os meus braços envolveram-se no seu pescoço. Aos poucos deitou-me sobre a cama, e deitou-se lentamente sobre mim. Os seus beijos, estavam cada vez mais intensos. Já não me lembrava de como os beijos deles eram estimulantes, quando ele não estava a conte-los com medo de avançar demasiado. Agora não havia receio. Apenas um desejo enorme que já á muito queria sair.

Ele afastou-se ligeiramente de mim. Olhamo-nos longamente. Não havia palavras para descrever o que ambos sentíamos. Continuamos parados a olhar um para outro como se as palavras falassem por si.

Os seus olhos pareciam dois sois. Quentes e brilhantes. A sua boca era como sangue onde eu podia matar a minha sede. Os meus dedos tocaram no contorno dos seus lábios. Amava-o tanto, nem acreditava que podia tê-lo só para mim. Que era meu. O meu Jacob.

Puxei-o novamente para mim. As minhas mãos começaram a puxar-lhe a camisola lentamente enquanto ele amavelmente me beijava o meu pescoço. Quando lhe consegui tirar a camisola passei para cima dele. Libertei-me completamente dos meus receios e dúvidas e beijei-o apaixonadamente. As minhas mãos percorriam os músculos do seu peito tão bem definidos. Depois comecei a percorrer-lhe pescoço com suaves beijos. As mãos dele acariciavam-me o corpo gentilmente, sentindo cada parte dele. Comecei a sentir o sabor da pele dele. Sentia o sangue a correr-lhe nas veias, como uma suave melodia. Não tinha sede, mas o sangue dele parecia que chamava por mim. Tinha um aroma tão bom tão agradável, quente, doce e delicioso. A minha boca não se afastava dali, a minha língua percorria suavemente o seu pescoço sentindo o sabor da sua pele. E o desejo de o morder, apenas para sentir o seu sabor estava a descontrolar-me. Senti que uma corrente de desejo percorreu o meu corpo. Senti o corpo dele agitar-se debaixo de mim. Senti a sua respiração irregular junto do meu ouvido. E senti a minha garganta a arder ansiando por sentir o seu sabor. Não conseguia controlar-me mais.

Não… não posso… Afastei-me dele, assustada. Quando dei por mim estava junto da parede, a respirar ofegantemente. Coloquei as mãos na minha cara ainda horrorizada com o que tinha acabado de pensar. Eu desejei morde-lo. Queria morder o meu amor. Como é que eu podia?

Ele olhou para mim sem perceber o que se passava. Levantou-se aos poucos e foi-se chegando ao pé de mim.

“Nessie, amor… o… o que se passa?”

Parte 3

Não consegui responder. Ainda estava a respirar com dificuldade e demasiado horrorizada com os meus pensamentos. Engoli a seco. Respirei fundo e tentei falar. Mas culpa do que tinha acabado de pensar, matutava arduamente na minha mente. Tinha medo de lhe fazer mal. Quando estava ali ao lado dele, libertei todos os meus instintos. Esquecendo-me que os meus instintos ansiavam pelo sangue.

“Nessie, diz alguma coisa… eu… eu fiz alguma mal? Algo que te magoou?”

Oh não! Agora ele pensava que a culpa era dele. Voltei a respirar fundo e tentei acalmar-me.

“Não Jake, não fizeste nada de mal. Está tudo absolutamente fantástico. Fizeste tudo muito bem.”

“Então, porque estás com ar tão assustado a olhar para mim?” Não fazia ideia com que cara eu estava, mas pela maneira como Jacob estava a olhar para mim, com medo de se aproximar de mim, não devia ser nada agradável. “Não faz mal se não te sentes preparada. Não temos de fazer nada. Mas não olhes para mim como se tivesses medo de mim, por favor.”

“Não Jake, desculpa. Eu não estou com medo de ti. O problema, sou eu. Se calhar não estou tão preparada como eu pensava.”

“Não tem problema. Como te disse não tenha pressa. Fazemos quando te sentires preparada.”

As lágrimas vieram-me aos olhos. O que eu mais queria era estar com ele. Pedi-lhe tantas vezes nestes últimos tempos e agora… Porquê, eu tinha de estragava sempre tudo? Desejava tanto este momento. Porque raio tinha eu de estar com medo? Eu nunca lhe faria mal. Mas recusava a desejar o sangue dele da mesma forma.

“Jake, desculpa… por favor desculpa, estou a estragar tudo!” as lágrimas cada vez eram mais abundantes.

“Nessie, calma! Não chores, por favor! Explica-me o que se passa. Fala comigo.”

Ele voltou a aproximar-se de mim. Abriu os braços dele e esperou que eu tivesse a iniciativa de ir ter ao seu abraço. Não pensei duas vezes. Eu amava-o. Nunca lhe faria mal. E desejava aquele abraço quente e confortante. Era tudo o que eu mais queria.

Abracei-o e enterrei a cabeça no seu peito. “Explica-me amor. Diz-me o que te deixou assim.”

Vendo que eu não respondia, pegou na minha mão e colocou-a no seu peito. “Mostra-me, se não queres falar mostra-me o que aconteceu.”

Deixei fluir as imagens. Escondi a minha cara com vergonha.

“Foi o meu sangue?” perguntou incrédulo, ou pelo menos foi o que eu achei. Porque em seguida senti-o sorrir. Espreitei para confirmar. Ele estava mesmo a sorrir, com o seu sorriso mais lindo, mais maravilhoso, mais radioso, mais quente. “Nessie, não era primeira vez que o provavas…” levantou a minha cara e com os seus lábios enxugou-me as lágrimas.

“Era apenas um bebé quando o fazia. Ainda não tinha noção do que podia ou não fazer. Agora tenho…”

Ele voltou a sorrir. “Prova-o. Quero que o proves.”

“Jake… não posso…”

“Quando te senti daquela forma junto meu pescoço fizeste-me sentir…” voltou a sorrir. “Um desejo ardente, deixaste-me louco! Descontrolaste-me completamente, só por sentir o teu desejo por mim. Quero que o faças. Desejo que o faças.”

Pegou de novo em mim e beijou-me. Ainda mais ardentemente do que podia imaginar. Não consegui conter-me mais. Empurrei-o para a cama. Sentei-me por cima dele, com uma perna de cada lado. Tirei o meu vestido. Os olhos dele percorram o meu corpo. Depois foi a vez da mão dele. Percorreu o meu peito descendo ao longo da minha barriga, e por fim tocou nas minhas pernas. Contemplava-me maravilhado. Ele sentou-se na cama para ficar ao nível da minha cara. Fechei os olhos quando senti os seus lábios junto do meu peito. Ele deitou-me e deitou-se sobre mim. Os seus lábios formam gentilmente ao encontro dos meus. Depois deixou que eu percorresse a sua cara com suaves beijos, que foram descendo ao longo do seu pescoço. Hesitei uns segundos. Mas ele apertou-me mais nos seus braços. Uma das suas mãos percorreu suavemente a minha anca queimando a minha pele, por onde passava. A sua respiração ficou novamente irregular. A minha língua voltava a sentir o sabor da sua pele. Foi uma questão de segundos, até o seu sangue voltar a chamar por mim. Virei-o e coloquei-me novamente sobre ele. Olhei novamente nos olhos dele, quentes e brilhantes. Ele voltou a puxar-me para ele, e os lábios beijaram novamente os meus num desejo descontrolado. Voltei a explorar a zona do seu pescoço. As mãos dele estavam agora nas minhas costas e tentavam desapertar o meu sutiã. Abriu-o no exacto momento em que o mordi. Em que os meus dentes cravaram gentilmente a sua pele. O seu doce e quente sangue tocou na minha língua deixando-me em êxtase. Tão agradável e suave. Não o desejava como alimento, mas como fonte de prazer. Um prazer único e maravilhoso. Senti as mãos dele a apertarem-se nos meus braços e soltou um pequeno grito de dor. Larguei-o no mesmo instante.

“Desculpa.”

“Não está tudo bem. Continua. Estás a fazer tudo bem…” suspirou.

Voltou a beijar-me. Desta vez ele passou para cima de mim e assumiu todo o controlo. Olhei de relance para o seu pescoço no lugar onde o tinha mordido. Estava completamente sarado.

As minhas mãos desabotoaram as suas calças, que em segundos estavam no chão. Estávamos cada vez mais próximos do momento, que os nossos corpos ansiavam descontroladamente. As nossas mãos exploravam os nossos corpos, cada vez mais quentes, um contra o outro. O desejo aumentava cada vez mais.

Soltei um pequeno gemido quando o senti dentro de mim. Em movimentos seguros, lentos, cuidadosos, controlados e firmes. As nossas respirações cada vez mais irregulares, misturavam-se com gemidos que iam cada vez mais intensos. O meu corpo não parava de vibrar, em conformidade com o dele, num desejo descontrolado. Sentir o sangue dele, deixava-me em êxtase. Mas este momento, o que o meu corpo sentia, era muito mais poderoso que isso. O que eu sentia agora era muito mas muito melhor. O prazer que eu sentia neste momento ultrapassava em número o meu desejo pelo seu sangue. Este momento, em que os nossos corpos se exploravam de uma maneira única, este momento em se sentiam um ao outro, ao lado do desejo de sentir o sabor do seu sangue, não era nada, era pequeno, insignificante. Senti-me feliz, tão feliz que gritei, num longo gemido, que se sobrepôs ao dele.

**

Acordei com aquela sensação estranha de alguém me observar. Abri os olhos bruscamente. Jacob continuava adormecido ao meu lado, num sono profundo, num ressonar leve, pouco habitual nele. Acariciei-lhe amavelmente os cabelos. Depois olhei á minha volta. Levantei-me, fui até a janela. Não havia nada. Aquela sensação também já tinha desaparecido. Mas mesmo assim pensei na minha mente, chamando o seu nome “Taylor, és tu?” mas a minha mente continuou num silêncio profundo e a sensação já não existia. Deve ter sido apenas imaginação. Voltei a deitar-me ao lado do meu amor, dando-lhe um leve beijo nos lábios.

Olhei carinhosamente para ele ainda adormecido. Ainda me custava acreditar que finalmente tínhamos tido o nosso momento. A minha primeira vez… O momento em que os nossos corpos se união num só, que nos conhecíamos a um ponto inimaginável. Amava-o. Amava-o cada vez mais. Como se isso fosse possível. E agora ele era só meu. Eu e o meu sol. Unidos num só.

A minha mente foi invadida por todos os acontecimentos que vivi ao longo destes longos meses. Recordei o tempo que sentia que alguma coisa me preocupava e que o meu pai me pediu que eu encontrasse as minhas respostas. Uma delas era sem dúvida, Jacob. O que ele me escondia, como a relação dele com a Leah, os sentimentos que teve pela minha mãe. O resto das minhas preocupações, descobri quando os volturi me levaram. De alguma maneira incompreensível, sabia que alguém me queria fazer mal. Estava certa.

Agora que estava aqui junto com o homem da minha vida, sem nada que me preocupasse, tudo fazia sentido. Agora sentia-me completa, e sem sombras na minha mente.

Senti o seu leve beijo no meu braço. Virei-me para ele.

“Amo-te” Disse-me sorrindo.

“Também te amo.” Respondi-lhe, beijando-lhe a ponta do nariz.

Os lábios dele, vieram ao encontro dos meus. Este era apenas um dos milhares de momentos que passaríamos juntos. Tínhamos uma eternidade, pela frente. E muita coisa ainda para descobrimos juntos. Eu, e o meu sol.

(Então? Gostaram?? Amanha é o ultimo capítulo, que é o final da Leah, descubram)

terça-feira, 9 de março de 2010

New Sun - 51º Capítulo, 1ª Parte

Olá meus queridos!

Continuem a comentar, o final está a chegar!!!!

Capítulo 51

Parte 1

Versão da Leah

Mal, Jake e a Nessie, saíram para a sua viajem, Seth saiu sem que ninguém desse por ele.

Mas eu já andava de olho nele há alguns dias. Tinha de saber o que ele fazia tanto. Tinha de descobrir se era uma rapariga! Tinha de proteger o meu irmão certo?

Segui-o pela floresta. Sem que ele se apercebesse da minha presença. Tive sorte que ele ia na forma humana, mas acabei por perde-lo de vista. Teria se transformado em lobo?

Olhei em volta uns momentos. Nada. Tinha me transformar em lobo se lhe queria encontrar o rasto. Mas assim corria o risco de ele ouvir os meus pensamentos e saber que estava atrás dele.

“Porque me estas a seguir?” a voz dele surgiu a atrás de mim. Dei um salto.

“Seth!” disse começando a corar. “Eu não te estava a seguir…”

“Não foi o que me pareceu!”

“Ok… estava… queria saber para onde vais tanto! Sei que não passas o dia todo na oficina como me tentas fazer querer.”

“São coisas minhas!”

“Porque não me contas?”

“E porque tu não me contas quem é o teu caso amoroso?”

“Eu… eu perguntei primeiro! E não tenho nenhum caso amoroso.”

“Sim, claro… Eu também não vou para lado nenhum!”

“Mano… só estou preocupada contigo.”

“Mas não precisas.”

“Não me vais dizer, é?”

“Se não me disseres o que se passa contigo não.”

“Ok… tenho dois rapazes interessados em mim… gosto dos dois e eu não sei quem vou escolher.”

“Dois? Uau! Como conseguiste esconder isso de mim, na forma de lobo?”

“Da mesma maneira que tu escondes o que fazes e não queres que eu saiba.”

“Sim, tens razão. Bem eu sei quem é um deles… mas o outro não faço ideia…”

“Sabes quem é um deles?”

“Sim. É o Kevin! O primo do Quil! Está na cara que está caidinho por ti. Mas diz-me quem é o outro?!” ele parou um pouco para pensar. “Hum… não estou a ver quem possa ser…”

“Primeiro contas-me o que tanto fazes, e não queres que ninguém saiba!”

“Ok… Ando a ter aulas de teatro…”

“Teatro? E eu a pensar numa miúda! Mas porque me escondeste isso?”

“Porque… é uma miúda…”

“Não percebi…”

“A professora é uma miúda linda! Estou apaixonado por ela.”

“Tiveste a impressão natural por ela?”

“Não… Mas estou, complemente apaixonado por ela… mas ainda não tive coragem de lhe dizer o que sinto e não quero mais falar disso.”

“Ah… mas então…”

“Então nada. Já sabes. Agora conta-me quem é o outro? Eu conheço-o? E porque estás tão confusa… eu acho o Kevin um excelente rapaz!”

“Conheces… O outro é o Sam…”

A cara do meu irmão mudou de expressão. Parecia ter entrado em choque.

“O… o… o… Sam? Mas como? Ai não! Eu mato-o! Como é que ele se atravesse a aproximar-se novamente de ti!” Seth começou a tremer.

“Seth, calma está bem… desta vez é diferente…”

“Tu já te esqueceste do que ele te fez passar? De como ele te deixou? Ele vai ter um filho!

Ele teve a impressão natural pela tua prima! Não acredito que vais cometer o mesmo erro duas vezes!”

“Seth, calma ok? Eu sei isso tudo… e sei o que passei… e sei o que não quero voltar a passar. Além de que ele diz que a impressão natural desapareceu, ou que desaparece conforme a Emily vai perdendo a vida…” senti uma dor no peito ao pensar na Emily… não queria que a minha felicidade implicasse a morte dela.

“E se ela recupera? Ele vai voltar a fazer-te sofrer!”

“Eu ainda não optei por ele…”

“Tu estás confusa! Estás indecisa! E isso é porquê? Porque ele ainda mexe contigo! É por isso que não te decides! Porque ainda o amas!”

“Seth… Sim, amo-o… sabes que nunca o deixei de amar… e sim estaria disposta a dar-lhe uma segunda hipótese mesmo sabendo o que isso implica.”

“Eu sabia… é ele que queres! Então diz isso duma vez ao Kevin! Porque ele não merece sofrer por ti.”

Seth virou-me as costas. Agarrei-lhe o braço antes de ele ir.

“Espera mano… Agradeço-te o que fazes por mim. Sei que não queres que sofra. Mas eu também amo o Kevin… por isso ainda não fiz nada até agora. Por isso ainda não falei com um deles. Porque quando eu escolher, quero ter a certeza que faço a escolha certa.”

Ele abriu a boca para falar, mas acabou por se calar, abanando a cabeça.

“Seth, diz o que pensas… a tua opinião é muito importante para mim.”

“Lee… com o Kevin estavas melhor… eu sei que ele te ama. E se o amas… não vejo qual é o problema. Ele é a escolha acertada! Mas isso é o que acho…”

“Seth… ele também tem os genes de lobisomem. Se ele se transforma, pode ter a impressão por outra qualquer rapariga que não eu. E vai ser pior para mim, viver tudo de novo…”

“E achas que com o Sam isso não vai acontecer? Porque a impressão dele está a morrer?”

Engoli a seco. Não consegui aguentar mais. Deixei-me cair no chão. Comecei a chorar.

“Mana… desculpa.” Seth abraçou-me com força.

“Mano, é por isso que é tão difícil para mim escolher. Sei o que as minhas escolhas implicam.” Disse no meio dos soluços.

(Pessoal, amanha é o penúltimo capítulo, e pode-se dizer o mais importante, espero que estejam ansiosos.)

segunda-feira, 8 de março de 2010

New Sun - 50º Capítulo, 3ª e 4ª Partes

Olá meus queridos!

Continuem a comentar, o final está a chegar!!!!

Capítulo 50

Parte 3

Versão do Jacob

“Afasta-te dela sanguessuga.” Segurei Nessie nos meus braços e levei-a para a casa dela.

“Foste tu que a deixas-te neste estado! Estúpido rafeiro.”

Não lhe respondi. A Nessie começava a abrir os olhos. Oh! Mas o que é que eu fui fazer… logo nos anos dela… senti-me tão mal. Ela não merecia isto. Fiz-lhe uma festinha na cara.

“Desculpa amor…” disse num suspiro.

Ela abriu os olhos. Estava tão linda, e eu tão cego de raiva e de ciúmes, não vi o mal que lhe estava a fazer. Ela, continuou imóvel a olhar para mim. Depois pôs a mão na minha cara.

Mostrou-me o medo que sentiu quando me viu descontrolado. O medo que teve quando eu saltei sobre a sanguessuga e esbarrei contra a barreira. A dor que sentiu por eu me comportar assim e não aceitar o seu melhor amigo. Suspirei. “Se queres que ele fique, eu não farei mais nada.” Disse num sussurro.

Ela sorriu. Depois levantou-se e colocou a mão dela na cara de Taylor.

Parte 4

Versão da Nessie

Acho que os consegui assustar. Agora comportavam-se com dois adultos. Ainda não se suportavam, era certo, mas não voltaram a ofender-se, nem a armar confusão.

Entrei na minha festa de mão dada com Jacob e do meu outro lado, vinha Taylor.

A primeira pessoa que vi quando entrei na festa foi o meu avô Charlie. Ele tinha voltado da viagem com Sue. Fiquei tão feliz. Corri, á velocidade de um humano para o abraçar.

“Avô!”

“Olá pequena! Estás tão linda! E olha como cresceste!”

“Avô, estou tão feliz que tenhas vindo!”

“Não ia faltar aos anos da minha netinha! Olha trouxe-te um monte de presentes!”

“Obrigada! Ai avô tens de me contar tudo! Que sítios visitas-te? Como foi?”

Fiquei a falar com o avô até os meus amigos começarem a aparecer. Os meus amigos lobos estavam lá todos. Seth foi o primeiro a entregar-me o seu presente.

Nem tinha reparado, como a casa estava bonita. Como Alice e todos os outros tinham feito um excelente trabalho. Cores vivas, várias decorações cobriam a enorme casa cheia de vida de Carlisle. Emmett, estava atrás de um sistema de som, a fazer de Dj. Seth acabou por se juntar ele. Havia vários jogos e actividades. Mesas cheias de comida. Mas fiquei pasmada com o bolo gigante de 2 andares que a Esme tinha feito com a ajuda de Rosalie.

“Uau, Nessie! a tua casa está linda!” Vanessa que acaba de chegar olhava maravilhada para decoração.

“É… anda quero te apresentar a minha família. Este é o meu irmão, Edward e a sua mulher a Bella. Esta é a minha irmã Alice, e o seu namorado Jasper. Este é o meu irmão Emmett e a sua namorada Rosalie. E o meu pai o Dr. Cullen e a minha mãe Esme.

“Que sejas bem-vinda Vanessa.”

“Obrigada.” Ela respondeu timidamente, e com certeza com um certo receio que não a fazia aproximar-se muito deles, que nem ela devia compreender porquê.

“Vanessa, está aqui uma pessoa, que gostava de te ver. Não te passes, ele está um pouco diferente…”

“O Taylor está cá?”

“Sim.”

“Oh meu Deus! E o que lhe vou dizer? Nunca mais o vi… ele nunca mais me disse nada… não sei se…”

Apertei-lhe a mão com cuidado e levei-a até ao jardim. Taylor estava na sombra de uma árvore. “Vai falar com ele.”

“Ele… ele… tem a pele da cor da tua família…”

Suspirei. “Esquece isso… é o Taylor que tu conheces… esquece aquilo que achas estranho. É apenas o nosso Taylor.”

Ela avançou até ele, devagar. E ele estendeu os braços com um sorriso para a abraçar. Ela abraçou-o e chorava agarrada a ele. O avô Carlisle deu-lhe umas lentes verdes para que ela não repara-se na cor dos olhos dele era diferente. Mas isso era o mínimo.

Afastei-me e fui ter com Jacob. Agarrei-me a ele e beijei-o.

“Estás a gostar da festa amor?” perguntou fazendo-me uma festa na cara.

“Estou a adorar… está tudo lindo…” respondi-lhe maravilhada.

Ele sorriu e voltou a beijar-me.

As horas passaram a correr. Aos poucos as pessoas iam deixando a festa e despediam-se de mim dizendo que era a melhor festa que tinham ido. No final, ficou apenas a minha família, e a alcateia.

Taylor também foi embora. Abraçou-me antes de ir e agradeceu-me por o ter ajudado a falar com a Vanessa. Depois desapareceu deixando a palavra amo-te a ecoar na minha mente. Coloquei a minha mão no meu peito no lugar do coração e soltei uma lágrima. Ia sentir falta dele.

**

Alice aproximou-se a dançar, ao pé de mim e do Jacob. Depois sussurrou com um enorme sorriso para Jacob. “Jacob está na hora de dares o teu presente á Nessie!”

Ele sorriu com aquele sorriso lindo e caloroso.

“Está tudo pronto?” Perguntou no mesmo tom de voz baixinho.

“Sim podes ir.”

“Tens a certeza que não vai haver problemas?”

“Não… Ele sabia que mais tarde ou mais cedo ia acontecer. E eu sei que ele prefere que sejas tu.” Ela piscou-lhe o olho e eu fiquei sem perceber nada.

Quando íamos a sair o papá parou-nos, e abraçou-se a mim.

“Oh, filha, como estás crescida. Quero que saibas que gosto muito de ti. E tudo o que fiz foi sempre para te proteger.”

“Eu sei pai! Eu também te amo muito! És o melhor pai do mundo!” disse sem compreender bem as palavras dele.

“Também sei que o Jacob é o rapaz certo para ti. Sei o quanto ele te ama, e quanto te vai fazer feliz.”

“Pai, porquê…”

“Ed, amor! Não estragues tudo!” Disse a mamã afastando-o de mim. “Adeus filhota, até amanhã, talvez…!” a mamã beijou-me a testa e afastei-me com Jacob.

Mas afinal qual era a prenda dele? Que surpresa ele tinha para mim? e queria dizer a minha mãe com … talvez? Acabamos na garagem onde estava o carro dele, o carro que eu lhe tinha oferecido.

Jacob abriu gentilmente a porta do carro, fechando-a mal entrei. Depois correu para o outro lado e sorriu abertamente.

“Jake… para onde vamos?” Perguntei-lhe desconfiada.

“Para o aeroporto.”

“Aeroporto? Vamos…?”

“Viajar!” disse terminado o que ia dizer.

sábado, 6 de março de 2010

New Sun - 50º Capítulo, 2ª Parte

Olá meus queridos!

Eu sei que devia ter postado ontem, mas não deu, desculpem, já sabem comentem, esta fanfic já está a acabar, por isso comentem muito para saberem o final.

Capítulo 50

Parte 2

Versão da Nessie

Alice deu-me para vestir, um vestido… claro que não era um vestido normal… tinha de ser de seda, curto e diferente de todos os outros. E claro azul. Pelo menos desta vez não tinha brilhantes… suspirei.

Estava a vestir-me quando Alice me entrou pelo quarto dentro.

“Parabéns!” gritou e abraçou-me.

“Obrigada Alice!”

“Desculpa Nessie, não estava a aguentar mais! Tinha de ver como te ficava, o vestido! E… bem, temos de arranjar o cabelo e maquilhar-te! Estava á tua espera… mas entretanto os homens já chegaram e eu não queria que o Jacob te visse sem estares pronta…”

“O Jacob, já lá está?” E não veio ver-me? Pensei para mim.

“Sim, chegou com o teu pai, e com o Emmett.”

“Chegaram juntos? Eles estiveram juntos? A fazer o quê?”

“Ah, pois… parece que tinham de tratar de uns problemas. Não percebi. Ah! A tua pele está maravilhosa hoje! Esta cor ficará óptima! Vais adorar a decoração! A festa vai ser um sucesso! Convidei todos os teus amigos! Ena, que bela música! Posso levar este CD também?”

Já não prestava atenção ao que a Alice dizia. O que é o Jacob, o meu pai e o Emmett andavam a tramar? Foram tratar de uns problemas … o que é que o Jacob me andava a esconder?

**

Ao fim de alguns minutos Alice deixava-me pronta.

“Ai, estás tão linda! O Jacob vai ficar todo babado! Nem ele imaginou que eu te ia deixar tão linda!”

“Obrigado Alice. Tu és fantástica.”

“Daqui a algumas horas os teus amigos começam a chegar. Marquei o inicio da festa para as 14h. Ainda tens tempo até lá. Se quiseres, não precisas vir já.”

“Porque dizes isso?”

“Bem, parece que o Jacob não dormiu de noite… por isso acabou por adormecer antes de eu vir para aqui. E sei que tens alguém contigo…”

“Sabes que o Taylor está aqui?” perguntei a medo.

“Sei… Ele deixou que eu o visse chegar.”

“Eu convidei-o.”

“Também já temia que o fizesses. Não te preocupes. Não vou deixar ninguém estragar a festa.” Alice beijou-me a testa e saiu antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa.

Taylor apareceu no mesmo instante.

“Bem… a Alice tinha razão… tu estás…” o olhar dele não descolava de mim. Contemplava-me descaradamente, e mordia o lábio. Começava a sentir-me embaraçada.

Comecei a corar. “Pára com isso… diz-me uma coisa. Porque deixas-te que a Alice soubesse que vinhas?”

“Porque sabia que me ias pedir para ficar. Achei que alguém da tua família devia estar prevenido.” Encolheu os ombros e chegou-se junto de mim. Pegou-me na mão e fixou-me com o olhar.

“A tua família não gosta de mim. Os lobos não vão gostar de me ver… eu não sou bem-vindo.”

“Tu salvas-te o Jake! Tu és o meu melhor amigo!”

“Sim, mas não deixei os volturi. Eles temem que me volte contra vocês de novo.”

“Sei que não farias isso… e eles também o sabem. Outra coisa… Sabes que a Vanessa também vem aos meus anos. Sabes que ela não te vê desde que… desde que és um vampiro…”

“Eu sei.”

“Vai ser um choque para ela. Bem e para todos os nossos colegas… mas ela vai notar mais diferença.”

Taylor, não me respondeu. A sua expressão ficou seria e indecifrável. “Eu disse-te que a minha presença ia trazer problemas…”

“O que foi?”

“O teu lobinho vem para aqui… na forma de lobo… e descontrolado.”

“Deixa-me falar com ele.”

Em dois segundos estava na floresta atrás da minha casa. Taylor seguiu-me.

Realmente Jacob vinha descontrolado. Quando chegou perto de nós não parou de rosnar. Só não atacou Taylor porque eu o protegia. Nem em humano se transformou. Nem sequer olhou para mim… o seu olhar perdido de raiva não deixava o de Taylor nem por um momento.

Emmett e o papá vinham atrás dele.

“Jacob pára com isso! Ele é meu convidado! Não te esqueças que ele te salvou a vida!”

Ele voltou a rosnar como se não me tivesse ouvido.

“É melhor eu ir, Ness. Não quero problemas. É o teu dia de anos!”

“Era ele que devia perceber isso!” disse apontando para Jacob. “E eu não quero que vás…” Taylor abraçou-me. “Eu vou embora. É melhor assim. Sabes que te amo.” E beijou-me a testa.

No mesmo instante Jacob soltou sobre nós. Mas esbarrou contra uma parede invisível que nos encobria. Soltei um grito.

“Pára com isso cão! Não vez que só a magoas?” Taylor disse-lhe de irritado.

“Jacob, está na altura de te acalmares.” O papá disse.

Jacob continuou a rosnar, mas parou assim que viu cair uma lágrima no meu rosto. Jacob afastou-se a correr. “Onde é que ele vai?” perguntei ao papá.

“Transformar-se. Acho que já percebeu que errou. Filha, nós vamos embora. Ele já não fará mais nada. E vocês precisam de falar.” O papá aproximou-se de mim e abraçou-me.

“Perdoa-o, ele só queria proteger-te… á maneira dele.” Beijou-me a testa e olhou de lado para Taylor. Senti a tensão do olhar que trocaram.

“Parabéns pequena! Bela maneira de começar o dia!” Emmett sorriu beijou-me a face.

Depois afastou-se com o papá.

Jacob apareceu em seguida. Não fui capaz de me mexer. Ainda estava em choque. Taylor também não se moveu e olhava para ele, semicerrando os olhos.

“Nessie, deixa-me falar contigo.” Jacob pediu, em voz baixa. Não olhava para Taylor. Só para mim.

“Jake, tens noção do que fizeste? Ele salvou-te a vida! Tu sabes que é o melhor amigo! Que é importante para mim! Porque fazes isto?”

Jacob abriu a boca mas não falou. Taylor falou no seu lugar. “Nessie, ele quis proteger-te de mim. Acha que eu ainda represento perigo. E também tem medo que tu deixes de gostar dele.”

“Cala-te sanguessuga. Deixa-a em paz! Pára de lhe fazer a cabeça!”

“Tu é que és um imbecil com ela! Tu é que a fazes chorar! Não a mereces!”

“Parem os dois!” gritei. “Porque é que não conseguimos dar-nos bem?”

“Porque o teu namorado, não se sabe comportar…”

“Tu é que não sabes onde fica o teu lugar!”

“Se vocês não pararem agora eu… eu…” de repente tudo a minha volta começou a rodar.

Taylor agarrou-me os ombros. “Nessie, estás bem?”

“Tira as mãos dela, sanguessuga! O que lhe fizeste?”

Não ouvi mais nada.

sexta-feira, 5 de março de 2010

New Sun - 50º Capítulo, 1ª Parte

Olá meus queridos!

Espero que estejam a gostar da fic e claro, comentem, a Chloe agradece!

Capítulo 50

Parte 1

Versão da Nessie

Já era de noite. Tinha ido caçar com Jacob, antes de vir para casa, onde os preparativos para a minha festa de anos continuavam. A tia Alice e a mamã, não paravam, tal como a Esme e Rosalie. O avô Carlisle estava a trabalhar. Emmett assistia a um jogo na TV. Jasper tinha ido caçar com o papá. Encontramo-nos com eles durante a caçada.

“Mamã, já estou eu casa!” Disse mesmo sabendo que ela já sabia.

“Olá querida.” Parou ao meu lado, beijou-me a testa. Levava uma enorme caixa na mão. “Vai para a nossa casa e descansa. Amanhã já estará tudo preparado para a tua festa.”

“Não precisam de ajuda?”

“Claro que não querida! Nós podemos ficar acordados, tu não. Jake fica com ela até ela adormecer, ok?”

“Está bem.” Respondeu Jacob docemente colocando-me o braço sobre os ombros.

O papá e Jasper chegaram no instante que íamos a sair. Corri para o abraçar. “Até amanhã papá!”

“Até amanhã filhota. Dorme bem.”

Vi Jake a olhar para o papá muito sério. E vi o papá acenar-lhe com a cabeça. O que lhe teria dito Jacob? Estaria relacionado comigo?

**

Antes de me deitar tomei um banho. Jacob ficou a ver TV.

Quando terminei, escovei cuidadosamente o cabelo e vesti o pijama, uns pequenos calções e um tope a condizer. Depois fui ter com Jacob á sala. Sentei-me ao lado dele.

“Jake o que disseste ao meu pai?”

“O que disse ao teu pai? Quando?”

“Antes de virmos para aqui.”

“Mas eu não disse nada!”

“Eu vi ele a acenar-te.”

“Já te disse que não disse nada. Deves ter imaginado. Nessie, vai para a cama, fico contigo até adormeceres e depois vou para casa.”

“Não queres dormir comigo, hoje?”

“Não querida. Não foi isso que a tua mãe disse.”

“Ela não vai dizer nada.”

“Mas tenho de ir para casa...”

“Está bem, faz como quiseres.” Disse amuando.

Ele arrastou-me para o colo dele e beijou-me. Sabia sempre dar-me a volta. Pegou-me ao colo continuando beijar-me e levou-me até ao quarto, onde me deitou sobre a cama, ainda com os seus lábios em conformidade com os meus. Depois afastou-se.

“Parabéns amor!”

Olhei para o relógio. Era meia-noite.

“Obrigada!”. Voltei a beija-lo. Mas desta vez puxei-o para mim, obrigando-o praticamente a deitar-se sobre mim.

“Nessie, tens de dormir.”

“Já estou no meu dia de anos… e quero-te como prenda!”

Ele sorriu e voltou a beijar-me. Comecei a beijar-lhe suavemente o pescoço. Senti a pele dele arrepiar-se ao toque. Depois ele afastou-se de mim.

“Nessie, prometi a tua a mãe que só ficava até adormeceres.”

“Então só tens de fazer com que eu adormeça.”

Ele suspirou. “Amor… Tenta dormir. Amanhã é a tua festa. Tens de dormir bem.”

“Ok, já percebi.” Virei-me para o outro lado. Senti a sua respiração junto do meu ouvido. “Não tenhas pressa amor. Eu amo-te, e vou estar sempre aqui.”

Não lhe respondi. Continuei a fingir que estava a tentar dormir. Ele suspirou. Mas ficou ao meu lado, acariciando-me suavemente os cabelos. Acabei por adormecer sem dar por isso.

**

Acordei com a impressão de que estava alguém a observar-me. Olhei em volta, mas não havia ninguém. Já tinha amanhecido. Olhei para o relógio. Eram 10h. Parecia estar bom tempo. Voltei a fechar os olhos. Mas a impressão de que alguém me observava voltou a aparecer. Abri os olhos bruscamente. E lá estava ele. A olhar maravilhado para mim, com o seu melhor sorriso.

“Taylor!”

Ele correu a abraçar-me.

“Parabéns bebé!”

“Taylor…” as lágrimas começaram a correr na minha face. “Vieste! Obrigada.”

“Não podia faltar aos anos da minha melhor amiga!” Sorri-lhe.

Quando dei por mim observava-o com a atenção. Era o meu melhor amigo, não havia qualquer dúvida. Apesar da sua cor da face ter desaparecido, apesar dos seus olhos já não serem verdes, apesar de já não sentir o maravilhoso cheiro do seu sangue, e de não ouvir o seu coração bater, era ele. O seu sorriso, e a sua bondade, o seu á vontade, a sua ingenuidade, o seu olhar doce.

“Trouxe-te um presente!” disse-me sorrindo.

“Oh, não era preciso!”

“Espero que gostes.”

Abri. Era uma pulseira, em ouro branco, com um pequeno coração decorado com diamantes.

“Oh, é linda! Muito obrigada!”

“É o meu coração. Guarda-o bem!” Sussurrou no meu ouvido.

Abracei-o. As lágrimas voltaram aos meus olhos. Não sabia o que lhe havia de dizer. Ele estava a “dar-me” o seu coração. E eu não podia dar-lhe o meu. Senti-me triste. Ele limpou-me as lágrimas e o fez o seu sorriso mais lindo. “Não te preocupes. Sou eu que quero dar-to. Chega-me a tua amizade em troca. Ah sim e o teu sorriso.” Olhou docemente para mim, acariciando-me as maças dos rostos. Baixei o olhar. Ele sorriu, afastou a mão, e tirou outra coisa do bolso do casaco. “Olha! Tenho outra prenda para ti!”

“Outra?” Ele fez o sorriso que eu tanto gostava e entregou-me outro embrulho.

Era uma pequena caixa, com uma forma quadrada. Abri rapidamente. Era um CD. Com todas as musicas que ele tinha composto para mim. As minhas músicas.

“Oh! Adorei! Obrigada! Estou feliz que estejas aqui!” disse no meio dos soluços, com as lágrimas ainda a escorrer pelas minhas faces.

Olhou-me nos olhos. A mão dele tocou muito suavemente na minha cara, secando o que restava das minhas lágrimas. Aproximou-se lentamente de mim. Tive de desviar a cara.

"Desculpa, Taylor. Não posso. Eu amo o Jacob. Não quero voltar a fazer isso com ele. Não voltes a pedir-me isso.”

“Sim desculpa. Foi erro meu.” Vi por um leve momento a tristeza a assombrar-lhe o olhar.

Beijei-o na face. Ele sorriu. “Também serve!”

Devolvi-lhe o sorriso. “Ficas para a festa, certo?”

Ele levantou-se e colocou o meu CD na aparelhagem. Começou por tocar a música que ele tocou para mim no primeiro dia de aulas. Depois olhou para mim.

“Não me parece que seja boa ideia. Não serei bem recebido pela tua família.”

“Como sabes que não vais ser? Eu quero que fiques. És meu convidado.”

“Não quero causar-te problemas.”

“Não vais causar…”

“O teu namorado não vai gostar. Se ficar, ele vai chatear-se contigo. Não quero te ver infeliz. Não hoje, nem nunca mais.”

“Por favor…”

“Nessie… não me peças isso…”

“Ai, ultimamente, não posso pedir nada do que quero! Que raiva! Faz o quiseres.”

“Hei! Calma! Se te faz feliz que eu fique, eu fico. Não te quero ver triste.”

“Ai, Taylor desculpa… Estou a descarregar os meus problemas, em ti. Houve, não quero que fiques obrigado. Se achas que é melhor não ficares eu percebo. Não te posso manter aqui. Não tenho esse direito.”

Taylor abraçou-me. “Fico porque quero ficar…”

Não consegui evitar sorrir. Embora me sentisse pessimamente, por ficar irritada tão facilmente. E tudo porque não percebia porque o Jacob teimava em evitar-me. Estava a deixar-me louca! Porque ele não queria estar comigo?

“Ele tem uma surpresa para ti.”

“Desculpa?”

“Estás a pensar porque ele não queria estar contigo. Hoje ele vai responder-te a isso.”

“Tu? Tu lês os meus pensamentos?”

“Eu posso fazer qualquer coisa. Sabes disso… eu já os ouvi quando estávamos em volterra… lembras-te?”

“Ok… esquece…” Pensei que depois de desfazer o vínculo com a minha mente ele não pudesse ouvir mais o que pensava. Não sei porque pensei isso… ele podia fazer o que quisesse. Já devia saber…

“Desculpa. Se quiseres eu não oiço mais.”

“E consegues fazer isso?”

“Se quiser…posso controlar os poderes que tenho da maneira que eu quiser. Na verdade só fiz para te perceber. Desculpa.”

“Nessie estamos á tua espera!” ouvi a minha mãe a chamar por mim. Quando me virei para Taylor ele já tinha ido. Fantástico! … Agora em vez de um tinha dois a lerem-me os pensamentos. Suspirei. Sabia que ele não tinha ido longe. Nem tive tempo de perguntar como ele sabia que o Jacob tinha uma surpresa para mim… mais um dos poderes dele?

“Já vou mãe. Dá-me só um segundo para tomar banho e arranjar-me.” Entrei na casa de banho.

“Ok! Olha a Alice deu-me a roupa que quer que tu vistas… vou deixar na tua cama. Vou voltar para lá. Despacha-te. A Alice quer arranjar-te o cabelo… já sabes como ela é.”

“Certo…”

quinta-feira, 4 de março de 2010

New Sun - 49º Capítulo

Olá meus queridos!

Espero que estejam a gostar da fic e claro, comentem, a Chloe agradece!

Capítulo 49

Parte 1

Versão da Leah

Estava uma linda manhã de Setembro.

Entrei na oficina do Jacob, onde ele trabalhava há mais ou menos 2 meses, a desenvolver carros e motos. Estava a ter muito sucesso na zona. Seth, passava a maior parte do tempo a ajuda-lo, e Quil e Embry, por vezes também passavam por lá para lhe dar uma mãozinha.

Mas naquela manhã, Jake estava sozinho de volta de uma moto.

“Olá, lobo!” Cumprimentei-o, com uma palmadinha no ombro.

“Então, Leah, por aqui tão cedo?”

“Precisava de falar contigo.”

“Então o que se passa?”

“Não sei que hei-de fazer…”

Ele parou de fazer o que estava a fazer e olhou para mim.

“Deixa-me encostar a porta.”

Depois levou-me para o gabinete dele e sentou-me no sofá.

“O que se passa?”

Mordi o lábio. “Tenho estado com os dois…”

“Como assim?”

“Jake, não consigo tomar a minha decisão! Tenho andado com os dois!” disse desesperada.

Ele riu-se. “ A sério? Mas, eu pensei que sabias bem o que querias.”

“Não me gozes, está bem? Também pensava que sabia! Mas á uns meses atrás, o Kevin a apareceu lá em casa e as coisas deram-se… no dia a seguir apareceu o Sam, e também não consegui resistir!”

“E eles sabem disso, que estás com os dois?”

“Claro que não! Ultimamente tenho andado a evita-los… já não aguento mais! Eles não me largam! E eu não me consigo decidir…”

“Vá lá Leah! Tu sabias bem quem querias. Não sei porque não acabas com isto de uma vez?”

“Como é que lhe vou dizer que depois de 2 meses a dar-lhe esperanças, já não quero nada com ele?”

Ele voltou a rir-se. “Pois… Tens aí um belo problema! Mas vais ter de te decidir, não tarda eles cansam-se e obrigam-te a escolher de vez. Um deles vai sempre sair magoado… mas fazer o quê? Nem todos conseguem a felicidade á primeira.”

“E o que faço agora?” Voltei a morder o lábio.

“Então, neste momento estás, igualmente dividida pelos dois? Ou ainda queres mais quem eu penso que queres?”

“Não sei Jake… cada um deles tem coisas que eu adoro, e coisas que não gosto. Mas sim um deles, mexe mais comigo, mas…”

“Mas Leah! Tu tens aí a tua resposta. No fundo tu sabes bem quem queres, o problema é que não queres magoar o outro, mas não podes andar eternamente com os dois, certo?”

“Certo… olha esta conversa já me está a irritar. Mudando se assunto. Já sabes o que vais dar á Nessie no seu aniversário?”

Ele fez o seu sorriso mais radioso. “Já!”

“Conta-me!”

“Surpresa! Ela vai ser a primeira a saber!”

“Não acredito! Não me vais contar?”



Parte 2

Versão da Nessie

“…Já sabes o que vais dar á Nessie no aniversário?” estava a chegar á oficina do Jacob, quando ouvi ele e a Leah a conversarem. Esperei para ver o que Jacob respondia.

“Já!” ouvi ele responder, com um tom de voz radioso.

“Conta-me!” Disse a Leah com um tom de curiosidade.

“Surpresa! Ela vai ser a primeira a saber!”

“Não acredito! Não me vais contar?”

Sorri. Ele tinha uma surpresa para o meu aniversário. Dentro de 1 dia fazia 7anos, que correspondia aos meus 17anos.

Que surpresa terá Jake para mim? Não conseguia imaginar. Jacob, ultimamente, andava um pouco distante… ok, estava distante desde que eu lhe disse que estava preparada. Que queria estar com ele, e que o meu sonho já não me atormentava. Estava preparada! Depois de uma longa conversa, ele até me pareceu contente com “finalmente” me ter decidido. Mas agora ele andava a evitar as intimidades comigo, evitava ficar a sós comigo… sempre que não estava a trabalhar, estava com a tia Alice e com a mamã a preparar-me a festa de anos… o evento do ano, para a minha tia Alice. Mas não conseguia perceber porque ele estava a evitar-me. Será que já não queria? Que não gostava mais de mim? Será que o meu pai, lhe disse para se manter afastado de mim, agora que sabia que eu estava preparada?

Mas hoje ele não me escapava… ia tirar isto a limpo. Era isto que eu queria como prenda de anos… Ele não me ia negar, certo?

Entrei na oficina, com o meu melhor sorriso. Levava uma mini-saia, e tope com um decote mais chamativo. Levava o cabelo solto, apenas preso de lado por um gancho em forma de borboleta, com os magníficos caracóis a caírem pelas costas. Hoje, Jacob não me escapava.

“Olá!”

“Olá Nessie, responderam os dois em simultâneo. Mas mal Jake olhou para mim, deixou descair ligeiramente a boca.

“Jake, vou andando. Depois falamos ok?” Leah olhou para mim e piscou-me o olho.

“Ok, Leah.” Jacob teve dificuldade em tirar os olhos de mim.

Mal ela saiu, agarrei-me ele. Beijei-o cheia de paixão.

“Tenho de ir trabalhar…” disse ofegante.

“Vá lá Jake… já vais trabalhar.” Encostei-o á parede. E usei um truque baixo! Coloquei a minha mão no seu peito, e mostrei-lhe imagens nossas. Mostrei-lhe a imensa vontade que tinha de estar com ele, mostrando todos os nossos momentos mais… quentes. Senti o coração a bater-lhe descontroladamente e a sua respiração ficar irregular. Continuei a usar as imagens e beijei-o.

Deixei de conseguir concentra-me nas imagens e as minhas mãos foram ter ao seu cabelo agora que ele deixara de oferecer resistência e me beijava com a mesma paixão, e os seus braços me agarravam para mais perto dele. Mas não durou tanto como eu pensava. Ele conseguiu resistir.

“Nessie…” disse ainda ofegante “tenho de ir trabalhar. Tenho uma mota para entregar hoje.” Acabei por me afastar dele bruscamente. “Então vai trabalhar… vou para casa.” Disse irritada.

Ele agarrou-me o pulso antes que eu saísse.

“Calma, Nessie, tenta perceber. Tenho trabalho.”

“Jake, andas sempre a evitar-me. Arranjei-me para ti, e tu fazes de conta que não existo! Mostrei-te …” Baixei a cara, envergonhada. Porquê é que ele não queria estar comigo?

“Estás linda.” Disse-me puxando-me para ele, obrigando-me a levantar a cabeça. “Tu estás sempre linda… achas que é fácil para mim resistir-te? Achas mesmo que não quero estar contigo? Achas mesmo que me és invisível?” disse já próximo da minha orelha. Estremeci.

“Então…”

“Então tenho de ir trabalhar. Vamos ter tempo para isso.” Beijou-me o pescoço e foi para junto da mota, começando a trabalhar.

Não consegui deixar de fica amuada… dizia que queria estar comigo, mas continuava a evitar-me. Porquê? É pa! Logo agora que eu me sentia preparada? Porque ele me fazia sentir insegura?
Encostei-me a um canto ainda irritada, a vê-lo trabalhar, enquanto imaginava uma maneira que ele deixasse de fugir de mim. Teria de usar mais imagens… será que tinha mostrar o que queria com mais intensidade?

Ouvi alguém entrar mas não tomei atenção, mas acabei por espreitar para ver quem era. Deviam ser á volta de 4 rapazes.

“Ouvi dizer que esta oficina, era muito boa!” disse o mais alto.

Jacob respondeu amavelmente. “Faço melhor que posso. Em que posso ajuda-los?”

“Tenho aqui duas motas que precisam de um pequeno arranjo. Achas que conseguias entregrar-mas amanha?”

“Para amanhã deve ser difícil. Tenho uma para acabar e entregar hoje. E hoje só estou eu na oficina. Mas daqui a 2 dias talvez consiga. Posso ver as motas?”

“Fred, mostra as motas, ao jovem.”

Jacob acompanhou o mais baixinho, o tal Fred, á rua, enquanto os outros ficaram dentro da oficina. Não sei porquê, mas os rapazes não me inspiravam confiança. Observavam a oficina, com demasiado interesse. Resolvi aparecer, para que eles não pensassem que a oficina estava vazia.

“Oh, mas que temos aqui? Olá boneca? Bela saia!” e soltou um risinho.

Ignorei-os. Mas o mais alto que se tinha dirigido a Jake, avançava na minha direcção.

“Mas, tu és realmente linda. Não queres vir dar uma volta connosco?”

Recuei dois passos. Não queria magoa-lo. Mais dois rapazes avançaram, atrás dele, com aqueles sorrisos nojentos.

“Não é linda rapazes? Já me viste bem este decote?” eles riram atrás dele.

Coloquei instintivamente o braço á volta do peito, cobrindo-o.

“Afasta-te dela. Só te aviso uma vez.” Jacob entrou no mesmo instante em que o rapaz alto me ia agarrar. Manteve o tom de voz, mas algo ameaçador.

“Calma, meu! só estávamos a conversar. O que achas-te das motas?”

“Não vi nenhum problema grave. Acho que posso dar-tas em breve.

“E se eu te desse as motas e tu me deixasses dar umas voltinhas com a miúda?”

Jake começou a tremer.

“Podes parar de falar de mim como se fosse mercadoria. Não te admito! Idiota!” Cerrei mão em punho e dei-lhe um soco. Ele só não caiu no chão, porque os amigos o agarraram. Devo-lhe ter partido um dente. Deitava imenso sangue da boca. Eu estava cada vez mais irritada. Os outros não se atreveram a avançar.

“Eh, a pequena tem força. Gosto mais delas assim.”

Nem me apercebi que Jacob já estava ao meu lado. “Leva as tuas motas e os teus amigos daqui agora! Baza! E não voltes aqui. Se não vais ter problemas!” Jacob estava a tremer descontroladamente ao meu lado. A mão dele apertava a minha fortemente, esforçando-se para não se transformar.

“Então! Calma! Podemos resolver isto!

“Sai. Agora.” Jacob esforçou-se para as palavras saírem, com calma.

“Ryan, é melhor irmos. Esquece a miúda.” O mais baixinho, o que se chamava Fred, disse.

“Sim, acho melhor saírem daqui. Não são bem-vindos.” Acrescentei afastando Jake, da minha frente.

“Vocês por acaso sabem quem eu sou? Atrevem-se a expulsar-me daqui?” o tal Ryan, disse, enquanto, que com uma das mãos, tentava estancar o sangue.

“Não me interessa quem tu sejas. Nem que sejas o filho do papa! Quero que saiam agora!” Disse antecipando-me a Jacob, que estava prestes a explodir.

“Ouviste o que ela disse. Saiam. Agora.” Jacob arreganhou os dentes, e olhar dele mostrava perigo, pois praticamente todos se afastaram, excepto o tal Ryan.

“Nós vamos. Mas vais ter notícias minhas. Garanto-te. E protege a tua miúda. Com essa carinha e assim vestida, não te vai faltar concorrência!” e esboçou um sorriso irónico. Ainda tinha a boca coberta de sangue.

Tive de agarrar o Jacob com toda a minha força para que ele não se atirasse ao rapaz. “Nem. Te. Atrevas. A. Tocar-lhe. Ou. Sequer. Aproximar-te. Dela!” Conseguiu dizer no meio dos tremores.

O tal Ryan, voltou a sorrir mas acabaram por se afastarem. Ouvi as motas a arrancarem. Tinham ido. Abracei Jacob com toda a minha força. Ele ainda tremia descontroladamente.

“Não voltes a vestir-te assim.” Gritou-me, agarrando-me pelos ombros.

“Jake…” não consegui aguentar as lágrimas que me escaparam pela forma que ele me tinha falado.

“Por favor.” Disse, tentando acalmar-se. Abraçou-me.

Não lhe respondi mais. Não queria irrita-lo mais. Ele ainda estava fora de controlo.


Parte 3

Quando se acalmou, voltou para o trabalho com a sua moto. Mas o seu olhar continuava perdido. Queria falar com ele. Mas ainda não reunira as forças necessárias. A culpa desta cena tinha sido minha. Sentei-me no canto onde estava encostada e rodeei os joelhos com os braços. Deitei a cabeça nos joelhos. Passado uns segundos senti o seu calor ao meu lado.

“Já terminei. O cliente já vem buscar a mota. Depois podemos ir.”

Não lhe respondi, nem me mexi.

“Desculpa Nessie. Não queria ter gritado contigo.”

“Jake…” não me deixou terminar. Agarrou-me e obrigou-me a levantar. Abraçou-me. Deixei ficar a minha cabeça no seu peito. Não consegui evitar a lágrima que me escorreu velozmente pela face.

“Desculpa”. Disse-me carinhosamente. “Podes andar vestida como quiseres.”

“Jake, eu só me vesti assim, para tu repares em mim. Não queria que nada disto tivesse acontecido.”

“Para que reparasse, em ti? Nessie, tu és linda de qualquer maneira. Eu repararia em ti de qualquer forma. Tu deixes-me louco de qualquer forma. Nem que tivesses de fato de treino. Eu não vejo a tua beleza, mas aquilo que tu és. E tu és a miúda mais fantástica que eu conheço. És a minha miúda. És a mulher que eu amo.”

“Desculpa, Jake. Foi uma parvoíce vestir-me assim.”

“Eu adorei.” Disse com o seu sorriso mais maravilhoso. “Mas da próxima vez, veste-te assim só para eu ver ok?” e beijou-me. Com uma doçura, que me deixou sem palavras. Esqueci tudo á minha volta. Agora era só eu e ele.

“Posso?” alguém gritou da porta.

“O meu cliente!” disse com um sorriso. E com um leve beijo nos lábios, deixou-me e foi ter com o seu cliente.

quarta-feira, 3 de março de 2010

New Sun - 48º Capítulo, 3ª e 4ª Partes


Olá meus queridos!


Espero que estejam a gostar da fic e claro, comentem, a Chloe agradece!



Capítulo 48


Parte 3

Versão da Nessie


Entrei no quarto de Jacob, e ele estava rodeado por todos os amigos. Ia ter com ele, quando a Leah me puxou para fora do quarto, arrastando-me com ela para longe de casa. Jacob estava tão entretido que nem deu por nós.

“O que foi Leah? Aconteceu alguma coisa?”

“Tu fedes aquele teu amigo vampiro.”

Engoli em seco.

“O que estiveste a fazer com ele?” perguntou-me ainda enrugando o nariz.

“Nada! Que querias que fizéssemos?” a minha voz saiu mais esganiçada do que estava a espera.

“Para quem não fez nada pareces bastante nervosa.” E sorriu-me.

“Leah…”

“Não tens de me justificar nada. Não tenho nada a ver com o que fazes com aquela sanguessuga, só acho, é que não deves aparecer junto do Jacob com esse cheiro. Ele não ia gostar.”

“Obrigada”, disse-lhe baixando a cabeça, sentindo-me cheia de remorsos pelo que tinha feito.

“Olha o Billy já deu a prenda dele ao Jake. Vamos falar com o Carlisle para que ele deixe o Jake ir ver a tua prenda. Ele vai adorar.” Disse de modo a tentar encorajar-me.

“Sim.” Disse quase de forma inaudível.

“Mas primeiro vamos tentar disfarçar esse cheiro! Credo! Tu fedes!”

Ela aproximou-se de mim e abraçou-me. “Pará de dizer que ele cheira mal! Ele para mim cheira muito bem.” Ela sorriu mas não me respondeu.

**

“Mantém os olhos fechados”. Disse para Jacob enquanto lhe tapava os olhos com as mãos para que ele não espreitasse. Ele era tão alto que eu ia às cavalitas dele, para lhe tapar os olhos. Estávamos á entrada da nova oficina dele.

Beijei-lhe o pescoço e senti a pele arrepiar-se com o meu gesto.

“Já posso ver?” perguntou-me entusiasmado.

“Mais um pouco de paciência!” disse-lhe Leah, que o guiava.

Conseguia ouvir os risinhos de Emmett, de Quil e de Embry atrás de nós.

“Ok podes abrir!” disse descendo das suas costas

“Um carro? Tu compraste-me um carro?” gritou ele, não conseguindo esconder o entusiasmo. Destapou a manta que cobria o carro.

“O que tu tinhas, já estava a precisar de uma reforma! E este, não é lindo?”

“Ai eu não acredito! Um Audi R8? Deves estar a brincar! Não acredito!”

“Todo teu, amor!”

Ele percorreu com os dedos o carro, ainda maravilhado. Depois olhou para mim. Tinha os olhos brilhantes. “Não acredito Nessie, não devias, eu não posso aceitar…”

Antes que ele continuasse já eu tinha saltado para o colo dele, prendendo as minhas pernas á volta da sua cintura. “É teu, não quero ouvir mais nada.” E beijei-o. Ouvi novamente os risinhos indiscretos. Mas lhes tomei atenção. Só os lábios do meu amor interessavam agora. Tinha sentido tanto a falta deles, que era quase impossível solta-los. Quando ele se afastou, olhamos em volta e vimos que só estávamos os dois.

“Que tal uma voltinha?” propus-lhe.

Jacob soltou o seu sorriso mais maravilhoso. Parecia uma criança pequena com o seu brinquedo novo.

Metemo-nos na auto-estrada e quando demos por nós estávamos na Califórnia.

“Ena! O meu pai vai-se passar… Califórnia?” Jacob parou o carro junto de uma praia. Estava a anoitecer, e acabamos por ficar dentro do carro, junto de uma praia a ver o pôr-do-sol.

“Depois de todo este tempo, longe de ti, ele vai-nos perdoar. Que achas de passarmos aqui a noite juntos, só eu tu, e o meu novo carro?

“Tentador, mas acho que não estou convencida.”

Ele agarrou-me puxou-me para o colo dele. Fez aquele sorriso maravilhoso que eu adoro. Acariciou-me os lábios com o dedo, e beijou-me de tal maneira que me deixou sem folgo. “E agora mais convencida?”

“Hum…”

E ele voltou a beijar-me, com mais intensidade que antes. Ao mesmo tempo a mão dele desceu pelas minhas costas, aconchegando-me mais a ele. “E agora?”

“Começa a melhorar…” disse ainda a recuperar o fôlego.

Começou a percorrer o meu pescoço com suaves beijos, que ardiam ao tocar na minha pele. Os nossos lábios voltaram a encontrar-se.

“Amo-te!” Surráramos um ao outro.

Quando as coisas ficavam demasiado quentes, Jacob afastava-se de mim. Ele sabia que eu ainda não estava preparada, pois sempre que íamos um pouco mais longe, eu acabava por me retrair. Ele percebia-se e afastava-se de mim, com o seu melhor sorriso, e nunca insistia. Sentia-me mal por não conseguir ir mais longe. Mas sempre que tentava, lembrava-me do meu sonho, em que ele e o meu pai se matavam. Enquanto me lembrasse dele, não ia conseguir ir mais longe que a troca de carícias. Ele via como eu ficava triste, e sorria-me sempre, lembrando-me que me amava e que tínhamos muito tempo para isto.

Acabamos por ir buscar um hambúrguer para o jantar. Estávamos dentro do carro a comer, quando o telefone tocou.

“Adivinha quem é?

Ele sorriu. “O teu pai!”

“Bingo!”

“Atende…”

“Não quero.”

“Atende, não quero dar razões ao teu pai para ele vir atrás de nós.”

“Está bem, está bem.”

“Olá pai!”

“Renesmee! Onde é que vocês estão?” o papá perguntou ligeiramente exaltado.

“Hum, na Califórnia!”

“O quê? Deixa-me falar com esse, rafeiro!”

“Pai! Estás a exagerar… Não estamos a fazer nada de mais.” E começamos a rir os dois em silêncio.

“Renesmee Cullen! Quero que venham já para casa!”

“Pai não te preocupes! Ainda sou virgem, e não estou a pensar perde-la hoje! Prometo! Ah e estamos a jantar neste preciso momento.”

Ele ficou mudo. Consegui distinguir o riso de Emmett.

“Deixa-os Edward” ouvi a mãe por trás a falar. Depois ela pegou no telefone, porque foi a voz dela que ouvi.

“Portem-se bem, com juízo, ok?”

“Ok, mãe! Até manha.”

“Bem! Foste dura com o teu pai.” Disse-me, dando uma enorme dentada no hambúrguer.

“A minha mãe acalma-o.” Sorri e voltei a beija-lo.



Parte 4

Versão da Leah

Depois de mostramos a prenda de Jacob, fui para casa. Seth foi passear com os amigos, e eu estava sozinha em casa. Mudei de roupa, vestindo apenas uma camisola larga. Peguei numa caixa de gelado e recostei-me no sofá. Paz e sossego… finalmente!

Alguém bateu á porta.

“Parece que falei cedo de mais” disse num murmúrio. Fui á cozinha deixar o gelado e corri para a porta.

“Kevin o que…” antes que eu pudesse terminar, ele já me estava a beijar. Arrastou-me para dentro e caímos em cima do sofá.

Ao fim de longos beijos que me deixaram completamente sem folgo, consegui afasta-lo de mim. “O que pensas que estás a fazer?” disse ainda ofegante. Ele fez aquele sorriso de cortar a respiração.

“A ajudar-te a decidir.” E voltou a beijar-me. A mão dele começou a percorrer a minha coxa enquanto os seus lábios percorriam o meu pescoço. Reprimi um gemido. Estava a deixar-me louca.

Voltei a afasta-lo.

“Kev… isso não funciona assim.”

Afastou-se de mim com um sorriso. “Ok… mas deixa-me ficar hoje contigo. Prometo portar-me bem.” Ele largou-me e sentou-se ao meu lado. Como se não tivesse acontecido nada. “Então o que está a dar na TV?” Só podia estar a gozar… depois de me deixar neste estado… como é que ele conseguia, parecer tão natural?

Mordi o lábio. Não sabia o que havia de fazer. Confesso que ele me fez ficar confusa… queria estar com ele… mas não queria que ele pensasse que o escolhera. Mas também o que tinha a perder? Ele já me tinha deixado… fora de mim. A culpa era dele…

Desta vez fui eu que o puxei para mim. “Não tomes isto como uma decisão está bem? Ainda não decidi nada…”

Ele não me deixou terminar. Envolveu-me no seu abraço e eu deixei-me levar pelas suas carícias, pelos seus beijos cheios de paixão, por todo o seu amor.

**

Quando acordei estava no meu quarto e Kevin estava completamente nú ao meu lado.

“Oh, que fui eu fazer…”

Voltei a recordar a nossa noite… comecei a corar. Ele era incansável… não sei como tinha tanta energia… deixou-me sem folego. Agora deitado ali ao meu lado ainda parecia mais belo. Ia levantar-me quando ele se mexeu. Os seus olhos azuis, irresistíveis, percorreram o meu corpo, nú ao lado dele.

“Olá princesa.”

“Não me chames isso…”

“Desculpa… Leah.” Depois mordeu o lábio. “É que tu és mesmo linda. Deixas-me… louco.”

Antes que eu tivesse tempo de falar já estava de novo a beijar-me.

**

Passamos essa tarde toda juntos… sem sair do quarto. Comecei novamente a corar. E se Seth deu conta?

Quando consegui fazer que ele fosse embora, tomei um banho e tornei a reconfortar-me no sofá.

“Lee, vou sair. Até logo.”

“Adeus Seth.”

Seth, ultimamente andava a sair muito. Seria uma rapariga? Sorri. Já estava mais que na altura de ele encontrar alguém.

Passado mais ou menos 1h bateram á porta. Se for o Kevin outra vez, …não respondo por mim. Pensei irritada.

Era Sam. Não, não ia aguentar uma investida de outro. Estes dois ainda me iam levar-me á loucura. Mas Sam não se agarrou a mim. Suspirei de alívio.

“Olá Leah. Posso?”

“Sim entra”, disse sem muita emoção na voz.

“Está tudo bem?” perguntou-me.

“Sim, e tu como estás? E a Emily?”

“A Emily está cada vez pior. Agora já nem consegue falar. Está praticamente em estado vegetativo. O Dr. Carlisle diz que ela transmite toda a sua vitalidade para o bebé, que em contrapartida, está muito saudável.”

Ele calou-se e ficou olhar o vazio.

“Vais ver que ela ainda vai melhorar. Acredita nisso.”

“Já não a amo. Todo o encanto, toda a paixão… está a morrer com ela.”

“Sam…” Parei um pouco para pensar no que ia dizer. Mas antes de conseguir falar, os seus olhos já estavam presos em mim. Não me consegui mexer. Não consegui falar. Ele agarrou a minha mão.

“Leah, agora que a impressão natural desapareceu, consigo ver o que ainda te amo. A impressão natural não fez o que sentia por ti desaparecer. Na minha opinião fez com que os camuflasse. Como se os tivesse inibido. E agora que isto desaparece, apercebo-me que os meus sentimentos por ti continuam cá tão fortes como quando te vi pela primeira vez. Malditos genes que me afastaram de ti.”

Engoli a seco. Sam aproximava-se lentamente de mim. Fiquei sem reacção. Fechei os olhos quando os seus lábios tocaram os meus. E fui invadida por aquele sentimento que teimava em esconder que tinha por ele. A sua mão tocou na minha cara. As minhas mãos foram ter ao seu cabelo. Foi então que ele me puxou para ele, e me beijou cheio de paixão. Tive dificuldades em lembrar-me de respirar. Tudo á minha volta desapareceu. Era só eu e ele. Eu e os seus maravilhosos beijos, eu e o calor do seu corpo, que o meu corpo tanto protestava por ter ficado tanto tempo longe dele.

“Sam…” Consegui falar quando os seus lábios percorriam a minha clavícula. “Não estou a tomar nenhuma decisão com isto, está bem?”

“Também não esperava que o fizesses.” Disse-me sem parar de beijar.

Os seus lábios percorriam agora levemente o peito. Soltei um gemido. Isto era demais. Ele lembrava perfeitamente de onde havia de me tocar, onde eu sentia mais prazer. Fez-me subir às nuvens.

E sem conseguir raciocinar deixei-me levar por aquilo que o meu corpo ansiava.

**

Quando acordei de manhã, Sam já tinha saído. No seu lugar estava uma rosa. Não consegui evitar sorrir.

Depois dei uma volta em tudo o que tinha acontecido em apenas 2 dias… Suspirei. Como é que eu agora, ia escolher 1? Eles estavam mesmo empenhados em conquistar-me, e eu, parva, deixei-me levar pelos dois! Porque irremediavelmente gostava dos dois. De uma maneira diferente. Mas gostava…

“Aaahhh!! Que vou eu fazer?”

Seth bateu na minha porta quando me ouviu gritar.

“Lee, estás bem?”

“Sim” despachei-me a dizer.

“Mana, vou sair. Não venho almoçar. Até logo.”

“Hei, hei! Mas onde vais?”

Abri a porta enrolada no lençol.

“Vou fazer a ronda e depois…” começou a corar. “Vou ter com os meus amigos.”

“Muito sais tu com os teus amigos! Diz a verdade! É uma miúda, não é?” disse no meio de sorrisos.

“Oh, Leah! Não é nada disso!” disse ainda mais corado. Depois num meio de um sorriso maroto acrescentou. “Por acaso eu disse alguma coisa dos teus encontros amorosos?”

“Seth!” Ralhei-lhe. Ele saiu a correr e a rir-se antes que lhe conseguisse bater. “Até logo!” ainda o ouvi gritar.

Raios! Agora só me faltava que o Seth, me tivesse ouvido. Suspirei. Isto tinha de parar. Tinha de tomar uma decisão… novamente, ou será que apesar de tudo, eu não ia alterar a decisão que tinha tomado?

Meti-me dentro da banheira. Não quis pensar mais em tomar mais decisões.

terça-feira, 2 de março de 2010

New Sun - 48º Capítulo, 1ª e 2ª Partes

Olá meus queridos!

Espero que estejam a gostar da fic e claro, comentem, a Chloe agradece!

Capítulo 48

Parte 1

Versão da Leah

Subi lentamente as escadas que davam para o quarto onde estava Jacob. Agora já não parecia um quarto de hospital. Nessie estava ao seu lado e os dois estavam a brincar um com o outro. Sorri ao vê-los. Foi como se nada tivesse mudado.

Nessie deu conta da minha presença. “Entra Leah! Jacob está farto de perguntar por ti.”

“Então lobinho, como estás?”

“A recuperar parece… o Carlisle ainda não me deixa sair daqui.” Esboçou um pequeno beicinho. Não consegui evitar sorrir.

“Amor, vou-te deixar á vontade com Leah. Venho já, tenho uma coisa para fazer. E nem penses em levantar-te daí!”

“Está bem! Já sei!” disse fazendo novamente beicinho. E depois acrescentou, “Não demores.”

“Prometo que não.”

Beijaram-se intensamente, e a Nessie saiu do quarto fechando a porta atrás de si.

Sentei-me junto da cama dele. “Pareces melhor.” Disse-lhe enquanto o observava.

“Eu já me sinto bem. Farto de estar deitado. Mas a Nessie e o Dr., não me deixam sair daqui… Soube que foi o Taylor que me salvou.”

“É… aquela sanguessuga é uma caixinha de surpresas.”

“E como correu este mês que estive ausente? Como estão todos? O meu pai…”

“O teu pai está bem. Deve estar a chegar.” Acariciei-lhe os cabelos.

“E tu, Leah, como estás?”

“Estou bem. Acho.”

“Como estão as coisas com a Emily e o Sam?”

“A Emily já está de 5 meses, e o bebé está bastante saudável. Mas ela ainda está muito fraca, e por vezes tem recaídas. O Sam, tem estado com ela.”

“Eu queria saber, sobre o que aconteceu entre vocês. O que ele tinha para falar contigo, no dia em que fomos buscar a Nessie?”

“Ele anda confuso. Diz que a impressão natural está a desaparecer, e que ainda gosta de mim…”

“A sério? Como?”

“Não me perguntes, não sei.”

“E as coisas com o primo do Quil?”

“Tenho falado com ele. Mas continua tudo na mesma.”

“Bem… isto não deve ser fácil para ti. Nunca pensei que o Sam, não sei se, se pode dizer isto nesta situação, mas, parece-me que o amor venceu a impressão natural…”

Ri-me. “Isso não é possível. O Sam só ficou assim “confuso” quando viu que eu poderia esquece-lo ou quando soube que o Kevin, estava interessado em mim. Devia já estar acostumado a que eu gostasse dele… sei lá…”

“Até pode ser que tenha sido isso que o fez ver que afinal, ainda te amava. Além de que se ver a perder a Emily, também possa ter ajudado.”

“Não faço ideia… há um mês atrás, puseram-me entre a espada e parede. Queriam que eu escolhesse, entre eles.”

Jacob sorriu. “E tu?”

Sorri também. “Consegues adivinhar?”

“Mandas-te os dois passear!”

Voltei a rir. Tive vontade de o fazer!” e sorri de novo. “Já tomei a minha decisão. Sei bem quem gosto e quem quero.”

“Eu sei que sim. Conheço-te bem. Só pela tua expressão, consigo saber quem escolhes-te.” Piscou-me o olho. Sorri-lhe.

No mesmo instante, bateram á porta.

“Entrem!” Jacob disse.

Todos os nossos amigos estavam ali para o visitarem. Billy, Embry, Quil, Paul, Jared, Collin e Brady, e Seth. Por fim entrou Sam.

Trocamos um breve olhar. Mas deixei de lhe prestar a atenção quando Quil e Embry tiraram uma enorme caixa com um laço vermelho no topo.

Dentro havia algo embrulhado.

“Um urso de peluche?” Jacob perguntou confuso depois de ter rasgado o papel todo, com a curiosidade de ver o que a caixa continha.

“Foi ideia deles!” queixou-se Seth, apontando para Quil e Embry que se riam, às gargalhadas. “Dizem que é para deixares de recorrer á Leah, quando te sentires sozinho!”

Começamos todos a rir. Depois o Billy, aproximou-se dele. “ Filho, a verdadeira prenda é esta.” Entregou-lhe uma chave.

“Uma chave? De onde?”

“Da garagem que te comprei. Agora podes trabalhar á vontade nos carros que quiseres! Tens uma garagem só tua!”

“Uau pai! A sério?”

“É uma prenda de todos, a Nessie também ajudou. Aliás ela tem outra prenda para ti. Mas acho que só vais saber quando ela vier.” Disse-lhe Billy.

“E onde ela está?”

Afastei-me um pouco, para dar espaço a todos para falarem com Jacob. Finalmente tudo estava a voltar ao normal.


Parte 2

Versão da Nessie

Aproveitei a chegada da Leah, para fazer uma última coisa.

Sabia que ele ainda estava perto. Tinha de falar com ele. E ele sabia disso, por isso não partiu.

Encontrei-o perto de uma clareia. Tinha acabado de caçar um animal. Não sabia que ele se tinha adaptado ao mesmo método de alimento que nós. Fiquei contente por saber. Esperei que ele terminasse, encostando-me junto uma árvore.

Quando terminou sentou-se ao meu lado. Ficámos uns momentos em silêncio.

Acabei por ser eu a começar a falar.

“Obrigado mais uma vez.”

“Era o mínimo que podia fazer.”

“Então sempre adoptaste os animais como alimento?”

Ele sorriu. “Mais ou menos. A tua família pediu-me para não caçar humanos por aqui. Mas talvez me habitue a este tipo de alimento.”

“Queres ficar por cá?”perguntei a medo.

“Gostavas que ficasse?”

Olhei para ele. Ele fitava-me muito sério. “Tu sabes que sim.” Disse no meio de um suspiro.

Ele voltou a olhar em frente. Por uns momentos pareceu-me uma estátua linda e perfeita. Era capaz de ficar horas a olhar para ele.

“Tenho de voltar para junto dos volturi.”

“Pensei que não recebias ordens deles.”

“E não recebo. Mas tenho lá a minha irmã. E eles ensinam-me a usar o meu poder. Além de quero garantir que o Caius ou o Aro, não voltam a fazer-te mal.”

“Há algo que gostava de saber.”

“Diz.”

“Porque vieste salvar o Jacob?”

“Pensei que era o querias.”

“Não é isso. Sabes bem que daria a minha vida por ele. A minha questão, é que depois de eu te ter dito que te odiava, depois de tu próprio o quereres matar…”

“Fi-lo por ti. Porque não suportava ver-te infeliz. Porque sei o que ele significa para ti. E eu descobri que só quero que sejas feliz. Porque quando se ama alguém, deseja-se que essa pessoa seja feliz. E eu amo-te e só quero a tua felicidade. Não ia aguentar ser eu a tirar-ta.”

Abracei-o com todas as minhas forças. Ele hesitou um pouco, mas acabou por me retribuir o abraço.

“Promete que me vens visitar”. Disse-lhe ainda com a cabeça escondida no peito dele, para que não me visse chorar.

“Não sei se o posso prometer Nessie. Quando estou perto de ti, sem te poder tocar…”

Toquei-lhe com a ponta dos meus dedos nos seus lábios frios e perfeitos, evitando que ele continuasse.

“Tudo bem, eu compreendo. Só quero ter a certeza que ficas bem.”

“Sei tomar conta de mim. Acho que ninguém conseguirá fazer-me mal.” Fez um sorriso enviesado e orgulhoso.

Sorri-lhe. “Acho que nunca te mostrei qual era o meu poder.”

“Já ouvi falar dele.” Disse-me novamente com um sorriso.

Toquei com a minha mão junto do seu coração agora completamente imóvel. Mostrei-lhe todos os nossos momentos juntos. O primeiro dia de aulas, as músicas que me cantou, as tardes passadas juntos, os passeios, o baile, o nosso beijo… Taylor fechou os olhos e deixou-se levar por todo o sentimento que eu lhe transmitia.

Por fim retirei a minha mão.

“Agora percebes tudo o que sinto por ti, e o quanto te agradeço por teres salvado o Jacob. Ele é todo para mim. Ele é a minha vida.”

“Obrigado por teres partilhado isso comigo. É muito importante.”

“Não me esqueças.” Disse-lhe abraçando-o de novo.

“Sabes que isso é impossível.”

Levantei-me e ele levantou-se atrás de mim.

“Posso te pedir só uma coisa, Nessie?”

“Claro!”

“Posso despedir-me de ti, com um último beijo?”

Fiquei uns momentos em reacção. Ele queria um último beijo meu, e sei que não era um beijo comum. Mas na verdade eu também queria faze-lo. Errado? Talvez. Egoísta? Muito.

Não pensei mais. Aproximei-me dele e fechei os olhos. Deixei que ele tomasse conta do resto. Se eu pensasse no que estava a fazer não teria coragem.

Os seus lábios frios e duros como pedra mas ao mesmo tempo macios e delicados tocaram suavemente nos meus. O seu hálito fresco, entrou na minha boca, deixando-me maravilhada. Isto era a sensação de beijar um vampiro. As suas mãos perderam-se na minha cintura, aconchegando-me a ele. Entreguei-me ao beijo da melhor forma que pude. Mas na verdade, sem amor. Amor de amiga sim, amor de agradecimento sim, mas não o amor que sentia pela Jacob.

Jacob…

Quando me viu hesitar largou-me no mesmo instante. “Desculpa ter-te pedido isto… Amo-te” a última palavra não passou de um sussurro na minha mente.

E no mesmo instante ele desapareceu.

Demorei uns segundos a recompor-me. Continuei a olhar para a verdejante floresta, respirando com dificuldade. Respirei fundo. Era a última vez que faria algo do género a Jacob. Ele não merecia a minha infidelidade… se é que se podia chamar isso…

Por fim, corri de novo para os braços do meu sol. O meu verdadeiro e único amor.

segunda-feira, 1 de março de 2010

New Sun - 47º Capítulo, 2ª Parte

Olá meus queridos!

Espero que estejam a gostar da fic e claro, comentem, a Chloe agradece!

Capítulo 47

Parte 2

Versão da Leah

Jacob acordou. Não consegui esconder as lágrimas de alívio e de felicidade. Queria ir ter com ele e abraça-lo, mas não quis interromper o momento da Nessie. Afastei-me um pouco e esperei que ele recuperasse mais um pouco.

Fui para junto do rio que dava para as traseiras da casa dos Cullen. Sentei-me um pouco a observar o rio.

Sentia-me aliviada que Jacob tivesse recuperado passado tanto tempo. Por momentos perdi a esperança de ver este dia chegar. Mas a Nessie, nunca desistiu, acreditou até ao fim. Não saiu do lado dele, não deixou de acreditar. Gostava de ter a força dela. Quando chegamos de Itália, Carlisle montou praticamente um hospital em casa. Mas apenas conseguiu manter Jacob com vida, porque todos os esforços de ele acordar foram inúteis. Foi inacreditável, o que a aquela sanguessuga que quase o matou, fez. Devolveu-lhe a vida, de uma forma mágica. Se não tivesse visto Jake abrir os olhos diria que ele era um mentiroso. Nunca pensei que fosse possível, um vampiro puder salvar alguém, muito menos daquela maneira.

Tornei a observar o rio. Tranquilo e belo. Voltei a recordar tudo o que me tinha acontecido neste último mês, que não foi nada fácil.

**flash back**

Quando voltei a casa, passado uma semana depois de termos voltado de Itália, e depois de mais de um dia fracassado de tentar salvar o Jacob, encontrei Kevin á minha espera. Com todos os acontecimentos, não me lembrei mais dele, como também não pensara em Sam.

Mas agora que o via á minha frente, o seu olhar de novo no meu, senti que ele continuava a não me ser indiferente. O meu coração batia aceleradamente quando o via, e sentia-me nervosa, com aquela impressão na barriga que sentimos quando estamos apaixonados.

Ele não me sorriu quando me viu como costumava sempre fazer assim que me via. Lembrei-me que nunca mais lhe tinha tido nada depois de ele descobrir a verdade sobre mim. Sobre os lobisomens.

“Olá Kevin.” Disse timidamente.

“Olá.” Respondeu-me secamente.

“Entra. Falamos melhor cá dentro.”

Ele não disse nada. Limitou-se a seguir-me.

Encaminhei-o para o sofá e sentei-me junto dele. Esperei que ele começasse a falar.

“Desapareceste.” Começou por dizer. “Não me deste um explicação do que estava a acontecer. Deixaste-me completamente só…”

“Desculpa. Não queria que tivesse sido assim.”

Ele voltou-se para mim e agarrou-me os ombros.

“Porquê é que me deixaste ali sozinho? Porquê é que não voltaste, para me explicares? Porquê? Fazes alguma ideia do que senti naquele momento? Fazes alguma ideia do que significou para mim, ver aquilo?” Kevin estava cada vez mais enervado.

“Eu tive de ir. Não queria que soubesses daquela maneira. E não pode voltar. E… e o que significou para ti?” Tentei que a voz me saísse calma.

Ele libertou-me os ombros levando as mãos á cabeça. Aproximei-me dele e coloquei a minha mão sobre o seu ombro. Ele afastou-se de mim.

“Leah, eu estou completamente apaixonado por ti. Deste o dia que te conheci que não me sais da cabeça. Depois descubro que tudo na minha vida, não passa de uma mentira! Porque é que me esconderam, o que eu era? O que o meu pai era, o que o meu avô era? Porquê…porquê é que eu, também não sou um lobisomem?”

“Não sei. É possível que não tenhas herdado o gene, ou simplesmente ele ainda não se manifestou.”

“Como é que poderia competir com o Sam… é claro que nunca ias olhar para mim…” disse num murmúrio inaudível. Se não tivesse uma audição tão apurada nunca o teria ouvido.

“Então é isso? Achas que por não seres um lobisomem eu não olharia para ti?”

Ele olhou para mim confuso.

“O que se passou entre mim e o Sam, não teve nada a ver de sermos os dois lobisomens. Eu nem era um quando me apaixonei por ele. Além disso… tu, não me és indiferente…” disse as últimas palavras tão rapidamente que achei que ele não tinha ouvido. Ficou mudo a olhar para mim, com uma expressão de espanto no rosto.

“Tu… eu…” começou a gaguejar.

“É isso Kevin. Também gosto de ti.”

Ele sorriu com aquele sorriso lindo, que eu tanto gostava. Aproximou-se de mim e levantou-me.

“Eu… Não sei o que dizer.”

“Então não digas nada.”

Puxei-o para mim, beijei-o. Beijei-o como já devia ter feito á muito tempo. Porque ele foi a primeira pessoa que passado todo este tempo me fez sentir amada, desejada. Ele era a calma, a segurança que precisava agora. Por muito que ainda pensasse em Sam, ele não poderia dar nada do que eu precisava agora. Paz, segurança, amor. E uma pessoa que só me amasse a mim, sem riscos de impressão natural.

Ouvi alguém aproximar-se da porta, mas não me consegui descolar daqueles doces lábios que tanto me desejavam. Apertei-o mais contra mim. Raios, Kevin beijava mesmo bem!

“Olá Leah, a porta estava aberta e…”

Quando ouvi aquela voz desviei-me rapidamente de Kevin. Olhamos para onde vinha o som.

“Sam. Calma.”

“Tu… tu e esse…”

“Vê-la o que vais dizer.” Kevin enfrentou sem medo.

Mas Sam tremia descontroladamente.

“Sam! Não faças isso!” tarde mais, ele já estava na forma de lobo. Tive de me transformar e meter-me no meio.

Atirei-me a ele. Tentei puxa-lo para fora, mas Sam era mais forte que eu. Sabia que não estava nele quando me mordeu. Soltei um ganido de dor. Foi então que ele se apercebeu o que tinha feito.

Transformou-se novamente em humano. “Leah, oh não! Que fui eu fazer!”

Demorei algum tempo a conseguir transformar-me em humana também. As dores eram demasiadas, temia que tivesse partida. Acabei por conseguir transformar alguns minutos depois. A minha perna sangrava sem parar.

“Olha o que lhe fizeste! Sai daqui!” Kevin segurava-me a perna tentando estancar-me o sangue. Havia uma manta em cima do sofá. Ele tirou e tapou-me.

Tinha tantas dores que não consegui falar.

**

Voltei a olhar o rio. Suspirei. Olhei para a perna que Sam tinha mordido. Já não havia qualquer aranhão, ou vestígio do acontecimento. Mas esse momento ainda estava marcado no meu coração. Tinha passado 1 mês desde esse dia. Pedi aos dois que me dessem espaço. Que não me pressionassem. Desde então eles aguardavam que eu tomasse uma decisão. Mas eu sabia o que queria. Mas não ia dizer-lhes tão cedo.

Senti alguém junto de mim.

“O Jacob quer ver-te.”

“Ok Seth. Vou já.”