Dá-nos a tua opinião sobre o filme Amanhecer-Parte 1 AQUI.

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

As mestiças - 43º capítulo

O capítulo final. É o fim. Ainda nem acredito.

Estou com imensas lágrimas no olhos, por este ser o fim da minha primeira fanfic, mas por outro, estou feliz porque o comentários foram sempre maravilhosos e não imagino esta fanfic a ir para a frente sem vocês.
Obrigada por comentarem.




Capitulo 43 – Capítulo bónus



10 anos depois…

-Mãe, olha só o que ela me fez! – gritou o Taylor vindo ao meu encontro.

Cada vez que olhava para o meu filho, nem queria acreditar. Parecia que ainda tinha sido ontem que ele tinha nascido e agora, cá estava ele, com aparência de um homem de vinte e dois anos, com os olhos azuis claros como os meus, mas com a pele morena do pai. O seu cabelo tinha uma tonalidade castanha clara e neste momento estava com uma camisola branca que mostrava os seus músculos e uns calções verdes escuros.

-O que foi, filho? – perguntei-lhe.

-Mãe! A Jenny desarrumou o meu quarto! Outra vez – queixou-se ele.

-Ei! Eu não fiz nada! – defendeu-se a Jenny aparecendo na sala. – Tia, eu só estava a ver uns CDs. Ó pai!

Jenny tinha o tom de pele da Nessie, mas os olhos do pai e o cabelo da mãe mas um pouco mais escuro, realçando a sua cor ruiva. Ela também era lobisomem e ela e o meu filho passavam a vida a discutir um com o outro.

Jacob apareceu e foi para o meu lado cruzando os braços por cima do peito.

-O que é que aconteceu afinal?

-Foi ele!

-Foi ela!

Eles disseram aquilo ao mesmo tempo e depois olharam-se com raiva.

-Jacob? – chamei-o. – Acho que devemos de aplicar-lhes um castigo.

-Tens razão – concordou ele. – Como Alpha exijo que façam as pazes. Agora.

-Nem pensar! – exclamou Jenny. – Eu só estava a ver uns CDs, não tenho nada para pedir desculpa!

-Tu desarrumaste o meu quarto pirralha! – gritou o meu filho para ela.

-Taylor! Não fales assim com a tua prima! – repreendi-o.

-OK. Desculpa Jenny. Passei-me um bocado. Aquilo arruma-se num instante – disse Taylor olhando para ela no fundo dos seus olhos.

-Vê lá como olhas para a minha filha – avisou Jacob. – Jenny, a tua vez.

Jenny suspirou e depois disse:

-Desculpa Taylor. Para a próxima volto a avisar-te com carta formal, OK?

-Jenny… Estás a dar-me cabo dos nervos!

O meu filho começou a tremer, mas respirou fundo e acalmou-se.

-Está tudo resolvido! – exclamou Jacob. – Vou dar uma volta. Jenny, vem comigo.

Saiu porta fora e a Jenny foi com ele.

-Ei! Então, o que se passou desta vez? – perguntou Seth assim que viu a Jenny a sair porta fora – O que foi que ela fez?

-Desarrumou o meu quarto – disse Taylor dando um abraço ao pai.

Seth aproximou-se de mim e deu-me um beijo que infelizmente não demorou muito porque o Taylor fingiu tossir.

-A Leah queria falar contigo – disse Seth para o Taylor.

-Ainda bem. Também preciso de falar com ela – disse ele saindo porta fora.

Leah tivera a impressão natural pelo Taylor, mas não tinha nada de romântico na situação, era apenas um instinto de protecção que a Leah tinha sobre ele. De uma forma, ficava descansada, porque o meu filho estaria protegido, mas por outro lado, sentia-me triste porque ele contava certas coisas há Leah que não contava a mim, sendo eu a mãe dele.

-Sós – sussurrou Seth voltando a beijar-me.

-A Alice está lá em cima – disse-lhe.

-Ela não conta. É muito pequena.

-Ei! Olha que eu ouvi! – gritou ela do andar de cima.

-Desculpa! – disse Seth e voltou a beijar-me.

-A Bella deve de estar quase a chegar com os outros – disse entre beijos.

Ele olhou para mim profundamente e perguntou:

-Estás a dar-me motivos para não te beijar?

-Não é isso! Só acho que…não agora, está bem? Temos a noite toda – disse com um sorriso malicioso. Os seus olhos brilharam tal como eu esperava.

Taylor voltou a entrar com Leah no seu encalço e perguntou-me:

-Queres ir caçar, mãe?

-Claro. Mas vamos só os dois – disse-lhe.

-Pode ser.

Peguei na mão do meu filho e fomos os dois andando pela floresta. Inspirei fundo e deixei os meus instintos de caçadora dominarem-me. O mesmo aconteceu ao meu filho. Taylor era como o pai, ou seja, fartava-se de comer comida humana, mas ele também necessitava sangue.

Depois de caçar dois alces parei numa clareira e fiquei há espera dele.

-Oi mãe. Já não tens mais fome?

Olhei para ele e sorri brevemente.

-Não.

Ele sentou-se ao meu lado e decidi que era melhor dizer-lhe o que achava sobre algumas coisas.

-A Jenny é muito bonita.

Ele fitou-me confuso.

-Sim, é. Mas não tanto como a Selena.

Selena era a actual namorada do meu filho. Conheceu-a quando foi a La Push com os outros. Desde então tornaram-se amigos e depois, mais tarde, namorados. Ela sabia de tudo e apoiava o meu filho. É claro que não sabia que havia vampiros, tínhamos inventado uma história que éramos todos assim.

-Como é que ela está?

-Bem. Mas amanhã tem que ir para Nova Iorque.

-E tu queres ir – afirmei. Edward avisou-me que desde que ele sabia que a Selena iria estudar em Nova Iorque, ele também queria ir.

-Como é que tu sabes?

-Há muita coisa que eu sei.

-Mas eu vou ficar – disse ele. Olhei para ele. Os seus olhos estavam tristes. – Tenho que proteger as nossas terras.

-Eu não te impeço de ires – disse-lhe calmamente. –E não te preocupes quando ao teu pai, eu trato do assunto.

Os seus olhos brilharam de uma maneira que há muito tempo eu já não via.

-Obrigada, mãe! – disse ele e abraçou-me.

-E há outra coisa.

-Qual é?

-Sobre a Leah.

-O que tem a tia?

-Eu ás vezes sinto-me colocada de lado quando tu lhe contas certas coisas que não me contas a mim. Sabes que não ser uma lobisomem é muito mau. Como se fosse posta de parte – desabafei.

-Oh, mãe, mas eu conto-te tudo. E o que eu falo com a tia são coisas banais.

-Ela descobriu primeiro que tu gostavas de Selena. Não eu.

-Na verdade, até foi o pai. Eu contei-lhe quando estávamos a fazer uma ronda os dois.

-Mesmo assim. Quero que saibas que és meu filho e que podes sempre contar comigo.

-Eu sei mamã – disse ele e voltou a abraçar-me.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

As mestiças - 42º capítulo

Não estão a imaginar, mas eu estou com lágrimas nos olhos. Pensei que este dia ainda iria demorar muito, mas já passou um ano desde que eu comecei a escrever a fanfic. E agora, aqui está ela, com o seu final merecido.
Mas por favor, guardem as lágrimas para amanhã porque eu irei postar o capítulo bínus (sim, há um) amanhã, onde eu chorarei por ver o meu bebé já crescido. =(




Capítulo 42 – O Fim




-Ai meu Deus! – exclamei claramente nervosa.

-Alice, estou bem, não estou? – perguntou Nessie. – Não tenho nenhuma falha na minha maquilhagem, pois não?

-Vocês as duas estão perfeitas! Vá, agora temos que ir!

Alice e Esme seguiram em frente, sendo que elas eram as nossas damas de Honor. Descemos as escadas, eu com braço dado com Carlisle e Nessie com Edward. Seth e Jacob estavam lá em baixo com os fatos de noivo que a Alice tinha desenhado de propósito para eles, assim como tinha desenhado os nossos vestidos de noivas.

Rosalie começou a tocar no piano lindíssimo de cauda que tínhamos e ambas descemos pacientemente as escadas. Taylor estava ao pé de Rosalie a observar-me atentamente e a filha da Nessie, Jennifer, também.

Finalmente, cheguei ao fim das escadas. Agora, era só dar uns trinta passos e já estaria ao lado do meu amor. Enquanto esse momento não chegava, fui sorrindo para cada um daqueles rostos. Estavam somente a alcateia e alguns vampiros que convidámos, como o clã Denali e o clã das Amazonas.

Olhei para o “padre” que seria o Emmett e ele estava com o sorriso mais malandro de sempre e eu sabia que ele estava muitíssimo feliz por isto estar a acontecer.

Eu e Nessie chegámos ao pé de Jacob e Seth e virámo-nos para Emmett.

-Ora bem, meus caros, estamos aqui reunidos para celebrar o amor eterno de Jacob Black com Monstrinha Cullen e Gigante Seth com a Russa Cullen. Comecemos a cerimónia – discursou Emmett. – Bem, como eu sei que vocês querem ir imediatamente para a ilha Esme e para a ilha Bella, então eu digo: Tay e Jenny, tragam as alianças.

O meu filho e a minha sobrinha trouxeram as alianças e o Taylor ficou entre mim e Seth a observar-nos muito feliz por ser ele a selar este nosso acordo. O meu filho tinha cerca de um ano, mas parecia que tinha quatro, assim como Jenny.

Seth pegou numa aliança e enquanto a enfiava pelo meu dedo, foi dizendo:

-Sophie Cullen, eu prometo amar-te toda a eternidade. Aguentar o teu mau feitio, respeitar-te e apoiar-te sempre que precisares. E também sempre que não precisares.

Prendi o riso e tirei a aliança que estava no cesto e fui dizendo enquanto lhe punha a aliança:

-Seth Clearwater, eu prometo amar-te, apoiar-te e respeitar-te até ao fim da minha eternidade. Sempre.

Foi a vez de Jacob dizer o seu discurso:

-Renesmee Cullen, eu prometo amar-te, respeitar-te, apoiar-te, a ti e há nossa filha e filhos que mais virão, até ao fim dos meus dias de existência. Para sempre.

E depois foi a Nessie a fazer o seu juramento:

-Jacob Black, eu prometo amar-te, respeitar-te, apoiar-te e aturar-te, a ti, há nossa filha e aos nossos futuros filhos, até ao fim da nossa existência. Sim, porque no dia em que partires, eu irei junto.

-Bem, sem mais nada a acrescentar, declaro-vos marido e mulher aos dois casais.

Beijei Seth carinhosamente num beijo curto e muito amoroso e depois virei-me para os convidados. Todos estavam a aplaudir. Virei-me para Nessie e ela estava felicíssima, tal como eu. Os nossos desejos tinham-se realizado e isso era maravilhoso.

***

Depois do copo de água, despedimo-nos todos e eu e Seth fomos para a ilha Esme, no Brasil e o Jacob e a Nessie foram para a ilha Bella, no Equador.

Quando chegámos lá, fomos tomar um banho na água quente do Brasil e aproveitámos ao máximo aquela semana.

-Eu amo-te – dissemos um ao outro em uníssono, assim que atracámos há ilha.





FIM

quinta-feira, 24 de junho de 2010

As mestiças - 41º capítulo

Só para esclarecer uma coisa: para quem viu o trailer da fic, deve de ter ficdo confuso porque aparecia Theresa em vez de Ana na parte "Fanfic elaborada por". É muito simples. Eu posto esta fic, no Twilight Brasil Fanfics e lá tenho o nome de Theresa (até porque o meu nome é Ana Teresa).
E agora, o capítulo:



Capítulo 41




E sempre era verdade. Eu estava grávida e melhor ainda: a Nessie também estava! Neste momento, estávamos com dois meses de gravidez e como é óbvio, a Alice não parava quieta um segundo. Roupas, comida, acessórios, era ela que tratava de tudo. É claro que depois teve que deixar a Bella e a Rosalie ajudarem-na porque estava a tornar-se impossível. Então, a Esme tratava apenas da comida (e ela cozinhava muito bem), a Rosalie tratava das roupas, a Bella ajudava-nos todos os dias com as coisas do quotidiano ( levantarmo-nos, etc…) e a Alice tratava dos acessórios. Desenhou e “obrigou” o Emmett a construir duas casas na floresta: uma para mim e para o Seth e outra para a Nessie e para o Jacob.

Sinceramente, as nossas casas já estavam construídas, mas ainda não estavam prontas para ela. Alice todos os dias passava horas nas nossas casas e depois metia-se no shopping a fazer compras.



***

E mais um mês se passou. A Alice trouxe-nos fotos da nossa casa e fez um modelo no Photoshop connosco para o quarto dos nossos bebés.

-Alice – disse-lhe. – Eu adoro-te!

-Agradece-me depois! – exclamou ela.

-Não tia, falamos a sério. Tens sido a melhor madrinha de sempre.

-Madrinha? – perguntou ela admirada. – Isso quer dizer que… ahhhh!

-Tem calma – pedi-lhe. – Tu vais ser a madrinha do bebé da Nessie. A Rose é que vai ser a madrinha do meu.

-OMG! – guinchou ela. – Eu adoro-vos!

***

As nossas barrigas já se estavam a notar demasiado, nem pareciam que tinham três meses, mas sim seis.

Quando eu e a Nessie falámos disso ao Carlisle, ele analisou-nos e disse que era provável porque nós também tínhamos crescido mais depressa quando éramos mais novas.

-Vai ser um cruzamento muito curioso – comentou ele. – Uma híbrida com um lobisomem. Muito interessante, mesmo.

-Hora de almoço! – exclamou Esme da cozinha.

Descemos o andar e fomos as duas comer. Seth e Jacob apareceram logo de seguida e começámos logo a comer.

Mal acabámos de comer, a Bella apareceu à porta e disse:

-Hora de ir descansar. Os quatro.

Eu e Seth fomos para o quarto do Edward e a Nessie e o Jacob foram para a casa da Bella e do Ed.

Deitei-me e fechei os olhos. Estar grávida cansada, e ainda por cima tinha este barrigão enorme.

-Como é que ele tem estado? – perguntou Seth deitando-me ao meu lado e acariciando a minha barriga.

-Bem. Já começa a dar uns pontapés, mas nada de especial.

-Ele magoa-te? – perguntou ele preocupado.

-Não – afirmei. – Até é bom, significa que ele está a crescer saudavelmente.

-Tu sabias que eu vou amar-vos muito, não sabes?

-Eu sei – disse-lhe. – Mas depois eu quero continuar a ter os meus miminhos.

Seth riu-se com um brilho nos olhos especial. Como um cego olha para o sol. Eu sou o sol dele e ele o meu.

Beijou-me com muito carinho e abraçou-me a mim e há minha barriga enorme. Adormecemos os dois instantaneamente e dormimos durante horas.

***

-Seth, chama o Carlisle! – gritei desesperada.

Estava muito bem na sala a ver um filme quando comecei a entrar em trabalho de parto.

-Está tudo bem, Sophie – disse Carlisle pegando-me ao colo e levando-me para o escritório dele.

Deitou-me numa maca e começou a preparar tudo. Recebi uma dose de morfina ou lá o que era na espinha e comecei a sentir menos dores, mas mesmo assim, custava.

A porta foi aberta e o Edward trouxe a Nessie. Ela também estava prestes a ter o bebé. Olhei para Edward e ele estava visivelmente feliz. Claro, iria ter um neto, quem é que não gostava disso?!

-Cuida da Nessie, filho – disse Carlisle. – Eu da Sophie.

-Está tudo bem, amor, eu estou aqui – disse Seth agarrando-me na mão. Os olhos dele mostravam medo, ansiedade, amor, entusiasmo.

-Tem calma – desdramatizei. – Estás mais nervoso que eu!

Beijou-me a testa e ficou ali o tempo todo comigo até o nosso pequeno rebento nascer.

Ele era lindo! Tinha a pele castanha do pai, com os meus olhos e um cabelo castanho claro. Ele era perfeito!

Carlisle levou-o, deu-lhe um banho e depois entregou-mo enrolado numa manta branca.

-Sophie, nós pensávamos que era uma menina. E agora?

-E que tal Taylor? É um nome bonito – comentei.

Ele deu um largo sorriso e assentiu:

-É um nome lindo.

Fui para o meu quarto (do Edward, sim, a Alice ainda teimava em dizer que a casa ainda não estava pronta) tomar um banho e descansar um pouco. O Seth ficaria a cuidar dele por mim. Sentia-me exausta e mal caí na cama adormeci logo.





- Ela está a dormir? – ouvi a voz de Leah no andar de baixo.

-Sim, está – respondeu Seth. – Queres pegar-lhe?

-É tão lindo… Ainda nem acredito que sou tia! – exclamou Leah.

Decidi que mais tarde ou mais cedo, teria que me levantar e também queria o Taylor agora nos meus braços.

Vesti uma T-shirt azul clara e uns calções de ganga escuros, umas sandálias pretas e desci as escadas.

Seth veio logo ao meu encontro e deu-me um beijo rápido. Ele irradiava felicidade por todos os poros. Ai, ai, parece que o Taylor vai ser muito mimado.

-Olá Leah – cumprimentei-a.

-Olá Sophie! – exclamou ela fazendo cócegas no meu filho que se ria. – Ele é tão querido! E tem os teus olhos.

Sorri para ela. É pena que a Leah não possa ter filhos, como ela desejava, mas tenho a certeza que ela seria uma óptima mãe.

-Sophie, já acordaste – disse Carlisle entrando pela porta da sala. – Não queres descansar mais um bocado?

-Não Carlisle, eu já estou bem, obrigada.

-Acho que seria melhor ires caçar alguma coisa, cansaste-te muito – aconselhou ele.

-Está certo – fitei Seth. – Eu vou mas volto, OK?

-Não queres que eu vá contigo? – perguntou ele.

-Não, deixa estar. Cuida do Taylor por mim – argumentei.

-Podem ir os dois – disse Leah sem tirar os olhos do meu filho. – Eu cuidarei dele.

Eu confiava em Leah. Mas… o suficiente para o deixar ali apenas com ela? Quer dizer, ela não estava sozinha, tinha o Embry atrás dela e o Jasper, a Esme e o Carlisle estavam lá. Sim, não haveria problema.

-Então, vamos?

Seth acenou e saímos a correr. Ele transformou-se e eu esperei por ele uns segundos; logo depois, começámos a correr os dois em sincronia.

Eu estava feliz e Seth também, agora com o nosso pequeno Taylor.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Trailer da Fanfic - As Mestiças

Olá meus queridos!
A Ana (escritora da fanfic - As Mestiças), pediu-me para publicar o trailer da sua fanfic.



Espero que gostem e comentem!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

As mestiças - 40º capítulo

Só só faltam apenas mais dois capítulos para acabar a fic, mas fiquem descansados que vai haver um capítulo bónus (capítulo 43) e irei postar aqui.
Enquanto isso, não se esqueçam de ler e comentar!


Capítulo 40




Quando chegámos a casa, maior parte dos vampiros já se tinham ido embora. Agora só estavam o Nahuel e o clã Denali.

Ficámos todos reunidos na grande mesa oval a conversarmos sobre coisas banais. Passado um bocado, Nahuel foi-se embora e o clã Denali também, ficando só nós, os Cullen e os lobisomens, mas até estes se foram embora pouco depois, ficando cá apenas o Jacob e o Seth.

-Bem, nós vamos para a nossa casa – disse Edward pegando na mão da Bella. – Até amanhã.

-Até amanhã – dissemos todos em coro.

-Nós também vamos para minha casa – informou Jacob e retirando-se com Nessie no seu encalço.

-Nós vamos para o meu quarto – informei-os. – Até amanhã a todos!

Puxei Seth e fechei a porta do nosso quarto. Fui para a casa de banho vestir o meu pijama e quando voltei ao quarto, Seth estava a ler um livro qualquer que de certeza tinha tirado da “mini biblioteca” que o Edward ali tinha.

-Que livro é? – perguntei sentando-me ao seu lado.

-Sei lá eu! Estou a tentar interpretá-lo. Acho que é… Francês ou Chinês ou… não sei.

Prendi uma gargalhada e ajeitei a minha almofada e meti-me debaixo dos lençóis.

-Boa noite, meu amor – disse ele abraçando-me.

-Boa noite.

E apaguei.

Acordei a meio da noite demasiado enjoada e tive que ir a correr para a casa de banho.

-Sophie? O que se passa?

-Nada – disse eu, voltando a vomitar outra vez.

-Sophie Cullen, abre a porta – disse ele nervoso.

Despejei o autoclismo e fui ao lavatório lavar o meu rosto e lavar os dentes. Então, enquanto pegava na minha escova, reparei na minha caixa de absorventes que… respira Sophie, quando é que foi a última vez… há. Não. Trinta e dois dias. E o meu era sempre tão regular! Isto não me está a acontecer!

-Sophie? Importas-te de abrir a porta?

Seth.

Estaria eu mesmo grávida?

-Chama o Carlisle. Depressa! – exclamei.

-Já aqui estou, Sophie – disse o Carlisle do outro lado da porta. – Importas-te de abrir, se faz favor?

Destranquei a porta e o Carlisle estava no primeiro plano, mas Seth estava logo atrás dele e com uma cara de muito preocupado.

-A-acho que … estou grávida.

Seth ficou em cara de choque e Carlisle começou logo a falar:

-OK, sendo assim tu tens que fazer análises para sabermos mesmo se estás grávida ou se foi só uma indisposição. Anda, vamos fazer isso no meu escritório.

Fui andando até ao escritório do Carlisle e ele tirou-me sangue.

-Agora, vais dormir e eu acordo-te quando tiver notícias.

-Obrigada, Carlisle.

-De nada – disse ele. – Vá, vai descansar.

Fui para o quarto e Seth continuava na mesma posição.

-Seth… - comecei. – Pode ser um mal entendido. Por favor, não fiques assim.

Ele piscou os olhos e fitou-me. No início, parecia abalado e tive medo que ele não quisesse ter este filho, mas depois, ele abriu um grande sorriso e abraçou-me, rodopiando-me no ar.

-Eu espero que seja verdade, porque sendo assim, seria o homem mais feliz do mundo! – gritou ele.

Sorri e senti-me aliviada.

Não sabia se estava grávida ou não, mas eu sentia algo dentro de mim. Não sei explicar, talvez estivesse a ter ilusões, mas eu juro que sentia. E neste momento, eu também era a pessoa mais feliz do mundo!

sábado, 12 de junho de 2010

As mestiças -39º capítulo

Desculpem o atraso, mas confundi os dias.


Capítulo 39




-Meus amigos – começou Aro. – Nós viemos cá com um motivo e tentámos a todo o custo evitar uma guerra, mas vocês não nos estão a facilitar-nos a vida. Ainda não falei o motivo da nossa vinda. E queria que todos vocês soubessem. Marcus, meu irmão, tu querias falar.

Marcus veio até ao encalço do seu irmão, Aro, e começou a falar:

-Sophie, percebo a tua confusão. Nós, os Volturi e o teu pai planeámos desde o dia em que nasceste que te irias casar com um dos nossos: o Alec. A intenção disto era criarmos um descendente dos Volturi, mas tu desapareceste quando ele te ia buscar.

-Por isso, falei do bilhete que tu tinhas deixado e todos concordámos que viríamos buscar-te – terminou o meu pai.

O quê? Desde que eu nasci que ele planeava isto? Como era possível? E ainda por cima com um deles! Nós já não vivemos no século dezanove ou vinte! Já não existem casamentos combinados!

Não sei se estava espantada e incrédula ou furiosa. Talvez até mesmo os três.

-Tu o quê? – gritei-lhe. – Tu não tens esse direito. Eu não vou casar com um deles! Está completamente fora de questão! Eu não sou como eles! Eu não quero o futuro que decidiste por mim! Tu não sabes o que eu quero!

Nessie abraçou-me e impediu-me de avançar. As lágrimas estavam a começar a cair de tanta raiva e impotência que tinha dentro de mim.

-Vamos acabar com isto – cuspi. – Eu vou lutar contigo.

-Como queiras. Mas aviso-te desde já que vai ser mortal.

Não me atingiu. Não entrei em choque por ele querer a minha morte porque eu sabia que desde que eu nasci, ele queria que eu morresse, queria ver-se livre de mim.

-Combinado.

Avancei e os dois clãs andaram todos para trás. Agora era só eu e o meu pai.

Começámos a lutar. Era uma dança eu desviava-me cada vez que ele atacava e ele desviava-se cada vez que eu investia. No início até nem tive muitas dificuldades, mas ele começou a fazer outras manobras e eu comecei a ficar confusa. Não vou desistir. Pela minha família e por aqueles que acreditam em mim, por mim, para não deixar ele sair vitorioso. Comecei a entrar no jogo dele e tive uma oportunidade: ele estava indefeso, a minha rapidez deve de o ter surpreendido e eu investi. Ele tentou defender-se, mas já era tarde. Arranquei-lhe a cabeça e comecei a desmembrá-lo. Agarrei no isqueiro que a Alice me tinha dado antes disto começar e queimei o corpo dele. O cheiro a incenso foi muito intenso mas Benjamim desviou o vento e assim eu não tive que sentir aquele odor que queimava as narinas.

Então, o choque assolou-me de repente. Eu tinha matado o meu pai. O meu pai tinha morrido e a culpa era minha. O único familiar que era do meu sangue tinha morrido. Dei lentamente alguns passos atrás sem perceber que os dava. De um segundo para o outro Edward e o Seth estavam do meu lado e ajudaram-me a voltar para o meu posto.

Fiquei ao lado da Bella e ela meteu um braço à minha volta. Seth encostou o seu pêlo fofinho ao meu corpo e senti-me confortável entre eles os dois.

No entanto, nada faria desaparecer ou apagar o que eu tinha feito. O meu próprio pai! Que pessoa sem escrúpulos era eu para matar o meu pai há frente deles todos. Seth tinha razão; eu não devia de ter lutado contra ele. Nunca deveria de ter existido aquela estúpida votação que eu pedi que eles fizessem. Sentia-me uma criminosa, uma assassina.

Aro soltou um longo suspiro e isso fez-me voltar à realidade. Voltei a “accionar” o meu escudo que entretanto tinha adormecido e enfrentei todos aqueles olhos vermelhos.

Fitei Aro, Caius e Marcus com raiva. Se naquele momento tivesse o poder da Jane, eles já estavam no chão a gritar de dor.

-Bem, parece que isto esclarece as coisas – disse Aro, fitando o chão pensativo. – A Sophie mostrou que é forte e não quer entrar no nosso clã. Sendo assim, nós não fazemos mais nada aqui.

-Espere! – gritou uma voz.

Tentei focá-la e encontrei o dono daquela voz: era Leonardo. Ele estava do lado deles? Traidor.

-Tenho mais uma coisa a dizer – disse ele, aproximando-se de Aro calmamente.

Visto deste ângulo, até parecia que eles eram amigos íntimos, com a facilidade com que ele se mexeu entre os guardas dos Volturi.

-Diz, meu jovem – incentivou Aro.

-Ele pode ter morrido, mas este casamento já está marcado há mais de cinco anos. Por isso, eu acho que ela deve de se casar com o Alec.

Do nada, Seht correu para cima dele e matou-o. Edward foi até lá acendeu a fogueira. Isto aconteceu tão rapidamente, que se eu piscasse os olhos não teria acompanhado nada daquilo.

A guarda dos Volturi não reagiu, como eu esperaria. Em vez disso, ficou a observar aquilo tudo com espanto estampado na cara.

Mais uma vez, Aro soltou a sua gargalhada maquiavélica e fitou Edward com interesse. Quando ele desviou os olhos de Edward para Seth, o meu escudo alargou-se que eu tive que suster a respiração para não atingir nenhum membro dos Volturi (não queria luta, como é óbvio).

-Fantástico – disse Aro. – Impressionante.

-Não estamos interessados nas suas propostas – disse Edward rispidamente.

-Oh, lês muito bem mentes – afirmou Aro. – Mas mesmo assim, vou fazer as propostas: Renesmme Cullen, estarias interessada em pertencer há nossa família?

Nessie respondeu com uma calma, que naquele momento, até tive inveja dela:

-Não, obrigada.

-Que pena. E tu Alice?

-Também dispenso – recusou Alice.

-Bella? – indagou Aro.

-A mesma resposta que a minha filha, Aro.

-Edward, não preciso de te perguntar. E tu, Sophie?

-Não – foi tudo o que consegui responder.

-Que lastimável perda. Seriam uma mais-valia para a nossa grande família.

Nenhum de nós respondeu e Aro continuou o seu discurso:

-Sendo assim, acho que já não fazemos nada de útil aqui. Foi um prazer reencontrar-vos a todos.

E desapareceram tão rapidamente como apareceram.

Eles foram-se embora! Todos começaram a abraçar-se uns aos outros e gritar vivas. Mas tudo parecia distante para mim. Não é que eu não estivesse feliz, pelo contrário, estava e muito, mas ao olhar para a fogueira arroxeada, tudo perdia a alegria. Eu tinha matado o meu próprio pai e… sentia uma perda enorme, mas também um grande alívio. Saber que ele já não existia neste mundo fazia-me feliz, mas saber que eu matei o meu pai… não. Não podia admitir isso a mim própria. Olhei rapidamente à minha volta e só via felicidade. Seria eu capaz de destruir esta felicidade? Talvez.

Entrei pela floresta adentro e fui parar ao pé de um penhasco. Sentei-me na beira, porque sabia que não haveria problema algum se caísse.

-Notei que tinhas desaparecido – disse Rosalie atrás de mim.

-Olá Rose. Que fazes aqui?

-Vim fazer-te companhia – disse ela enquanto se sentava ao meu lado. -O que fazes por aqui? Era suposto estares a comemorar. Os Volturi foram-se e sem baixas do nosso lado.

-Pois. Mas acontece que não consigo ter essa felicidade toda que tu tens dentro de ti – disse-lhe.

Ela ficou calada.

-É uma altura grande – comentou ela, referindo-se à altura do penhasco.

-Pois é.

-Mas sabes que não é o suficiente para te matar.

Dei um sorriso torto.

-Eu sei.

-Conheces a minha história.

-Sim, a Nessie contou-me – disse.

-Quando eu soube no que me tinha transformado tentei matar-me. Muitas vezes. Mas quando encontrei o Emmett, descobri a minha razão de existir. Apesar de ter cometido muitos erros, mesmo depois de o encontrar, eu sempre voltava para casa e sempre soube que era amada. Sophie, tu não precisas de fazer isto. Tu tens a tua razão de existir, que é o Seth. Ele ama-te e tu ama-lo. Imaginas só o que ele vai sofrer quando tu desapareceres?

Não lhe respondi logo. Deixei primeiro digerir as palavras que ela me tinha dito e depois perguntei-lhe:

-Queres dizer que eu não devo cometer erros porque o Seth sofreria?

-Não. Só estou a dizer que o Seth sofreria menos se tu sofresses menos. A tua tristeza é a tristeza dele.

-Obrigada Rose – disse-lhe, abraçando-me.

-De nada, sobrinha – disse ela retribuindo o abraço.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

As mestiças - 38º capítulo

Peço desculpa, eu sei que prometi que postava ontem, mas foi realmente um dia muito difícil para mim porque todos nós desatámos a chorar, por isso, não tive nem tempo para pensar na fanfic.
Mas aqui fica mais um capítulo e para compensar, sexta haverá também mais um.




Capítulo 38




Eles vieram todos e o que no início parecia apenas uma fila, transformou-se num leque de vampiros com olhos assustadoramente vermelhos e com capas pretas. No entanto, os dois seres que se distinguiam eram o Quil e o Embry, que estavam em forma de lobo com imensos vampiros a rodeá-los.

Eles ficaram a uns duzentos metros de nós. Conhecia maior parte das caras porque Nessie tinha-mas mostrado e havia mais alguns novos que eu não conhecia. Ao olhar para todos eles, reconheci o meu pai. O meu rosnar soltou-se involuntariamente e o dele também. Olhou para mim com raiva e com frustração ao mesmo tempo. O que eu queria neste momento era atacá-lo não importava onde estaríamos onde se iria despoletar uma luta. O meu corpo e mente pedia para o desfazer em pedaços e queimá-lo, mas, no entanto, o meu lado consciente dizia que não seria correcto sacrificar a minha família só por causa do que eu queria.

-Olá meus antigos amigos – disse Aro cínico. – Como têm estado nestes últimos anos? Carlisle, espero que me tenhas perdoado da última vez.

-Lamento que penses que eu te perdoei – lamentou-se Carlisle. – Pois eu não sei o que fazer, Aro. Pediste-me desculpas à sete anos atrás por um mal entendido, e agora vens outra vez com toda a tua guarda?

-No entanto, meu antigo amigo – disse Aro andando de um lado para o outro. - ,o que me trás aqui é outro motivo e desta vez, garanto-te que não haverá luta se depender de mim.

Cínico. Edward rosnou e a vampira que estava do nosso lado e que detectava a mentira, também começou a rosnar. Olhei para Aro duramente e parece que ele percebeu que eu o estava a fitar, pois fixou-me com aquele ar louco, desnorteado e sádico.

-Olá Sophie, como estás? – perguntou ele.

-Estaria melhor se não estivesse aqui e a sua guarda – afirmei gélida.

-Pois, mas acontece que … - começou Aro.

-Tu és minha filha e deves-me ser leal.

Os meus músculos retesaram-se e o meu escudo expandiu-se abruptamente. Olhei para a Bella e ela percebeu a mensagem. Os nossos escudos estavam activados e agora ninguém nos poderia impedir. Até agora, nem um problema dos dois funcionarem em sintonia.

O meu olhar desviou-se de Aro, para fitar aquele que era o meu progenitor.

-Já não sou uma miúda e não lhe devo nada.

Aro soltou uma gargalhada doentia e o Seth ficou tenso de imediato.

-Hilariante! - exclamou ele. – A tua filha é tão engraçada! Estou… maravilhado!

Olhei para o Edward e este mantinha o seu comportamento neutro, a Bella estava a observar tudo atentamente mas a Rosalie estava inquieta. Ela sabia que algo iria acontecer.

Aro voltou o olhar para mim e estendeu a sua mão.

-Posso?

Fixei Edward e ele acenou com a cabeça. Avancei lentamente, passo a passo, a tremer como uma vara verde. No entanto, do nada, a guarda inteira dos Volturi mexeu-se e o Demitri e o Felix foram para o lado de Aro. Ao meu lado estavam o Seth e o Emmett, cada um com uma expressão diferente.

-Oh, por favor, ela não me fará mal – desdramatizou Aro. – E eu também não, mas… é justo.

Tirei o meu escudo do meu corpo e avancei para Aro. Levantei a palma da minha mão lentamente, tentando a todo o custo não tremer.

Ele pegou a minha mão e ficou a olhar para mim com um ar sonhador. Agora, ele estava a olhar para todas as minhas memórias… o escudo da Bella? Será que…

-Fantástico. Não vejo nada.

Uf! Ainda bem. Não queria que todos os meus melhores momentos fossem vistos por aquela pessoa demoníaca.

Não disse nada. Simplesmente nada. Acho que foi por isso que ele reagiu tão depressa. Ele sabia que estávamos a tramar algo, só não sabia o quê.

Puxou-me para ele e os quatro (Seth com Demitri e Emmett com Felix) começaram a lutar. Tentei puxar o meu escudo mas houve algo que me limpou o cérebro na totalidade. Talvez o pânico por estar numa posição inferior.

-Não! – gritei.

Olhei para o meu pai com raiva e neste momento, juro que o matava na hora se não tivesse um braço forte a agarrar-me o pescoço. Não valeria a pena reagir porque eu sabia que neste momento estava em território inimigo e se atacasse Aro, seria morta pelos Volturi. Ele levou-me para onde estavam o Quil e o Embry. Do outro lado, reinava a confusão. Todos estavam tensos e alguns conversavam entre eles. Concentrei-me em reaver o meu escudo, procurando mentalmente por ele. Conseguia observá-lo a proteger todos os meus conhecidos e família.

“Vem. Vem até mim e protege-me”, falei para o escudo (eu sei, podem considerar-me maluca) e ele veio de imediato. Protegi Quil e Embry e apenas disse-lhes:

-Sigam-me e não façam nada se algum dos deles virem para cima de vocês.

Comecei a correr para o lado onde estavam os Cullen e à medida que alguns dos Volturi tentavam atacar-nos, eram atirados para trás. O meu escudo estava em alta devido à adrenalina que corria no meu corpo. Passei por Emmett e Seth e tanto Felix como Demitri foram repelidos para trás com o meu escudo que se estendeu a eles.

Cheguei ao pé da minha família e todos me protegeram automaticamente. Reforcei e aumentei o escudo e pedi para Bella fazer o mesmo.

A batalha estava iminente. Todos sabiam o que viria a seguir e também sabíamos que não tínhamos outra hipótese se quiséssemos sobreviver.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

As Mestiças - capítulo 37

Capítulo ante penúltimo ao encontro com os Volturi.
Não se esqueçam de comentar!

Capítulo 37




A Rosalie contou-me tudo. O motivo, como eles chegaram, o que conversaram, o modo como todos de dispuseram para o caso de haver uma luta. Contou-me o que sentiu, o que o Edward e a Bella desabafavam, o medo de eles levarem a Renesmee ou matarem-na naquele momento. Falou que se não fosse a Alice a ter ido buscar o Nahuel, a sua tia e as suas irmãs, tudo teria acabado numa luta e os Cullen e os seus amigos teriam morrido. Ela contou-me ainda do plano de fuga da Bella para a Nessie e para o Jacob e disse-me por outras palavras que tinham feito à pouco tempo isso comigo.

No entanto, tudo acabou bem e não foi preciso uma luta nem uma fuga (no caso da Nessie e do Jacob).

-Obrigada, Rose – disse no final.

-De nada. No fundo, eu até acho que é justo tu saberes disto. Pelo menos ficas a saber quem é que são os Volturi.

-Eles nunca nos vão largar, pois não?

-Queres que eu seja sincera? – perguntou ela irónica. – Eu tenho a certeza que não. Nós somos o segundo maior clã e eles não querem denegrir a reputação deles.

-É possível. Já percebi que os Volturi são invejosos.

-Podes ter a certeza que sim – disse ela dando-me um sorriso maternal. – Sabes, agora vou contar-te uma coisa.

-Diz – incentivei-a.

-Se pudesse ter uma filha, queria que ela fosse como tu. Tanto por dentro, como por fora. Tu és linda de todas as maneiras e tenho a certeza que és suficientemente inteligente para… enfrentares o teu pai. Cada dia que passei contigo, tenho mais a certeza disso.

-Obrigada, Rose.

-Não me agradeças. Os teus valores são teus, e ninguém tos pode tirar.

Dei-lhe um grande abraço. Apesar de não conviver muito com ela, a Rosalie mostrou-se uma óptima pessoa comigo. Nunca me julgou e nunca me tratou mal. Posso dizer que, se sobrevivêssemos, seriamos capazes de criar um laço de amizade mais forte do que aquele que tínhamos.

-Está na hora do jantar. É melhor irmos. Precisas de te alimentar bem.

Fomos as duas para ao pé das tendas e o Jacob estava a cozinhar qualquer coisa na lareira.

Encostei-me a Seth e ele beijou-me a cabeça.

O Jacob estava a cozinhar umas vinte latas de salsichas e ao lado dele estava Ketchup, mostarda, maionese, batata palha e pão de cachorro. Levantei o sobrolho e olhei para ele. Ele leu a minha expressão facial e apenas comentou:

-Um lobisomem tem que se alimentar bem.

Encolhi os ombros e fechei os olhos.

-Sophie? Estás acordada?

Abri os olhos e estava na tenda.

-O que se passa? – perguntei.

-Estavas a murmurar o meu nome – sussurrou o Seth ao meu lado. Por incrível que pareça ele não se tinha aproveitado da situação e estava no saco de cama dele.

-Ah, pois, é provável – disse chegando-me mais a ele. – Sabes, do outro lado da tenda está mais frio.

-Acredito que sim.

Ele abriu os braços e enrosquei-me nele. Ele fechou os braços e envolveu-me neles.

-Vou ter saudades disto – disse muito baixinho, apenas para mim.

-Eu também.

Ele tinha ouvido? Ah, pois, é o que dá não ser a única com audição super sensível. Fechei os olhos e voltei a adormecer.

-Acordem! Já está a amanhecer! – sussurrou uma voz da entrada da tenda.

Bolas! Mas será que não tinha hipótese de dormir mais um bocado? Até ao meio dia… Meio dia. A hora a que os … oh, não, eu só posso estar a sonhar. Já passou assim tanto tempo?

-Só mais cinco minutos – resmungou Seth virando-se para o outro lado.

Levantei-me, peguei na roupa que tinha escolhido para hoje e saí da tenda para me ir esconder atrás de umas árvores e vestir-me.

Voltei para a tenda e o Seth já estava acordado.

-Bom dia! – felicitei-o.

-Oi.

Fui até ele e beijei-o como se não houvesse amanhã. Ele retribuiu, mas fomos interrompidos.

-Olá! Estão prontos? – perguntou o Nahuel. – Desculpem, incomodei algo, não foi?

Seth olhou para ele e respirou fundo, fitando-me. Dei-lhe um olhar de “não o culpes, não foi por mal” e ele voltou a olhar para Nahuel.

-Não há problema – disse Seth.

-Yah, pois – reafirmei. – E tu, pronto?

-Sim, claro.

-Nós já vamos lá para fora – disse-lhe. – Até já.

-OK. Até já – disse o Nahuel, fechando a nossa divisória.

Voltei a beijar Seth, mas ele interrompeu-me:

-Temos que ir.

Saímos da tenda e todos os vampiros já lá estavam. Alice estava sentada no chão, com Jasper e com os olhos fechados. A Rosalie e o Emmett estavam a falar calmamente, a Bella e o Edward estavam a falar com o Sam e com o Paul, a Esme e o Carlisle estavam a conversar com os outros vampiros.

Sentámo-nos ao pé do lugar que no dia anterior esteve a fogueira e comemos umas waffles e café com leite que a Esme tinha feito na casa e depois trazido para cá.

-Bom dia! – disse a Nessie e o Jake em uníssono.

-Bom dia – disse eu, por mim e pelo Seth sendo que ele estava a mastigar uma waffle inteira.

Sentaram-se ao nosso lado e começaram também a comer. Depois de acabarmos, ajudámos a Esme a arrumar as coisas para depois ela levá-las para a casa grande.

-Está quase na hora – avisou Alice. – Daqui a três horas eles chegam.

Olhei para ela a implorar-lhe para não me vir avisar de meia em meia hora quanto tempo é que faltava. Tudo o que eu queria era que o tempo parasse neste preciso momento para ficar eternamente ao lado daqueles que eu amo. Principalmente de Seth. Tudo o que vivemos passou de uma rajada na minha cabeça. Logo de seguida todas as recordações desde que tinha chegado a esta família maravilhosa que eram os Cullen. Será que nos encontraríamos depois de morrermos? Espero que sim.

Nessie olhou para mim em sinal de alarme e eu retribuí-lhe o olhar. As lágrimas começaram a brotar dos meus olhos e abracei-me a ela. Ela também começou a chorar e ninguém no interrompeu. Éramos quase irmãs e ninguém poderia negar isso. O tempo que passei com todos eles foi o melhor, mas também o mais curto da minha vida.

-Tenho que ir fazer uma coisa – disse-lhe. – Já volto.

Corri para a tenda, meti o meu conjunto de jóias que o Seth me tinha dado (excepto os brincos, decidi que iria utilizar a prenda que a Alice me tinha dado) e depois abri o cofre que tinha pertencido à minha mãe. Tirei de lá o anel de diamantes. Fazia um remoinho de prata e depois tinha um coração de cristal com pequenos diamantes a delineá-lo. Fechei o cofre e voltei para junto deles.

-Nessie – falei sentando-me de frente para ela. – É uma prenda.

Estendi o anel para ela e os seus olhos brilharam de emoção. Achei que iria recomeçar a chorar, mas em vez disso lançou-se a mim e abraçou-me fortemente.

-Obrigada. Irei usá-lo – sussurrou ela ao meu ouvido.

-Eu sei que sim.

Ela desfez o abraço e meteu o anel que lhe servia perfeitamente no dedo do meio.

Voltei para o lado de Seth e ele abraçou-me fortemente. Se me mexia, ele apertava-me mais nos seus braços.

Fiquei ali, de vez em quando dava-lhe uns selinhos ou então ficava a olhar os outros vampiros. Alguns pareciam tensos, outros alegres, nervosos, seguros, com medo… Todos tinham uma emoção diferente para expressar.

-Dez minutos – avisou Alice, do nada. – Faltam dez minutos para eles chegarem.

O meu corpo ficou tenso de repente e o meu escudo estava pronto a ser accionado.

-Tenho que me ir transformar. Já volto – disse o Seth beijando o topo da minha cabeça.

Larguei-o e deixei-o ir com o Jacob para trás dos arbustos. Eu e Nessie levantámo-nos e fomos para ao pé do Edward e do Carlisle que estavam na primeira fila.

-Não – rosnou o Edward. – Vocês as duas vão para o lado da Bella. O Jacob e o Seth já lá vão ter.

Acenámos e fomos as duas para o lado da Bella. Ela abraçou-nos cada uma e disse que ia correr tudo bem. Apesar da Nessie dizer que ela mentia muito mal mas que com os anos aprendeu a mentir melhor, a mim soou-me falsidade por todos os poros.

Os lobos começaram a parecer por entre as sombras e o Jacob e o Seth apareceram, mas eles atravessaram o “mar” de vampiros que ali estava para se instalarem entre eu, e a Nessie (a Bella estava entre nós as duas).

Os dez minutos passaram a correr com todas estas movimentações e finalmente eles começaram a aparecer.

sábado, 29 de maio de 2010

As mestiças - 36º capítulo

Conta decrescente para a luta!

Capítulo 36


Faltam apenas cinco dias para o fim da minha vida neste mundo. Ultimamente tenho ficado numa espécie de “retiro de silêncio” no quarto do Edward conversando muito poucas vezes. No entanto, não estava apenas a olhar para o vazio: estava a treinar o meu escudo. Tentava extraí-lo sem a situação de luta e estava a sair-me muito bem.

-Sophie – chamou a Nessie da ombreira do quarto. – Vamos caçar qualquer coisa. Queres vir?

-Não, vou amanhã e na véspera.

-OK, tu é que sabes – disse ela e saiu do quarto.

Fechei os olhos e voltei a concentrar-me no meu escudo.

-Sophie, não podes ficar assim – disse Bella encostando-se a mim.

O meu escudo não funcionava com ela (ou seja, se quisesse lutar com a Bella, tinha que ser com as minhas próprias mãos), mas ele conseguia protegê-la.

-Bella? Estive a pensar se… os nossos escudos juntos não funcionarão melhor – disse.

-Como assim?

-Se juntarmos os escudos, seremos invencíveis. Até mesmo aos Volturi – sussurrei.

Não queria que ninguém nos ouvisse.

-Podes expandir o teu escudo para ninguém nos ouvir?

-Sim, posso. Já está.

-OK – disse. – Eu estive a pensar que se usarmos o teu, seremos invencíveis a qualquer ataque mental, e com o meu, seremos invencíveis a qualquer ataque físico.

Ela ponderou durante uns minutos e depois disse:

-Tenho que falar com o Edward sobre isto.

-Não! – quase gritei. – Não lhe contes nada. Se ele descobrir… o nosso plano vai por água abaixo. É pela nossa família que faremos isto. Quando chegar o dia.

-OK. Precisas de mais alguma coisa minha?

-Preciso que jures – fui directa. Sabia que ela queria correr para o Edward e dizer-lhe o que me estava a passar na cabeça. Para o Edward, aquela ideia maluca, não passaria de um pensamento.

-Prometo que não contarei a ninguém o nosso plano – disse ela.

-Ainda bem. Há, e vens caçar comigo na véspera?

-Sim, posso ir.



***

-É já depois de amanhã – sussurrei abraçando-me mais a Seth.

-Pois é. Não te preocupes, vai correr tudo bem.

-Oh, eu sei. Contigo ao meu lado, vai correr tudo bem – disse aproximando-me dos seus lábios e beijando-os carinhosamente.

-Olá – interrompeu a Alice entrando no nosso quarto.

-Alice? – perguntou Seth afastando-me dele. – Como é que atravessaste a fronteira?

-Oh, o Sam é muito fixe nessas coisas. Deixou-me passar – explicou ela de um só fôlego.

-E podemos saber porque é que estás aqui? – perguntei-lhe.

-Uma só palavra: compras! – exclamou sentando-se na nossa cama.

OK. Eu sei que a Alice é a Alice, mas… compras? Como é que ela consegue pensar em compras sabendo que nós estamos com tanta pressão? Isto é impossível. Apetecia-me zangar com ela, dizer-lhe que parecia uma miúda que não pensava na consciência dos seus actos, mas quando olhei para a cara dela não fui capaz de lhe dizer uma só palavra daquilo que eu queria.

-Alice… não. Eu quero aproveitar este tempo com o Seth.

-Não. Eu não consigo prever o futuro da luta para a frente, por isso, eu quero passar algum tempo com a minha sobrinha e a minha… sobrinha emprestada?

Soltei uma gargalhada, mas insisti:

-Alice, não. A sério, não insistas.

Ele fez cara de cachorrinho mal morto, e depois disse, muito triste:

-Está bem. Já percebi que preferes o Seth a mim.

-Pois, está bem. E entre eu e o Jasper, quem é que escolhes?

Ela não respondeu, limitou-se apenas a encolher os ombros. Saiu do quarto e voltei a beijar Seth mas depois parei e fiquei a contemplar os seus olhos castanhos-escuros brilhantes. Neles via o amor que ele tinha por mim. Ele amava-me, não tinha dúvidas disso. Agora a questão era, mesmo depois da morte, será que ele também me amaria?

-Seth? Tu gostas de mim?

-Que pergunta é essa? Eu amo-te mais do que todo o Universo – declarou.

Fechei os olhos e deitei a cabeça no seu peito. Era muito bom ouvir o bater do seu coração.

-Sophie – suspirou ele. – Tenho uma coisa para te dar.

Levantou-se e foi até ao roupeiro, tirou de lá dentro uma caixa de veludo preta, grande e volumosa.

-Sophie Cullen – disse ele pondo-se de joelhos. – Eu queria que tu usasses isto todos os dias do resto da tua vida.

Ele abriu a caixa e eu só vi brilhantes. Era um conjunto lindo: um colar, um anel, uns brincos e uma pulseira, tudo em diamante.

-Seth, onde…como…quer dizer, ganhaste a lotaria? Pior, assaltaste um banco!?

Ele riu-se.

-Não. Digamos que… o Ed deu-me um empréstimo.

-O. M. G – foi tudo o que consegui dizer.

-Eu sei. Vou ficar o resto da eternidade a pagar o empréstimo, mas isso agora não interessa. Eu ainda não acabei o meu discurso.

-E qual é o teu discurso?

-Vou começar – avisou ele. – Sophie Cullen, eu amo-te. Amo-te de uma maneira inimaginável e impossível para um simples ser humano mortal amar. Era suposto eu apenas dar-te isto no dia em que te pedisse em casamento, mas agora que não sabemos o nosso destino, decidi dar-te agora porque eu quero que, se partires, tenhas uma marca física do meu amor por ti.

Os meus olhos estavam marejados de lágrimas e durante muito tempo apenas fiquei a mirar os olhos de Seth e o conjunto.

-Hello? Seth chama Soph há Terra – sussurrou ele ao meu ouvido.

-Eu estou aqui – respondi. – Eu só… não tenho palavras. Estou sem elas – meti as minhas mãos nas suas bochechas, delicadamente. – Eu adorei a prenda. Não vou dizer que a amei, porque a única coisa que eu amo, és tu. Mais ninguém.

Beijou-me de uma forma… única. Profunda, com amor, entrega, desejo.

-Seth, as jóias – avisei-o pegando na caixa que ela ainda tinha nas mãos.

Tirei os brincos com o brasão da minha família e o colar que ele me tinha dado com o brasão dos lobisomens. Peguei nos brincos e na pulseira e meti-os logo.

-Queres colocar o colar e o anel? – perguntei-lhe.

-Claro.

Ele meteu-me o colar e depois ficou a olhar para o anel.

-Que foi?

-Nada – disse ele rapidamente e colocando o anel no dedo que seria suposto estar a aliança de noivado.

-Temos que ir. O Eleazar já deve de estar há nossa espera – disse.

-Ah, pois, esqueci-me que ainda tens treino.

Pegou-me na mão e fomos os dois a correr até à clareira. E mais um dia se passou rapidamente.

***

Dez veados e um leão. Foi o que cacei a tarde toda. Eu, o Edward, o Emmett e a Nessie fomos todos para bem longe de Forks, caçando sempre que apanhávamos algum lugar que daria para caçar discretamente. Voltámos e deixámos o jipe do Emmett na garagem. Olhei um última vez para a casa e fomos para a clareira onde eles tinham enfrentado os Volturi à sete anos atrás.

-A que horas é que a Rose chega? – perguntei ao Edward.

-Pouco tempo. Consigo ouvir os pensamentos dela. Não deve de estar longe.

-Obrigada.

Recolhi-me na tenda que o Jacob e o Seth tinham construído para mim e para a Nessie.

-O que é que se passa? – perguntou ela entrando de rompante na minha divisória. – Estás… estranha.

-Só estou nervosa, só isso – menti. Quer dizer, não menti propriamente dito, porque eu estava nervosa, mas isso só ocupava 1% da minha mente naquele momento.

-Como queiras – disse ela encolhendo os ombros. – Eu vou estar com o Jake na divisória ao lado.

-Oh, por favor, diz-me que não vais fazer coisas indevidas – disse eu rapidamente e batendo com a mão na minha cabeça e desmaiando para trás teatralmente.

-Por favor, Sophie. Poupa-me a tanto alarido. Como se tu e o Seth nunca tivessem feito isso.

-Pois, está bem. Mas foi sem público – acrescentei rapidamente.

-Vou fingir que acredito. Achas que a Leah nunca vou ouviu? – espicaçou ela.

-A sério? – perguntei-lhe levantando-me rapidamente.

-Sim. O Jacob contou-me. Foi preciso uma ordem de Alpha para os parar de brigarem.

-OMG – foi tudo o que consegui dizer.

-Podes crer. Ainda bem que o Jacob é cuidadoso com os pensamentos dele. Anos e anos de prática.

-Imagino. Não deve de ser fácil amar uma pessoa que tem um pai que lê mentes.

Ela deu uma gargalhada e recolheu-se na divisória dela. Deitei-me no saco de cama e fechei os olhos por breves momentos, mas fui interrompida pela Rose:

-Soube que querias falar comigo.

Levantei-me e fitei-a. Ela tinha os olhos muito dourados e neste momento estavam curiosos.

-Sim – confirmei. – Mas não aqui. Vamos dar um passeio.

Saímos da tenda e fomos andando calmamente por dentro da vegetação.

-Rose – comecei. – tu és, neste momento a pessoa em quem mais confio para te fazer esta pergunta.

-Pergunta o que quiseres – disse ela olhando o céu que estava coberto pelas folhas das árvores.

-C-como é que foi à sete anos atrás? O meu … pai só me contou que vocês eram uns heróis porque enfrentaram os Volturi, mas eu preciso de pormenores. O que realmente aconteceu?

-Vou contar-te tudo.

sábado, 22 de maio de 2010

As mestiças - 35º capítulo

Olá a todos! Mais uma vez, tenho um pedido de desculpas a fazer por não ter postado mais cedo. E agora, queria dizer-vos que esta fanfic já está acabada e já passei todos os capítulos para o computador, mas tenham calma porque ainda faltam 7 capítulos para esta fic acabar.

Não se esqueçam de comentar!

Capítulo 35

Faltam duas semanas para o confronto com o Volturi. O frio na barriga começa a crescer cada hora que passa. O Edward praticamente não suporta os meus pensamentos pessimistas nem a Nessie. Tal pai, tal filha. O Carlisle, a Esme, o Jasper e a Alice já voltaram e agora já eram pouco mais de trinta vampiros numa só casa.
Ao olhar através da janela do meu quarto percebi que a minha vida foi muito curta, mas muito boa ao mesmo tempo. Pelos menos estes últimos meses que tenho passado com os Cullen. Foram eles que me ensinaram o que significa “família”, “respeito” e “amor”. Nos anos que estive com o meu pai pouco tinha aprendido: ele estava sempre fora, ora a caçar, a criar outros monstros como eu ou a arranjar um noivo para mim. A verdade é que nunca acreditara naquilo, acenava que sim com a cabeça e virava-lhe as costas, rindo do que ele dizia.
Quando me encontrasse com os Volturi, não serei a Sophie; serei a meia vampira que deseja a morte deles todos, incluindo a do meu pai. Sei que pode ser ridículo e cruel que uma filha deseje a morte do pai, mas eu queria. Fora por causa dele que os Volturi vêm ter connosco e que o Quil e o Embry foram raptados.
-Sophie, podes parar de pensar nos Volturi? – pediu Edward pela enésima vez num espaço de dias.
-Desculpa.
Os vampiros que estavam em casa faziam várias coisas: uns lutavam, conversavam, desenhavam e algumas vampiras estavam a ajudar a Esme a fazer o jantar para os lobisomens que viriam jantar hoje cá a casa. Não era uma visita informal; depois do jantar eles iriam lá para fora em forma de lobo e cheirar cada indivíduo que lá se encontrava para o caso de haver alguma luta, eles não errarem nos seus alvos.
-Eu fico com o Demitri, Emmet – disse Edward.
-Ei! Sendo assim perco a diversão toda! – reclamou Emmett.
Desci as escadas e percebi que a sala inteira gelara com as palavras do Edward.
-Eu fico com a Renata - afirmou Bella.
-Eu e o meu irmão ficamos com os gémeos – referiu Vladimir.
A partir dali, todos começaram a escolher quem queria matar quem e gerou-se uma grande confusão.
-O Seth está lá fora há tua espera – sussurrou Edward no piano.
Saí porta fora, sem me importar quem olhou para mim de soslaio, espantado por sair assim porta fora.
-Seth! – gritei quando vi o lobo gigante cor de areia mesmo ao fundo das escadas.
Mal me instalei no seu dorso, ele começou a correr para La Push freneticamente. Se chegámos lá em cinco minutos, foi muito. Deixou-me mesmo ao pé da praia e fui andando até ela sabendo que dali a nada já estaria nos braços do meu lobisomem favorito.
-Olá – sussurou ele ao meu ouvido.
Virei-me para ele e beijei-o da forma mais apaixonada possível e imaginária.
-O que é que vamos fazer hoje? – perguntei-lhe.
-E que tal conversar? Eu preciso mesmo de falar contigo sobre o que vai acontecer logo à noite.
Subimos o penhasco e sentámo-nos lá mesmo na borda. Encostei-me ao seu peito e fiquei há espera que ele começasse. Não demorou muito. Ele começou a contar que iriam planear com Jasper as estratégias caso ocorresse uma luta; iriam perguntar à Alice se ela conseguia “ver” melhor o que iria acontecer sendo que ela andava a ver melhor os lobisomens. Depois disso, iriam todos em forma de lobo cheirá-los para não ocorrer qualquer erro caso haja luta.
-E depois, podes vir comigo para La Push – finalizou ele.
-Como?
-Sim. Podias hoje dormir comigo – explicou ele.
-Não era para hoje fazeres a ronda da noite?
-Só vou às seis da manhã. Troquei com a Leah.
-Hum… OK.
-Está a ficar tarde. Queres que te leve a casa?
-Ainda não - pedi fixando o olhar no horizonte. – Eles ainda devem de estar a discutir quem é que vai matar quem.
Ele rosnou e suspirei fundo. É óbvio que ele não queria que eu tivesse que lutar, mas caso isso acontecesse, eu não teria outra hipótese.
-E tu decidiste com quem é que queres lutar? – perguntou ele, controlando a voz.
-Não. Mas se tiver que ser, eu quero lutar com o meu pai.
Ele gelou e acho que o coração dele parou por instantes.
-Seth, estás bem? – perguntei com urgência.
-Tu queres lutar contra o teu próprio pai? – inquiriu ele horrorizado.
Respirei fundo e expliquei:
-Faz sentido. Foi ele que gerou isto tudo. É justo que eu acabe com isto. Um olho por outro olho. Ele quer destruir a minha família. Então, eu vou destruir a dele.
-Sophie, isso não faz qualquer sentido. Quem deve de o matar será… sei lá… o Edward?
-O Edward quer ficar com o Demitri.
-Então o Emmett! – exclamou ele.
-Tenho a certeza que ele quer ficar com o Felix.
-OK. Vamos conversar isto com eles – concluiu ele levantando-se e levando-me a reboque.
-Não! Eu não vou conversar isto com eles! – gritei, tentando livrar-me dele.
-Ai isso é que vais!
Entrou dentro da floresta para se transformar, e eu pensei em fugir, mas eu sabia que não iria adiantar de nada, ele seguiria o meu cheiro. Quando ele voltou, sentei-me no seu dorso e ele correu a alta velocidade para a casa branca.
Entrei com ele dentro de casa (ele transformou-se mal chegou lá), com a mão demasiado apertada.
Edward ficou espantado a olhar para Seth. Tenho a certeza que a mente dele devia de estar a gritar aquilo que eu tinha dito. Bem na hora, Edward virou-se para mim e exclamou:
-Tu não podes lutar contra o teu pai! É ridículo!
Todos olharam para mim, mas eu fixei o meu olhar no dele, mostrando o quão estava determinada e o porquê de eu o ter escolhido.
-Por favor, Edward, respeita a minha decisão! – sussurrei implorando.
-Vamos a votos – propôs a Bella.
-Tu adoras votações – disse Edward. – Mas a verdade é que dá resultado. Apenas nós, os Cullen, o Jacob, e o Seth, sendo que eles já são quase da família e o clã Denali.
Nessie e Jacob desceram as escadas, sem entender nada. Edward explicou a situação e concluiu:
-Por isso, vamos votar.
Olhou para mim, dando-me a palavra.
-Alice? – perguntei.
Ela olhou-me atentamente e disse:
-Se é isto que queres, eu não te impeço. E por um lado, compreendo o teu ponto de vista. Eu voto “sim”.
-Emmett?
-Também tens o direito a escolher. Eu voto “sim” – respondeu ele.
-Bella?
-“Sim”. E é porque sei o que é que estás a sentir.
-Rose?
-“Sim”. Se é isso que queres, tudo bem.
-Edward?
-“Não”. Eu percebo o lado do Seth e penso que é irracional o que queres fazer.
-Jasper?
-Estás preparada para enfrentar qualquer vampiro que não seja da guarda dos Volturi. Por isso, eu voto “sim”.
-Nessie?
-“Não”, porque por muito mau que fosse o teu pai, acho que não serás capaz de o enfrentar dessa maneira tão… brutal.
-Jake?
-“Não”. Eu sou a favor da decisão do Seth em proteger-te.
- Eu voto “sim” – disse o Eleazar, antecipando-se. – Estás preparada e percebo o teu ponto de vista melhor que o do Seth.
-Faço as palavras do Eleazar as minhas – disse Carmem. – O meu voto é “sim”.
-Kate? – perguntei.
-Eu voto “não”. Eu sei o que estás a sentir. A minha irmã morreu á sete anos atrás e acho que estás sedenta de vingança.
-Eu voto “sim” – disse o Garrett. – Acho que és suficientemente inteligente para resolveres as coisas.
-Se pudesse votava nulo. Mas o meu voto também é importante – começou a Tanya. – Mas eu sinto que ainda és demasiado jovem para uma luta. Por isso, voto “não”.
-Minha querida – começou Esme. – Lamento imenso, mas eu não suportaria ver-te morrer caso algo corresse mal, Por isso, voto “não”.
-Carlisle?
-Por favor Carlisle – pediu Seth desesperado.
-A votação é definitiva. Eu sei que por uma parte o meu voto pode ser decisivo e, apesar de querer votar “não”, as votações não enganam: a Sophie vai lutar contra o próprio pai, mas se quiseres mudar de ideias, estás sempre a tempo de o fazer.
-Obrigada, Carlisle – agradeci.
Todos na sala se dispersaram e Nessie veio abraçar-me, mostrando-me através do tacto a cara de sofredor de Seth. Sei que ele estava triste comigo, mas a votação não enganou. E eu estava disposta a fazer aquilo. Ninguém melhor que lutar contra o meu pai do que eu.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

As mestiças - 34º capítulo

Capitulo 34

E mais uma semana se passou rapidamente.
-Como é que será? – perguntei a Seth.
-O quê?
-Os Volturi. Como é que eles vão agir. Será que o Quil e o Embry ainda estão vivos?
-Tem calma. Tudo se vai compor.
Levantei-me da cama e fui há janela do quarto. A janela tinha vista para a floresta que neste momento tinha adquirido um tom mais verde, sendo que era Junho. La Push era linda, a começar por quem lá vivia e o que a cercava (mar e floresta).
-Meninos, o almoço está na mesa – chamou a mãe de Seth.
Saí do quarto e Seth veio logo atrás de mim. O cheiro que vinha da cozinha era maravilhoso e enchia a pequena casa com aquele aroma.
-Fiz lasanha para vocês. Espero que gostes – disse ela.
-É uma das minhas comidas preferidas – admiti.
-Seth, tenho que ir às compras. Tu e a Sophie ficam bem?
-Não almoças? – inquiriu Seth servindo-se de uma grande fatia de lasanha.
-Não tenho fome.
-Nós ficamos bem – assegurou Seth à mãe. – Não te preocupes connosco.
-OK. Então até já e portem-se bem.
Acenámos com as cabeças e ela saiu porta fora.
-É bom estar aqui – afirmei.
-Ainda bem que gostas – disse Seth com um grande pedaço de lasanha na boca.
-Amo La Push.
Ele engoliu o pedaço de lasanha sonoramente e fez cara de cachorrinho mal morto.
-E eu a pensar que gostavas era de mim, mas não, é La Push. Bom saber.
-Amo-te mais. Mais do que a minha própria vida – disse eu.
Ele encolheu os ombros e continuou a comer. Baixei os olhos para o prato e comecei a comer silenciosamente. A porta de casa abriu-se e Leah exclamou:
-Que cheirinho bom!
-Estamos na cozinha – disse Seth.
-Oh, olá Sophie, não sabia que estavas cá, senão tinha vindo mais cedo da ronda – disse Leah.
-Não há problema – falei e bebendo um gole de água.
-Já comeste tudo Seth?
-Se não tiveres fome, posso comer a tua parte – gozou ele.
-Isso querias tu – respondeu Leah servindo-se de um bocado de lasanha. – Como é que vão as coisas lá em casa dos Cullen?
-Bem – respondi -, mas está cada vez lá mais vampiros. Acho que o Edward vai rebentar de tantos pensamentos ao mesmo tempo.
Leah e Seth riram-se do meu comentário, mas eu também. O problema é que era verdade. Não estavam só os vampiros que eles conheciam. As notícias espalharam-se rapidamente e agora até havia alguns que vinham por livre e espontânea vontade, sem serem “convidados”. A Rosalie e o Emmett já regressaram portanto agora só faltava a Alice, o Jasper, o Carlisle e a Esme.
-A Rachel tem passado bem? – perguntou Seth. – Há muito tempo que já não a vejo.
-Ela está óptima. Cada dia melhor.
-Ainda bem para ela – desabafou Seth.
-Ela ainda é muito jovem, não é? – perguntei.
Leah olhou para mim, avaliando se devia ou não contar qualquer coisa, mas decidiu que eu era de confiança:
-Ela tem pouco mais de dois meses. Para nós ela é muito nova e agora não é só ela. Alguns rapazes de La Push estão a transformar-se mas não era suposto porque eles não têm o nosso sangue. O Sam anda muito preocupado com isso, mas ainda não quer contar ao Jacob, se bem que este já desconfia.
-E é grave o que está a acontecer?
Ela bufou e perguntou rudemente:
-Não achas que ser lobisomem já é grave o suficiente?
-Eu não me estava a referir a isso – defendi-me. – Estava a referir-me ao facto dos rapazes que se estão a transformar não terem o vosso sangue. Isso é perigoso?
-É – respondeu ela.
Voltei a olhar para o meu prato e recomecei a comer lentamente. Quando acabei lavei o meu prato, o meu copo e os talheres que tinha utilizado, metendo tudo no respectivo sítio.
-Vou dar uma volta por aí – avisei-os sem lhes dar tempo para responderem ou impedirem-me.
Andei num passo apressado ao penhasco, onde sabia que não iria ser incomodada por ninguém. As palavras da Leah estavam na minha mente desde que as tinha proferido:
- Alguns rapazes de La Push estão a transformar-se mas não era suposto porque eles não têm o nosso sangue.
- Isso é perigoso?
-É – respondeu ela.
Algumas lágrimas tinham começado a cair e sem perceber como, mais vieram. Não era suposto isto estar a acontecer. Não era suposto eu existir, não era suposto rapazes inocentes estarem a transformar-se por haver vampiros na zona. Eu era um monstro assim como os vampiros. Éramos nós que provocávamos isto e por esse motivo nós não devíamos existir. Nós éramos uns monstros que provocavam outros.
-Está tudo bem – sussurrou Seth enquanto me abraçava por trás.
-Não, não está.
-Não ligues ao que a Leah disse. Ela não o fez por mal.
-O que ela disse é verdade. E ambos sabemos que se estes vampiros não estivessem aqui para me protegerem dos Volturi, talvez isto tudo tivesse sido evitável.
-Dizes bem: talvez. Tu não tens a culpa do que está a acontecer.
-Tenho sim.
-Não – teimou Seth. – Quem tem a culpa é o teu pai que foi contar aos Volturi que tu estás connosco.
O meu pai. Como é que ele estará? Não me interessa. Também é por causa dele que isto está a acontecer.
-Vai correr tudo bem – assegurou ele. – Basta que confies em nós. Basta que confies na família maravilhosa que tu arranjaste. Basta acreditares na pessoa que te ama mais do que a própria vida: eu.

sábado, 8 de maio de 2010

As mestiças - 33º capítulo


Capítulo 33

-Finalmente – suspirou de alívio Edward quando nos viu entrar na sala de mãos dadas. – Já não vos suportava. Cada segundo mais sofredor que o outro.
-Ainda bem que voltaram – felicitou Carmem. – Notava-se que vocês não estavam bem.
-Pois, mas agora tudo compôs-se – disse Seth olhando para mim com a maior paixão já existente há face da terra.
-Lamento incomodar o vosso momento de paixão, mas está na hora da Sophie e da Nessie treinarem – interrompeu Eleazar.
-Querido, o dia ainda não acabou – reclamou Carmem. – Elas têm o dia todo.
-Não Carmem, ele tem razão – ripostei eu. - E eu também tenho o dia e a eternidade para passar com o Seth.
-Dizes isso como se fosse uma coisa má – lamentou Seth.
-Não é – encarei-o séria. – É óptima!
Despedi-me dele com um beijo rápido e corri para a clareira com Eleazar onde já estava Nessie e Jacob.
-Olá! – exclamei eu.
-É impressão minha ou a minha quase irmã já está com outra cara? – espicaçou Nessie.
-Está com cara de… apaixonada?
-Voltámos – contei-lhes.
-Fico feliz pelos dois. Acredites ou não, o Seth mostrou naqueles dois meses que é mesmo irmão da Leah – comentou Jacob.
-Vamos ao trabalho? – perguntou Eleazar.
Eu e Nessie acenámos com a cabeça e começámos a lutar com o Eleazar. Já estávamos mais rápidas e já não nos deixávamos enganar com facilidade a cada investida que o Eleazar fazia. Para além das aulas práticas, o Eleazar disponibilizou-se a dar-nos a matéria teórica (mas era muito pequenina).
-E por hoje acabámos – ouvimos Eleazar dizer.
Suspirámos juntas e voltámos para a casa da floresta juntas com o Jacob sempre no nosso encalço; o Eleazar foi para a casa branca.
-Este treino cansou-me – confessou Nessie.
-A mim também – concordei com ela.
-Mariquinhas – desabafou Jacob.
-Sabes Jacob – comecei eu – ,nós não somos o triplo de um lobo normal, que corre por diversão e adora matar vampiros. Nós não nascemos para ser presas, mas também não nascemos para sermos predadores como vocês. Nós somos… a Suíça.
Nessie abafou o riso e Jacob também.
-Uma resposta fácil de dar.
-Podes crer, Jacob – afirmei.

domingo, 2 de maio de 2010

As mestiças - 32º capítulo

Olá a todos! No outro dia, fui ao Cascaishopping e eu e os meus amigos fomos comprar as pipocas do outro lado. Olhei para cima, onde estão todos os filmes em brevemente e deparei-me com este poster:




Pois é, parece que a Zon Lusomundo já está preparada para este filme.



E agora, o capítulo 32 que na minha opinião, é muito fofo.
Não se esqueçam de comentar!

Capítulo 32

Os dois meses que se seguiram foram só vampiros a chegar a Forks. E esses dois meses que se seguiram foram angustiantes por dois motivos: o primeiro foi eu ter presenciado o que Nessie me disse, eles partiam com os olhos negros, mas quando voltavam tinham os vermelhos; o segundo era eu ainda não ter feito as pazes com Seth. Todos os dias via-o, todos os dias ouvia falar dele, mas tanto ele como eu afastávamo-nos um do outro. Por vezes chegava a ser doloroso, especialmente quando o via a conversar alegremente com os outros vampiros.
Mas eu hoje decidi fazer as pazes com ele. Já não aguentava mais: a cada segundo ele estava nos meus pensamentos; quando tentava apagá-lo dos meus pensamentos ele aparecia a entrar em casa com o ar mais feliz do mundo. Mas não era só eu a aguentar a minha angústia: o Edward apesar de me dar imensa privacidade, praticamente não suportava a minha mente sempre com lembranças do Seth. A Nessie, o Nahuel e o Jacob tentavam todos os dias animar-me, mas sem efeito. Ontem há noite o Jacob disse que eu parecia a Bella quando o Edward tinha acabado com ela. Para mim, que já conhecia a história, sabia muito bem o que isso significava. Eu não queria ser uma Bella. E não vou.
Tirei do roupeiro do Edward (que agora era meu) a minha melhor roupa: um top com alças cor-de-rosa, uma mini saia e umas sandálias castanhas escuras; maquilhei-me em tons de rosa, ondulei o cabelo e saí porta fora do quarto. Como era costume desejei a todos um bom dia e fui procurar Jacob. Edward disse-me que ele estava na casa da floresta com Nessie e desejou-me boa sorte (é óbvio que ele já sabia o meu plano).
-Jacob – gritei enquanto abria a porta da casa da floresta.
-O que foi? – perguntou ele saltando do sofá.
-Posso atravessar a fronteira?
-S-sim – gaguejou ele. – Eu levo-te até ao limite.
-Obrigada. Até logo Nessie – despedi-me dela que estava ao pé da lareira a observar tudo.
-Até logo.
Quando saí da porta o lobo castanho-avermelhado já estava há minha espera. Não hesitei e subi para o seu dorso. Apesar de ser fofinho, não era o pêlo de Seth.
Ele travou e saltei logo para o chão.
-Obrigada, Jacob.
Ele rolou os olhos e voltou para casa. Agora ia por minha conta e risco.
***
Bati à porta três vezes e quem me atendeu foi Leah. Ela não estava como nos outros dias; estava azeda comigo.
-O que é que tu queres?
-Falar com o Seth – respondi. – Ele está?
Ela rolou os olhos e afirmou:
-Está.
Ia dar um passo à frente para entrar, mas ela tapou-me a passagem.
-Se tu o magoas outra vez, vais ter que te haver comigo. E não vai ser um simples tratado que me vai impedir.
Uau! Ela estava mesmo zangada comigo.
-Eu vim cá esclarecer as coisas com ele. Posso entrar, por favor?
Ela desimpediu-me a passagem e eu entrei. Não tomei atenção se ela estava a seguir-me ou se tinha ficado no mesmo sitio. Agora, só me interessava o Seth. O meu Seth.
Abri a porta do quarto dele devagarinho para não fazer barulho e observei ele a dormir. Sentei-me na ponta da cama e olhei para o quarto dele. Estava tal e qual o lembrava, mas um bocadinho mais desarrumado.
-Ele não dorme há horas – informou-me Leah na ombreira da porta do quarto. – Fez dois turnos seguidos. Talvez seja melhor vires mais tarde.
-Avisas-lhe que estive aqui? – perguntei desconfiada.
-Sim.
-Eu vou estar na First Beach o dia todo.
-OK. Eu digo-lhe que tu estás lá.
Levantei-me e dirigi-me á porta. Antes de sair da casa falei:
-Ouve Leah, o que aconteceu entre mim e o Seth foi um mal entendido e eu também fui grande culpada da discussão, mas eu não queria que a nossa amizade fosse abalada por causa disto. Eu adoro-te e não queria perder uma amiga.
-Tudo depende de ti. Tu magoaste o meu irmão e eu não admito isso. Ele ama-te mais do que a sua própria vida e não consegue viver sem ti.
-Agora compreendo isso.
-Ainda bem – suspirou. – Eu também não queria perder uma amiga como tu.
-Vou estar na First Beach – relembrei-a.
-Eu aviso-o assim que acordar.
Dirigi-me á praia sem pressa nenhuma. Tinha muito tempo e ele precisava de dormir. Sentei-me na areia seca, bem no meio da praia. O dia estava solarengo e apesar de serem apenas oito da manhã, já havia pessoas na praia. Fiquei a observá-las cuidadosamente. Eram muito diferentes de mim, de Seth ou de Alice. Apesar de nós tentarmos ter um comportamento minimamente humano, a verdade é que não conseguíamos tentar “mergulhar” na normalidade de um ser humano. Estávamos constantemente a lutar contra o que somos, tentando ser uma pessoa que não somos. Só agora é que me apercebi disso.
-Olá – cumprimentou uma voz rouca atrás de mim.
Voltei-me para trás e não resisti. As minhas forças para tentar ser racional baixaram todas, todas as muralhas que tinha construído para tentar evitá-lo desmoronaram-se assim que olhei para aqueles olhos tão característico dele.
-Seth – sussurrei. Levantei-me e abracei-o fortemente. – Desculpa! Desculpa ter sido tão egoísta, desculpa ter exigido tanto de ti. Desculpa amor, desculpa todas coisas estúpidas que fiz, todas as palavras que te magoaram.
-Está tudo bem, Sophie – sussurrou ele enquanto me afagava o cabelo.
Aquele toque era tudo o que precisava. Estive dois meses sem aquele toque e só agora percebi que me era fundamental, tal como o seu abraço, o seu cheiro, o seu respirar. Eu era a razão de ele existir e ele a minha. Eu não conseguia viver sem ele, isso era impossível, uma questão que nem se colocava.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

As mestiças - 31º capítulo

E como prometido, aqui está outro capítulo da minha fic. Depois de amanhã há o 32º capítulo (já foram assim tantos? O tempo passa depressa!)
Não se esqueçam de comentar!



Capítulo 31

A Nessie foi buscar comida à casa grande com Jake enquanto eu e Seth ficámos na casa da floresta.
Ficámos os dois no sofá sem dizer nada até que eu quebrei o silêncio:
-Em que estás a pensar?
-Em nada.
-Estás a mentir – acusei-o. Ele não disse nada. Limitou-se a olhar para o vazio.
-O que é que se passa? Conta-me Seth.
-Não se passa nada.
-Não me queres contar?
Ele olhou para mim como se pedisse desculpas.
-Voltámos! – exclamou Nessie.
Meteu a comida em cima da mesa que estava na sala e aproximou-se de mim.
-Anda conhecer o meu quarto!
Levantei-me e segui-a.
O quarto dela era de tamanho normal, tinha uma cama de solteiro e as paredes estavam pintadas de um cor-de-rosa clarinho.
-Ele só está preocupado com a reacção que possas ter quando vires muitos pares de olhos vermelhos – comentou ela, sentando-se na cama.
-Só isso?
-E não é motivo suficiente?
-Acho que não.
-Acredita que é. Tu és a impressão dele, logo, se tu não estás bem, ele também não estará.
-Vou comportar-me melhor.
-Não! – exclamou ela. – Não é uma questão de te portares melhor ou não! Simplesmente tens que… sei lá! Quando eu nasci não tive esse problema! Tenta só… não entrares tanto em choque.
-OK – disse desanimada.
-Então, gostas do meu quarto?
-Sim, é giro – disse sem emoção.
-Com saudades do Canadá?
-Também.
-Eu não queria que os Volturi viessem – sussurrou ela.
-Eu… tenho medo do que eles possam fazer – admiti.
-Eu também. Mas… Eu confio na minha família e nos vampiros que vêm.
-E se acontecer uma luta?
-Nesse caso, o Eleazar e o Garrett ajudam-nos.

***
-Eleazar! – gritámos as duas enquanto saltávamos o rio com dois lobos atrás de nós.
-Chamaram-me? – perguntou Eleazar enquanto descia as escadas.
-Sim! – exclamámos as duas
-Precisamos da tua ajuda – começou Nessie.
-Numa coisa – finalizei eu.
-E qual é?
-A lutar – dissemos as duas.
-Têm a certeza? – perguntou ele, receoso.
-Claro! – disse eu. – A probabilidade de virmos a lutar é de… 90%?
Ele suspirou e depois exclamou:
-Então ao trabalho!
Ele encaminhou-nos para o meio da floresta. Encontrámos uma clareira linda, bastante larga. Jacob e Seth ficaram na penumbra a observar-nos.
-Então vamos começar! Sophie, preciso que não uses o teu escudo em qualquer caso.
-OK – acenei eu.
-Nessie, tu lembras-te de alguma coisa?
-Sim. Sendo que eles são bastante fortes, ágeis e rápidos, tenta movimentar-te o mais rápido possível de maneira a deixá-los confundidos. Evita estar de costas para eles, porque dessa maneira é mais difícil eles partirem-te ao meio.
-Excelente. Sophie, percebeste tudo?
-Sim.
-OK, então, vamos começar por ti Nessie.
Afastei-me um bocado e fui sentar-me ao lado do lobo gigante cor de areia. Ele nem sequer olhou para mim.
-Estás cá com um humor!...
Ele olhou para mim carrancudo e nem precisei de tradutor. Ele estava furioso comigo por querer aprender a lutar.
-É para meu bem, Seth. Sabes bem que se houver luta, não me podes defender de tudo e de todos.
-Sophie, podes vir – chamou Eleazar.
Nessie passou por mim, tocou-me no braço e mostrou o rosto de Seth e Jacob quando estão zangados. Prendi o riso e continuei a andar.
-Evita usar o escudo – voltou a pedir Eleazar.
-Certo.
Eleazar meteu-se na posição defensiva e eu também. Ele investiu em frente e o meu escudo começou a expandir-se, mas eu impedi-o. Desviei-me para o lado e comecei a correr em círculos. Distraí-me por uma fracção de segundo quando vi Seth a ir-se embora. Eleazar apanhou-me e atirou-me ao chão.
-Rendo-me! – gritei.
-Muito bem. Se o Seth não te tivesse distraído, talvez nunca mais te tivesse apanhado. És mais rápida que a Nessie.
-OK – disse, enquanto me dirigia para onde o Seth tinha ido. Jacob e Nessie ficaram a observar-me mas não disseram nada.
Comecei a correr, seguindo o cheiro dele. Ele foi para La Push. Podia atravessar a fronteira sozinha? É melhor não arriscar. Comecei a correr há volta do perímetro e deparei-me com um lobo preto gigante. Ele começou a rosnar furiosamente. Eu sabia que ele era um lobisomem pelo tamanho, mas pelos vistos ele ainda não me conhecia. Antes que ele começasse a atacar-me, apresentei-me:
-Chamo-me Sophie Cullen, a impressão natural do Seth Clearwater.
Ele parou de rosnar e afastou-se. Passados uns minutos ele voltou em forma humana. Era um homem alto, bonito mas tinha uns olhos cautelosos, como se tivesse medo que eu o pudesse atacar.
-Desculpa. Sou o Sam – disse ele, entendendo-me a mão. Apertei a sua mão com firmeza e esbocei um pequeno sorriso.
-Não há problema. Eu queria saber se posso atravessar a fronteira para ir ter com o Seth.
-Claro, não há problema. Desde que não caces em La Push…
-Eu não caço humanos – interrompi-o rispidamente. – Sou vegetariana.
-Já deduzia isso. Consegues chegar há casa do Seth? Eu tenho que acabar o meu turno.
-Sim, claro.
-OK, então vemo-nos por aí, Sophie.
-OK.
Ele desapareceu e eu atravessei a fronteira. Corri um bocado e comecei a sentir o odor de Seth, que ia ter à praia.
O dia estava nublado e fazia a água parecer mais escura do que ela parecia. Ele estava no penhasco, pronto a saltar. Quando ele saltou, corri para a praia (em velocidade humana), pois sabia que ele não iria fugir ou evitar-me.
Sentei-me perto de uma árvore que estava perto do alto penhasco. Quando ele veio à tona de água, fiquei a observá-lo sem tirar os olhos dele. Seth veio ter comigo e olhou-me duramente.
-Porque é que não falas? – perguntei desviando o olhar para as ondas do mar.
-Eu estou a falar contigo.
-Não me estou a referir a isso – resmunguei. – Estou a referir-me… não te percebo. Estás preocupado comigo ou com aquilo que eu posso fazer?
-O quê? Onde queres chegar?
-Muito simples. Pensa um bocado nas últimas duas vezes que estivemos juntos? Consegues ver as diferenças?
-Soph – começou ele sentando-se ao meu lado. -, eu não estou zangado contigo.
-Então porque é que ages como tal? – enfrentei-o.
-Sophie, desculpa. Eu juro que não queria que te sentisses mal por minha causa.
-As desculpas não se pedem, evitam-se – disse rispidamente. Ele olhou para mim como se o tivesse ofendido. Mas ele tinha-me magoado primeiro e estava a magoar-me outra vez. Quantas vezes é que isto iria acontecer?
-Eu sei – afirmou ele cautelosamente, como se tivesse escolhido as palavras cautelosamente.
-Vou embora. Depois falamos.
Caminhei lentamente até à orla da floresta ouvindo o seu coração quente e forte. Eu não queria ter discutido com ele, mas foi inevitável.
-Lamento – suspirei esperando que ele me fosse ouvir.
Comecei a correr o mais rápido que pude e fui parar ao meu destino: há casa branca. Abri a porta e uma rocha bateu em mim, mas não sei como (talvez os meus reflexos de vampira) não caí.
-Fico tão feliz por te rever – sussurrou Bella ao meu ouvido.
-E-eu também, Bella – respondi.
-Sophie – chamou Edward. – Já chegaram mais visitas.
Agora não era momento de pensar em Seth, tinha que receber os vampiros cordialmente. Apesar de ser difícil deixar a pessoa que amo para segundo plano de pensamentos…